10/9/09
O GOLPE DO INCENTIVO FINANCEIRO DO BANCO DO BRASIL
O GOLPE DO INCENTIVO FINANCEIRO
O governo FHC já havia decidido, não pagaria as dívidas da União ao Banco do Brasil – o Tesouro Nacional devia mais de R$ 12,5 bilhões ao BB -, pois pretendiam privatizá-lo e demitir funcionários, primeiro porque isto foi promessa do Fernando Henrique ao Mr. Camdessus do FMI, segundo porque escolheram e precisavam do dinheiro do Brasil para os financiadores da campanha presidencial, “doaram” pelo PROER trinta bilhões de reais do povo brasileiro aos banqueiros amigos, terceiro porque FHC odiava aos funcionários do Banco, pois soube ainda na campanha presidencial, Encontro dos Presidenciáveis na ANABB, pela divulgação irresponsável de pesquisa do voto do funcionalismo, intenção de voto pró Lula 47% e para FHC míseros 6%, quarto porque sabia que os funcionários do BB eram opositores da funesta política pública de FHC, demissões em massa, com apropriação indébita dos salários de aposentadoria dos funcionários das estatais, para saneamento financeiro das estatais e fundos de pensão, com o dinheiro roubado pagar dívidas trabalhistas e previdenciárias, tudo a fim de privatizar a preço de banana.
Montado nessas mentiras, vinganças e intenções espúrias, eleito Presidente da República, de forma autoritária, fascista, terrorista, despótica, nazista, FHC bradou: “NÃO PERMITIREI MANIFESTAÇÕES DOS FUNCIONÁRIOS DAS ESTATAIS CONTRA AS REFORMAS, A PUNIÇÃO SERÁ A DEMISSÃO SUMÁRIA” . (Autoritarismo, Folha de São Paulo, 26/03/1995).
FHC também vociferou: “O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem, na cidade goiana de Anápolis (a 120 quilômetros de Brasília), que o Banco do Brasil teve um déficit de R$ 1,6 bilhão no primeiro semestre e previu a falência do banco se não for concluído o programa de demissões de funcionários”.
“Se não fizermos isso, daqui a pouco vamos para a falência“, afirmou Fernando Henrique. (Folha de São Paulo – Sem reestruturação, BB vai à falência, prevê FHC - 25/07/95)
Mentiras e manipulações descobertas: “Houve uma tentativa, do próprio presidente da República, de negar esses planos. Mas ele foi vexatoriamente desmentido pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Michel Camdessus, que cometeu a inconfidência – em reunião com banqueiros internacionais – de anunciar as privatizações da CEF e do BB (uma inconfidência explicável: Camdessus quis mostrar aos banqueiros internacionais que o governo FHC obedece às ordens do FMI, para convencê-los a restabelecer o crédito para o Brasil…)”. Fonte: Aloysio Biondi em “A desmoralização dos bancos estatais”.
Lendo os brados, ameaças, previsões de falência de FHC acima, e lendo o Jornalista Aloysio Biondi, ressalta evidente que FHC mentiu talvez ao Camdessus ou à sociedade brasileira, consideramos pior, percebemos um FHC mentiroso ao FMI e ao Brasil, um inimigo do povo.
Porém, mentiras de FHC à parte e/ou contínuas, o Banco do Brasil era um tanto quanto IMPRIVATIZÁVEL, era inviável privatizá-lo por causa das suas dívidas e prejuízos.
Prejuízos decorrentes de uma folha de pagamento anual – mais de 150.000 funcionários, considerando 7.000 pensionistas - de R$ 6,5 bilhões, sendo que mais de R$ 2,5 bilhões despesas administrativas para pagamento dos 40.876 funcionários aposentados PRE-67, compromisso trabalhista do Banco do Brasil e do governo assumido desde 1947, inegável, porque sentenças da justiça trabalhista assim confirmavam.
Dívida previdenciária e trabalhista do BB e da União, cerca de R$ 10 bilhões com os mesmos funcionários e aposentados pré-67, para integralizar suas reservas junto a PREVI, compromisso adiado (20 anos da publicação do Decreto 81240/78, artigo 39 do decreto), mas que tinha prazo final e irrecorrível em janeiro de 1978.
No entanto, esta dívida que consideravam impagável, esta origem dos prejuízos do BB, o número real de funcionários e aposentados, valores pagos na FOPAG do BB, nada disto foi divulgado, e ESTAS FORAM AS CAUSAS REAIS, OS MOTIVOS ESPÚRIOS E PRINCIPAIS DAS DEMISSÕES ABUSIVAS E CRIMINOSAS EXECUTADAS PELO BB/PREVI E GOVERNO.
Janeiro de 1994, FHC ainda nem havia sido eleito presidente, mas era o Ministro da Fazenda que mandava no BB, os executivos do BB já trabalhavam num programa de redução de 30% dos cargos e funções do banco, o DRH030 – Direcionamento de Recursos Humanos, calibre 030, significa trinta por cento de cortes -, que foi posto em execução em dezembro de 1994.
E 30% de 143.000 funcionários do BB (inclusive aposentados e exceto 7.000 pensionistas), resultam 42.900 demissões previstas pelo DRH030. Quase na mosca, o livreto editado pelo BB sobre a “obra” do presidente P. C. Ximenes, período 1995/97, informou 42.897 demissões.
Depois, a partir de 1997 e até hoje, também porque a PREVI continuou a apresentar problemas financeiros e para não perderem o treino e prazer, demitiram mais 10.000 funcionários.
O mais cruel, desumano e discriminatório desses números, deste percentual de 30%, ou muito mais, aplicado na redução de cargos e demissões, é saber que TRINTA POR CENTO DOS FUNCIONÁRIOS DO BB ERAM ORIUNDOS DA CLASSE POBRE DO PAÍS, ARRIMOS DE FAMÍLIAS. Alguém pode adivinhar quem foram os demitidos?
Os planos e cálculos para resolver o problema do BB, da PREVI e da União já estavam definidos. Calcularam, além dos mais de 6.000 demitidos do BB no início dos anos 90, sob ameaças e coação, agora precisavam demitir, no mínimo, 43.000 funcionários que ingressaram no BB e na PREVI (adesão obrigatória) depois de 1967, os PÓS-67.
Abatê-los consistia em demiti-los e saqueá-los, a PREVI se apropriar indevidamente das suas contribuições, reservas matemáticas, salários de aposentadoria. Com seus salários de aposentadoria roubados quitar a dívida trabalhista e previdenciária do BB para com seus 40.876 funcionários mais antigos, integralizar as reservas deste grupo pré-67, pois esses não se haviam associado a PREVI e estavam protegidos por sentenças da justiça trabalhista, assim foram considerados inelegíveis ao PDV, OS PRÉ-67 ESTAVAM FORA DO PDV, INELEGÍVEIS.
Collor e FHC, nas suas propagandas com métodos nazistas, até poderiam chamar, também injustamente, aos pré-67 de marajás, inoperantes, privilegiados e vagabundos, pois recebiam altos salários, aposentados ou se aposentando permaneciam na folha de pagamento do BB, um compromisso assumido desde 1947, e mesmo sem querer seriam beneficiados, privilegiados com o golpe.
A turma de FHC, diretoria do BB, executores das demissões, presidente Paulo César Ximenes, diretores Edson Soares Ferreira, João Batista de Camargo, Ricardo Sérgio de Oliveira, Hugo Dantas Pereira, Ricardo Alves da Conceição e Carlos Gilberto Caetano, alguns hoje aposentados pela PREVI, também poderiam ser chamados por Collor e FHC de marajás e vagabundos, pior até, criminosos (assim nós os consideramos), pois foram condenados por gestão temerária, caso ENCOL. Ingressaram recursos, as penas seriam cumpridas em regime semi-aberto. Foi absolvido Jair Bilachi que, ironicamente e de acordo com a auditoria do banco, seria o único culpado.
Esta turma de FHC e os doutores contratados queriam mostrar à sociedade que as demissões seriam legais e legítimas. Além das mentiras e ilusões divulgadas através da mídia paga, a quadrilha idealizou e aplicou o “O GOLPE DO INCENTIVO FINANCEIRO”, pois os demitidos seriam vistos como “voluntários” e “indenizados” para saírem do BB, sociedade e justiça não aceitariam qualquer reclamação dos pedevistas.
Como fazer isto, sem gastar muito? O programa DRH030 já reduzira milhares de cargos e funções, o fechamento de agências e CESEC desmontavam o BB, elegíveis e disponíveis escolhidos pelo BB e PREVI não teriam como escapar às demissões.
E os “eleitos pelo BB e pelo governo para serem demitidos”, precisavam apenas dum “cala a boca” financeiro, e o dinheiro necessário a PREVI “emprestaria”, cerca de 900 milhões de reais (alguém pode entender como uma associação civil, entidade fechada de previdência privada, emprestou, pagou para perder associados, se não fosse para quitar dívidas?).
Acenaram com a montagem de Centros de Orientação de Carreira (na maior parte do Brasil esses COC nunca foram montados) “visando melhorar as condições para o retorno do funcionário ao mercado de trabalho, para criação de negócio próprio ou para outras opções” (balelas que não deram certo, porque num universo de 43.000 demitidos, dizem que conseguiram empregar somente dezesseis, não conseguiram empregar nem mesmo um por cada estado brasileiro).
Bolaram uma tabela de multiplicadores e multiplicador (1,25) do salário, cálculo complicado, engendrado há muito tempo para quem tinha pouco tempo em decidir sua vida, chamaram curiosamente de “prêmio pecúnia”, prêmio em dinheiro. Criativos! Fórmula “eu premio com R$ 1 e me aproprio indevidamente de R$ 10”.
Imaginaram outro “incentivo financeiro”, tipo dar com uma mão e tirar com a outra “MÃO GRANDE” uma mala de dinheiro, criaram e ofereceram uma “magnânima” concessão: “saque de 98% da reserva de poupança (contribuição pessoal) da PREVI em lugar dos atuais 50%” (assim constou no livreto do PDV).


















criado por schmaedeke
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