29/4/09
Demissões maquiavélicas, desumanas, dolosas, criminosas I
UMA HISTÓRIA DE TERROR, PÂNICO, ROUBO, VIOLÊNCIA, MORTES, CRIMES
Ao longo do tempo efetuamos várias descobertas e constatações de violações aos Direitos Humanos dos Demitidos do BB, ofensas à Moral e Bons Costumes, Legislação de Previdência Complementar, Legislação Trabalhista, também colhemos dezenas de confissões, provas, declarações e depoimentos, comprovações inequívocas e insofismáveis da ilegitimidade das demissões para apropriação indébita, recebemos apoios, reconhecimento de nossos direitos e reivindicações justos e dignos que devem, serão reintegrados, restituídos e reabilitados.
Além disso, percebemos que fomos BARRADOS NA JUSTIÇA DO TRABALHO, não fomos considerados “todos iguais perante a Lei” e nosso acesso foi negado de forma imoral, ilegal e inconstitucional, por causa de influências políticas e econômicas do Banco do Brasil, PREVI e governos de plantão.
Também vimos e comprovamos que as demissões foram ARBITRÁRIAS, vontade unilateral do patrão administrador público, ABUSIVAS, abuso de poder do patrão administração pública, governo, VIS e IGNÓBEIS, intenções espúrias de apropriação indébita e rotatividade de mão-de-obra, INCONSTITUCIONAIS, garantias fundamentais ignoradas e princípios constitucionais violados, POLÍTICAS, vingança e perseguição política dos governos de plantão, CORRUPTAS, prepostos e apaniguados receberam cargos, promoções e recompensas, reuniram-se, planejaram e executaram suas elucubrações dentro do poder público, ECONÔMICAS E EXTORSIVAS, motivo maior o dinheiro e o poder adquirido pelos governos, seus partidos e prepostos, através da coação, corrupção e extorsão.
Enfim, podemos dizer, para atingirem e validarem seus objetivos pessoais, políticos e econômicos, FORMARAM QUADRILHA DENTRO DO PODER PÚBLICO E ECONÔMICO, corromperam e foram corrompidos, demitiram e roubaram, continuam roubando, enxugaram, mataram e invalidaram pessoas, mais vítimas nas famílias destruídas, assim permanecem, mas, PREVIRAM E SABIAM DAS FUTURAS E TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DAQUILO QUE FAZIAM, sabido que eram doutores, comunicadores, sociólogos, economistas, juristas, e foram assessorados por doutores psicólogos e antropólogos, outros “ólogos”, “ores” e “istas” mais, empresas e carrascos especialistas com notório saber em demissões, contratadas sem licitação e fora da lei.
Para uma noção melhor do que percebemos, descobrimos e deduzimos da atuação desses indivíduos e suas atitudes, descrevemos do livro “Mentes Perigosas” da Dra. Ana Beatriz Barbosa da Silva:“Os psicopatas são frios, calculistas, insensíveis, inescrupulosos, transgressores de regras sociais e absolutamente livres de constrangimentos e julgamentos morais internos. Nas diversas esferas do relacionamento humanos, eles são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus próprios interesses. Mas, ao contrário do que pensamos, não são considerados loucos, nem mesmo apresentam qualquer tipo de desorientação, Eles sabem exatamente o que estão fazendo e não sofrem nem um pouco com isso. Podemos dizer que são verdadeiros “predadores sociais”, e às vezes seus atos são tão chocantes que nos recusamos instintivamente a reconhecer sua existência. “Mentes Perigosas” nos mostra em linguagem fluida e acessível quem são essas pessoas que estão por aí, ao nosso lado, e que desafiam a própria natureza humana. Conhecer essas mentes perversas é a melhor forma de nos proteger do efeito devastador de sua presença em nossas vidas. PSICOPATAS SÃO OS VAMPIROS DA VIDA REAL. NÃO É EXATAMENTE O NOSSO SANGUE QUE ELES SUGAM, MAS SIM NOSSA VIDA EMOCIONAL. COM HISTÓRIAS IMAGINÁRIAS E FALSAS PROMESSAS NOS FAZEM SUCUMBIR E PERDEMOS OS NOSSOS BENS MATERIAIS OU SOMOS DOMINADOS MENTAL E PSICOLOGICAMENTE”.
Nestes termos e conhecimento daquilo que nos fizeram, será que Collor, FHC, outros governantes e Ministros de Estado, será que seus métodos foram e são sociopáticos? Maílson, Policaro, Lafaiete, Ximenes, João Batista Camargo e tantos outros prepostos, as equipes econômicas dos governos e os executivos do BB, foram, são psicopatas? Melhor ou pior dizendo, por tudo que sabemos que fizeram no passado, leves e sorridentes no presente, concluímos que “sãos”, mentes sadias, nunca foram, nem são. Parece-nos que apresentaram e apresentam muitas características de mentes perigosas, sociopatas, psicopatas, pois não demonstraram e/ou demonstram NENHUMA EMPATIA, TRISTEZA, REMORSO OU ARREPENDIMENTO pelas demissões abusivas e criminosas, quando maquiavelicamente planejaram, demitiram e roubaram, enxugaram e mataram, perseguiram politicamente e execraram regime de exceção a cidadãos, destruíram sonhos, pessoas e famílias, no passado e presente, imaginamos que farão pior se tiverem oportunidade, com mais ou semelhante poder no futuro.
Voltemos ao livro “Mentes Perigosas”, Dra. Ana Beatriz Barbosa, selecionamos outras características e dicas para reconhecer psicopatas:
Frios, manipuladores, cruéis e destituídos de compaixão, culpa ou remorso. Utilizam-se de seu charme e de sua inteligência para impressionar, seduzir e enganar quem atravessa o seu caminho. estão camuflados de executivos bem-sucedidos, Bons políticos, bons amigos, pais e mães de família, e não costumam levantar suspeitas sobre quem realmente são.
Entre homens e mulheres, 4% da população apresentam esse lado sombrio da mente. A Doutora Ana Beatriz Barbosa Silva nos esclarece que os psicopatas são indivíduos que podem ser encontrados em todos os segmentos da sociedade. Neste livro, você vai saber um pouco mais sobre esse intrigante universo e aprender a reconhecer aqueles que vivem entre nós, se parecem fisicamente conosco, mas definitivamente não são como nós.
São desprovidos deste sentido tão especial:a consciência. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.
Os psicopatas mostram uma total e impressionante ausência de culpa sobre os efeitos devastadores que suas atitudes provocam nas outras pessoas. Ser dotado de consciência é ser capaz de amar. Os psicopatas são frios e sem consciência. Na matemática desprezível dos psicopatas, só existe o acréscimo unilateral e predatório, e somente eles são os beneficiários. A mais evidente expressão da psicopatia envolve a flagrante violação criminosa das regras sociais.
Para os psicopatas, as outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados para a satisfação de seu bel-prazer. A falta de empatia dos psicopatas é geral. Psicopatas são incapazes de amar, eles não possuem a consciência genuína que caracteriza a espécie humana.
Mentir, trapacear e manipular são talentos inatos dos psicopatas. Segundo Robert Hare, o número de psicopatas burocratas ou de “colarinho branco” é significativo em cargos de lideranças e chefias. Os psicopatas não vão ao trabalho, vão à caça. Muitos se camuflam em pessoas responsáveis através das suas profissões. A “renda” material que eles podem obter também é praticamente incalculável, quando exercem a profissão de forma ilegal.
A coisa chegou a tal ponto, que a palavra “política” passou a designar precisamente esse jogo amoral no qual a igualdade é sempre ultrapassada por pessoas que, desdenhando das leis, passam a controlá-las em vez de zelar por elas. A imagem que eles passam para a população resume-se nos seguintes adjetivos: desonestos, insensíveis, mentirosos. Os psicopatas são seres sem “coração mental”. Seus cérebros são gelados. a luta conta a psicopatia é a luta pelo que há de mais humano em cada um de nós. é a luta por um mundo mais ético e menos violento, “repleto de gente fina, elegante e sincera”. PODEMOS CONSIDERAR OS PSICOPATAS AUTÊNTICAS CRIATURAS DAS TREVAS. SÃO VAMPIROS HUMANOS OU PREDADORES SOCIAIS. Políticos e homens de estado que só utilizam o poder em proveito próprio. Costumam representar grandes perigos pelo tamanho do poder que podem deter. a política propicia o exercício do poder de forma quase ilimitada. E o fato de terem um foro privilegiado quase lhes assegura de forma impune o exercício do poder com outros fins que não sejam de aos interesses da nação. Esperamos, mas não recebemos nada positivo e amargamos sérios prejuízos em nossas vidas.
Não negocie com o mal. Jamais concorde, seja por pena, chantagem ou qualquer outro motivo, em ajudar um psicopata a ocultar seu verdadeiro caráter. A intriga é uma das poderosas ferramentas de um psicopata. Os psicopatas são experts em detectar e explorar nosso lado mais vulnerável.
A cultura psicopática está no ar. Os heróis dos novos tempos são maldosos, inescrupulosos e isentos de qualquer sentimento de culpa. Os heróis do passado estão se tornando os otários dos tempos modernos.
Obrigado Dra. Ana, mais conhecimento no livro “MENTES PERIGOSAS - O psicopata mora ao lado” - Editora Objetiva Ltda. Interessante, Ana Beatriz Barbosa Silva, “ANABBS”, familiar, não?
Vimos características, aprendemos um pouco para podermos reconhecer condutas de sociopatas e psicopatas, veremos como atuaram na Saga dos Demitidos do BB, os mentores e executores das demissões abusivas, maquiavélicas, doentias, cruéis, maquiavélicas, cruéis, criminosas. Antes porém, uma síntese para auto conhecimento.
Jovens, íntegros, idôneos e sonhadores, os novos trabalhadores do BB: Nossas histórias individuais iniciam com a realização de um sonho, jovens aprovados em concurso público nacional, tomamos posse no BB. Que tipo de funcionários selecionaram, quais as verdades, as características que buscavam revelar e aprovar? Moral e Cívica, Psicologia, Português e Matemática, testes objetivos e psicológicos para aprovar funcionários públicos, servidores públicos, trabalhadores honestos e idôneos para servirem ao povo e ao seu país. Portanto, concursos públicos que selecionaram, através da verdade das respostas, pessoas do bem, honestas, íntegras, confiantes nas instituições e País, heróis do passado.
IMPORTANTE CONSIGNAR, 30% (TRINTA POR CENTO DOS FUNCIONÁRIOS DO BB SÃO ORIUNDOS DA CLASSE POBRE DO PAÍS, ARRIMOS DE FAMÍLIAS. Dra. Ana: “Heróis do passado estão se tornando os otários dos tempos modernos”. Óbvio, entre nós algumas exceções destoaram desta regra geral, pois lembramos: “Entre homens e mulheres , 4% da população apresentam esse lado sombrio da mente. A Doutora Ana Beatriz Barbosa Silva nos esclarece que os psicopatas são indivíduos que podem ser encontrados em todos os segmentos da sociedade”.
Muitos assumiram suas funções nos confins do país e lá trabalharam, integraram-se às comunidades, encontraram cônjuges, alguns se casaram com colegas, outros encontraram suas caras-metade na sociedade local, formaram família e todos se souberam e creram participantes da família BB, nela estariam protegidos, com uma estabilidade comentada, confessada, repetidamente, por colegas e superiores: “Este é o emprego da sua vida, trabalhe com dedicação e honestidade, o Banco vai recompensar, a tradição é de aposentadoria integral. Ao tomar posse, faz parte do contrato de trabalho, você precisa aderir à PREVI, CAPEC e CASSI, mas essas associações significam aposentadoria complementar, seguro de vida e invalidez, plano de saúde e empréstimo imobiliário para aquisição de moradia”.
Surgiram, em todo o país, cidades e bairros, as AABB, Associação Atlética Banco do Brasil, promoviam esporte, confraternização e lazer aos funcionários, depois, transformaram-se interativas e comunitárias, clientes, pessoas e famílias passaram a ser sócios comunitários e usufruíam das AABBs com os mesmos direitos e deveres. Integração maior ainda da família BB com as comunidades, relacionamento público e social, objetivos do BB público e social e também lucrativo. Infelizmente, essa integração, a honestidade, família, solidariedade e confiança, foram conceitos e princípios usados contra os funcionários quando acabou o sonho da família BB e iniciou o pesadelo da demissão e apropriação indébita, em programas ditos incentivados ou voluntários, mas com maquiavélicos, inescrupulosos, usurpadores, psicopáticos e criminosos objetivos, “demitir para roubar” e “enxugar e matar”.
Porém, fomos demitidos de forma inconstitucional, no mínimo, pois selecionados em concurso público, somente poderiam ser demitidos por seus próprios erros, ainda mais, demitidos através de processo administrativo e/ou judicial com ampla defesa. Ninguém, nem mesmo o Presidente da República, pode investir quem quer que seja em cargo ou emprego público sem a constitucional aprovação prévia em concurso público, e por princípios da mesma Constituição Brasileira, nenhum presidente de instituição ou da República pode demitir ninguém do funcionalismo público ou das estatais sem o competente processo administrativo, o contrato de trabalho só poderá ser declarado rompido por força de ato administrativo motivado, com justificação relevante, mediante processo em que se assegure ao empregado a garantia do contraditório e da ampla defesa, de molde a que a sua despedida se sobreleve à fidúcia e à natureza permanente do serviço, como o são aqueles em que o interesse público é predominante. (Judicael Sudário de Pinho).
No entanto, alguns governantes e seus prepostos não consideravam assim, fizeram diferente e do jeito como eles queriam e interessava. Vamos lembrar do que a Dra. Ana diz: A MAIS EVIDENTE EXPRESSÃO DA PSICOPATIA ENVOLVE A FLAGRANTE VIOLAÇÃO CRIMINOSA DAS REGRAS SOCIAIS. Políticos e homens de estado que só utilizam o poder em proveito próprio, costumam representar grandes perigos pelo tamanho do poder que podem deter. A política propicia o exercício do poder de forma quase ilimitada”. Esses indivíduos chegaram ao poder, mandatos públicos onde se sentiram com poder ilimitado, acima da Lei, dizem que seu concurso público foi através das urnas, aprovados pelo povo, esquecem que, diferente dos concursos com respostas objetivas, seus cargos foram conquistados com propostas e discursos de verdade subjetiva, capciosa, na verdade, mentiras e ilusões, tanto foi assim que quase todos disseram: “esqueçam o que escrevi”; “não lembrem do que falei”; “eu não sabia”; “fui traído”.
Maílson iniciou a explícita e confessa perseguição política dos neoliberais: Maílson da Nóbrega ganhava mais do que o triplo dos salários de 90% dos funcionários do BB, mas, esses trabalhavam e mereciam seus salários, enquanto isso o “ético e patriótico” Maílson recebia do BB, porém, cedido ao Ministério da Fazenda, para fazer plano Verão (diferente do Bresser, não quis botar seu nome no plano, modéstia ou medo do fracasso?), outros confiscos e roubos mais. O Maílson foi um dos poucos pré-67 que aderiram à PREVI, contribuiu, assim come parte do nosso pão.
Mais detalhes podemos ver na Veja, edição 1045, páginas 118 e 119, “O Filho Pródigo”, o traíra foi se fazer de “ético”, disse que seu salário no BB era muito alto, propunha a extinção da conta movimento, mentiu sobre os salários dos seus colegas, disse mais um monte de mentiras para difamar.
Em 15/11/1989, edição 1105, página 151, o judas voltou ao ataque, “Salários multiplicados” - com o novo aumento, os funcionários do Banco do Brasil ganham cinco vezes mais que os bancários da rede privada“, disse que iria ganhar 50.000 cruzados novos por mês, Cz$ 14.000,00 como ministro e Cz$ 39.500 como bancário, descreveu o BB um nicho de privilégios, tudo para impedir sentença do TST e reajuste salarial, de novo o “ético” Maílson foi dizer prá Veja e prá sociedade o quanto ganhava, injustamente, sabemos, qualquer centavo pago a tal sujeito foi indevido, mal pago e pessimamente aplicado pelo BB e pelo Tesouro Nacional.
Não nos impressionamos com a cara de bonzinho, de protetor do dinheiro público do Maílson, preocupado com o social, amigo do povo, tudo mentira, fazia isto para aparecer e conforme seus interesses espúrios, também por muito ódio contra seus colegas do BB, incompetente que participou de vários governos, foi demitido por incompetência, seus planos econômicos eram viciados e furados, hoje escreve para a Veja, na busca, inúmeras reportagens capciosas e tendenciosas surgirão, muitas contra o funcionalismo e contra o BB, Mauilson persiste, e propõe a privatização, parece que persegue algum prometido a receber, pois não cumpriu sua “missão”, vender “seu” BB a preço de banana.
Interessante lembrar que Paulo César Ximenes era o secretário de Maílson no desastrado plano verão, desde aquele tempo os dois, depois de tomarem um aperto dos banqueiros, quase foram demitidos, mas definiram seu lado no muro, optaram pelo capital, é claro, garantiram a “liquidez do sistema”. Depois, o Ximenes foi presidente do Banco Central, sob as ordens do FHC “primeiro-ministro’, mais adiante foi para o BB, o Malan foi para o BC, enfim, um troca-troca meio promíscuo e prejudicial ao povo.
Podemos dizer que as demissões políticas começaram no início dos anos 90, quando os neoliberais, Collor & Cia, assumiram o poder, com suas mentiras e teses de GLOBALIZAÇÃO, abertura indiscriminada e irresponsável da economia aos estrangeiros, privatização, demissões, hegemonia do mercado, redução da participação do estado na economia, troca do social pelo comercial.
Marajás, inoperantes e privilegiados, vou demitir 360 mil funcionários! Foi isso que Collor difamou, proclamou e prometeu, “doa a quem doer”, e mais: derrotar a inflação sem desemprego; privatizar estatais; triplicar o salário mínimo; vender mansões e carros oficiais; zerar o déficit público imediatamente; prender os ladrões; acabar com a corrupção. Em pouco tempo o país viu a inflação aumentar, o salário aviltado, as mansões e carros cada vez mais luxuosos, o déficit público aumentar, os ladrões e a corrupção soltos e dentro do próprio governo Collor. Mas, algumas estatais foram entregues a preço vil, sob suspeita de corrupção, e foram demitidos 112.000 funcionários, aposentados 37.000 e 55.000 colocados em disponibilidade
No Banco do Brasil, Alberto Policaro promoveu processo de demissão, rescisões de contratos de trabalho, dispensa de menores, estagiários e contratados por tempo determinado e aposentadorias, que contribuiu para a redução de 15.739 (QUINZE MIL E SETECENTOS E TRINTA E NOVE) funcionários de março a dezembro de 1990, representando diminuição de 10% com relação ao ano anterior, demitiu 6.000 fechou 1.500 agências e postos de atendimento pretendia demitir mais, mas, foi demitido porque disse que não gostava de receber e/ou atender pedidos de políticos e figurões, nem o irmão do presidente, Leopoldo Collor, irritado por não ter conseguido uma nomeação no banco em São Paulo, ou Ricardo Fiúza, líder do bloco governista na Câmara.
Lafaiete Coutinho demitiu mais alguns, porém, na contramão dos neoliberais obsessivos pelo lucro a qualquer custo, reabriu agências e postos, contratou outros funcionários e começou a fazer negócios do banco com amigos e compadres, também com amigos e compadres de Collor, assim definido: “Lafaiete é um pistoleiro de gravata, especialista em beneficiar amigos com dinheiro público”. Não só com dinheiro, cargos também! Pela primeira vez na história do Banco do Brasil, um concurso público para admissão de funcionários teve que ser anulado por fraude. Lafa contrariou pareceres técnicos da área de crédito do banco e utilizou irregularmente recursos da Fundação Banco do Brasil, cujos funcionários o denunciaram e ele passou a persegui-los. Depois de perder o último cargo no governo, o ex-presidente do Banco do Brasil passou quatro meses nos EUA, donde voltou mais gordo, “comeu demais e bebeu muito vinho”. Respondia a processo por corrupção passiva e concussão, o peculato do funcionário público, concorria a pena de até treze anos de prisão, deve ter sido absolvido “por falta de provas”. Engraçado, esses ladrões são tratados como funcionários públicos, os demitidos não, será que quanto mais se rouba mais desigual (benfeficiado) perante a Lei?
Policaro e Lafa rescindiram contratos e estágios de mais de 15.700 estagiários e contratados, aposentaram precocemente milhares, demitiram mais de 6.500 funcionários através do programa de demissão incentivada (PDI), na verdade sob ameaças de transferências arbitrárias e demissões forçadas e coagidas, sobretudo, com apropriação indébita de salários de aposentadoria, demitiram e roubaram, sem grande alarde e repercussão.
P. C. Farias, o homem que, no começo dos anos 90, era cortejado por empresários e políticos, nomeava funcionários no governo federal e cruzava o país a bordo do Morcego Negro (coincidência?), seu jato de US$ 10 milhões. PC era o tesoureiro de campanha do então presidente, Fernando Collor de Mello, em 2 anos de governo Collor, o “esquema PC” movimentou mais de US$ 1 bilhão dos cofres públicos e inaugurou a corrupção sob recibo, isto mesmo, a EPC do Farias deu recibo de “consultoria” para as propinas recebidas, boa parte das notas foi emitida no início dos anos 90 a empresários dos maiores grupos econômicos do país, conexão FIESP/Alagoas. Queima de arquivo ou não, P.C Farias foi morto em circunstâncias misteriosas e ainda não elucidadas até hoje.
Collor “cumpriu” uma boa parte da sua promessa de demitir marajás, inoperantes e privilegiados, porém, foi irônica e meritoriamente demitido pelo povo sob denúncias e suspeitas de corrupção, na mesma condição de marajá, inoperante, privilegiado e impopular que ele jogou caluniosa e indelevelmente aos funcionários públicos. Foi absolvido dos crimes de responsabilidade por “falta de provas”. Voltou, já é senador.
No governo Itamar aprovaram a Lei de Anistia 8878/94: A Lei de Anistia confessou a perseguição política do Governo Collor, mas, concedeu o perdão (?) para os inocentes, além desta contradição, dispunha aos dispensados e exonerados comprovar que foram demitidos de forma imoral, ilegal, inconstitucional e política, tudo sob exame moroso de Subcomissões Setoriais ou Comissão Especial de Anistia aludidas pelo Decreto 1153/94, mais, a readmissão, um novo contrato de trabalho, ganho financeiro após o retorno ao serviço, foi condicionada “às necessidades e possibilidades orçamentárias e financeiras da Administração Pública”.
No caso dos Demitidos do BB, roubados, enganados e perseguidos políticos, para readmitir o banco exigiu a devolução dos “incentivos financeiros”, a PREVI cobrou o recolhimento das contribuições (pessoais e patronais), tudo corrigido monetariamente, com juros e comissões abusivas. Poucos dispunham de recursos para serem “readmitidos”, não se sabe se alguém foi. Pouco tempo depois, o próprio FHC sancionou o Decreto n.º 1.499, de 28/5/1995, em face de “indício de irregularidades, ficaram, à luz do seu artigo 6º, suspensos quaisquer procedimentos administrativos, referentes à execução das decisões proferidas pelas Subcomissões Setoriais ou pela Comissão Especial a que alude o Decreto n.º 1.153, de 8 de junho de 1994″. Deste jeito FHC e seus prepostos acabaram ate com a anistia “fria”.
Dois depoimentos de Demitidos do BB no período Collor:
CELSO: Em fev/91 surgiu a famosa “lista dos elegíveis”, onde, 17 eram os eleitos, de um total de 89 funcis. Aos eleitos foi dado o “privilégio” de procurarem outro lugar para trabalhar, pois, ali já não poderiam mais. Transcorridos alguns dias e percebendo a dificuldades de todos os “eleitos” em conseguir colocação, mesmo em posto efetivo e em locais longínquos e inóspitos e, ainda, alertados de que, se não encontrássemos colocação poderíamos ser transferidos para qualquer local do país, a critério do Banco, e mais… eu sabia que enfrentaria dificuldades de toda ordem em local longe de minhas origens (Curitiba), principalmente financeiras, decidi, então, aderir ao PDI, pois, se não o fizesse, ainda correria o risco de ser demitido no interesse do serviço, perdendo os incentivos oferecidos (um VP/ano de serviço + 50% da contribuição pessoal à PREVI). E hoje em dia “estou vendendo o almoço pra comprar a janta”, fazendo “bico”, vendendo e instalando aqueles aquecedores elétricos e solares, mas coisa muito eventual, por falta de verba, principalmente. CELSO SKORA - MATRÍCULA BB
LUCAS: Naquele processo, eu estava no “Público Elegível” para aderir ao PDI = PDV. Perder a comissão significava mais da metade do salário e sujeito a ser removido compulsoriamente para a “Cochinchina”, com a família, ganhando o mísero VP de Posto Efetivo… Como eu já tinha enxergado que o BB a partir dali nunca mais seria o mesmo, e já antevia longos anos de tortura, que realmente aconteceram, aderi ao PDI = PDV para me aventurar na iniciativa privada, pegando minhas verbas rescisórias + um VP para cada ano trabalhado + parte de minhas contribuições para a Previ, pois nem 1/3 das contribuições totais saiu (só 50%). Vendi minha casa, em construção, já estava na fase de acabamento, juntei com minhas verbas rescisórias, assumi uma operação FINAME no BB, para aquisição de máquinas para reciclagem de plásticos e transformação/fabricação de mangueiras/tubos plásticos… Não deu outra. quebrei feio, perdi tudo, inclusive o crédito. Desde que tinha saído do Banco, jamais tive sossego. Comi o pão que o diabo amassou, passei necessidades, mas tive o apoio de minha família ( pais e irmãos) que me custearam nas fases mais agudas, quando comecei a me preparar para concursos, pois, com a minha idade, hoje tenho 50 anos, não conseguia emprego digno. Em 09/2003 fiz, novamente, o concurso do BB, passei em 7º lugar regional e 47º no Estado. Só que comecei a enfrentar outra batalha: o Banco não aceitava minha posse, pois eu tinha dívidas com ele… Só que o Desembargador Relator negou o agravo, alegando que quando contraí as dívidas eu não era bancário. Em 09/02/2004 tomei posse noutra agência. Hoje estou Assistente de Negócios. Quando tomei posse novamente no BB, fiz uma consulta na Previ sobre a possibilidade de dar continuidade no Plano I, responderam que não podia, pois eu tinha sacado a parte que tinha direito, e o resto que ficou, incorporou ao patrimônio comum. Pedi que transferisse a parte que ficou para o meu atual Plano II (Futuro), negaram dizendo que os planos são independentes, não se comunicam e o que ficou perdi. “EDUARDO LUCAS” - MATRÍCULA BB “3.520.280-4″
FHC, enquanto ministro de Itamar já conspirava contra os funcionários do BB: Em 24 de janeiro de 1994, FHC emitiu a Portaria Interministerial MPS 007, uma portariazinha de merda que passou desapercebida de todos, exceto aos ministérios envolvidos, o dele, Fazenda, do Planejamento e da Previdência, pois a partir daí subverteram, inverteram o espírito da Legislação de Previdência Complementar, a Lei foi criada para, prioritariamente, PROTEGER OS DIREITOS DOS PARTICIPANTES tão violados com o estelionato dos montepios. No entanto, aquela portaria de FHC considerava a NECESSIDADE DE RESERVAR O DIREITO ADQUIRIDO DOS PARTICIPANTES NAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. Foi isto que fizeram e fazem até hoje, reservaram os direitos adquiridos, priorizaram sanear estatais e fundos de pensão, fraudaram e adulteraram a Lei, demitiram para roubar, enxugaram e mataram.
FHC, ainda ministro, quis obrigar a PREVI a investir em títulos podres da dívida pública, uma liminar da justiça acabaram com seu intento. Não satisfeito, foi num debate da ANABB e disse que o dinheiro das entidades fechadas de previdência PRIVADA era dinheiro público, “o dinheiro é público e tem que ser empregado para o bem público”, gritou possesso e ameaçador “se eu for eleito vou usar e abusar desses recursos”, de nada adiantaram os protestos dos participantes, alegando que os recursos provinham das contribuições de cada funcionário empregado e das contribuições, dos salários indiretos do BB, debitados na conta de despesas, pagos como rendimentos de pessoas físicas à PREVI EM FAVOR DOS EMPREGADOS . Claro, pela desinformação ou tergiversação, pelo olho grande que punha em cima dos recursos da PREVI, pela vaidade e soberba demonstrados, FHC foi vaiado e execrado. Depois, eleito, vingou-se.
Continuaram as difamações e ofensas políticas de marajás e privilegiados: O auge do maquiavelismo, crueldade e ilegitimidade ocorreu a partir de 1995, pois o candidato FHC, além de ter sido humilhado e vaiado no debate e encontro de presidenciáveis realizado na ANABB, também soube, pela divulgação irresponsável de pesquisa de intenção de votos, que 47% do funcionalismo votaria em Lula (este omisso nem compareceu) e somente 6% votariam em FHC.
Ele mentiu na ANABB, disse que não pretendia privatizar o BB, falou do seu envolvimento com o Banco, pois quando menino seus três tios (?) o levavam para brincar na AABB. Mr. Camdessus do Banco Mundial, tempos depois, desmascarou a “cândida” mentira da não privatização do BB por causa dos três tios bancários, o chefe de FHC deixou escapar, revelou numa reunião de banqueiros internacionais o compromisso assumido por FHC de privatizar BB, CEF e Petrobrás. Eleito o príncipe, nos primeiros dias de mandato, providenciaram leis e decretos, emendas na Constituição, nomearam prepostos e áulicos em todo o poder público, inclusive nos tribunais superiores, tudo para “legalizar e legitimar” as demissões abusivas e as barbáries que planejavam e iriam executar.
Soubemos muito depois, porquanto estávamos perturbados pelo pânico e terrorismo das demissões, lemos agora reportagem da Veja, edição de 30 de agosto de 1995: “A ordem da Casa” - “Com as novas reformas o Planalto batalha o direito de demitir funcionários e criar impostos”. Depois de oito meses de discussão, o Planalto apresentou na quarta feira passada suas propostas de reforma nas áreas fiscal e de administração do funcionalismo público. São dois projetos que alteram 36 artigos da Constituição e conferem mais poderes e mais dinheiro ao executivo. Na reforma administrativa a grande mudança é acabar com a estabilidade do funcionalismo. Não faremos demissões, promete o ministro da Administração Bresser Pereira, que acha o número de funcionários até insuficiente. Queremos uma administração gerencial, ágil, moderna, eficiente e barata”.
Necessário lembrarmos a Dra. Ana Beatriz Barbosa e seu livro “Mentes perigosas”: “A coisa chegou a tal ponto, que a palavra “política” passou a designar precisamente esse jogo amoral no qual a igualdade é sempre ultrapassada por pessoas que, desdenhando das leis, passam a controlá-las em vez de zelar por elas. Segundo Robert Hare, o número de psicopatas burocratas ou de “colarinho branco” é significativo em cargos de lideranças e chefias. E o fato de terem um foro privilegiado quase lhes assegura de forma impune o exercício do poder com outros fins que não sejam de aos interesses da nação.
OS SOCIOPATAS DE FHC ILUDIRAM E MENTIRAM PORQUE QUERIAM LIBERDADE TOTAL PARA ADMITIR E DEMITIR, SEM CONCURSO PÚBLICO E SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO, PRETENDIAM APOSENTAR E PAGAR SALÁRIOS DO JEITO QUE ELES E SEUS FINANCIADORES QUISESSEM, A SEU BEL-PRAZER. Evidente, eles não conseguiram modificar em todos esses termos a Constituição, porém demitiram milhares de forma imoral, ilegal e inconstitucional, também por vingança política, prejudicaram e impossibilitaram milhares de aposentadorias, invalidaram física e mentalmente, feriram e mataram milhares, desempregaram milhões de pessoas.
Sigilosamente, desde janeiro de 1994, os executivos do BB estudavam, planejavam e montavam um programa de Direcionamento de Recursos Humanos, para reduzir 30% do quadro funcional do Banco do Brasil, o DRHO30: O DRH030 foi aplicado a partir de Dezembro de 1994, paralelamente, iniciaram o fechamento de agências e centros de processamento de dados, CESEC. Ressalvamos do Livro “Metáforas do Brasil” - Dra. Léa Carvalho Rodrigues, página 115 e 116: “O próprio Conselho Fiscal do Banco do Brasil manifestou-se a esse respeito no relatório de 10/07/1995, publicado pelo Correio Braziliense em 20/07/1995, dizendo que não havia porque culpar o quadro funcional pela situação, ao contrário, havia que ressaltar os esforços empreendidos no cumprimento das metas. Citava os excelentes resultados obtidos naqueles meses que antecederam o PDV na campanha de vendas do Brasiprev, quando superara em muito os números do principal concorrente. Depois do exposto pode-se entender melhor o clima que tomou conta do Banco do Brasil, quando, em 31/12/1994, foi anunciada a redução dos quadros das dependências. O programa contemplava, além da redução de quadros, a extinção de comissões e transferências compulsórias de excedentes para localidades com deficiência de pessoal… Muitas foram as cartas enviadas a Brasília relatando a situação em todo o país; muitas as experiências pessoais revividas em uma, duas páginas enviadas ao GAREF como forma de desabafo ou esperando que chegasse, quem sabe, às mãos dos altos funcionários, talvez até mesmo à presidência da instituição. Sugestões, denúncias, as primeiras mostras de atitudes individualistas, os primeiros sinais da perda de solidariedade, ou daquilo que Calliari denominou de “espírito de corpo”. mas, enfim, mal sabiam aqueles funcionários que os acontecimentos de então eram apenas o prenúncio do que viria nos próximos meses e de uma situação que persistiria e se agravaria nos anos seguintes”.
As dívidas do funcionários e a fraude no Decreto 81240/78: Muito importante ressaltarmos da página 117 do Livro “Metáforas do Brasil”: “Enquanto tudo isto ocorria, a situação de endividamento dos funcionários do BB tornava-se crítica. Sem reajuste salarial há um ano e sem reposição das perdas inflacionárias do período anterior ao Plano Real, muitos funcionários vinham utilizando seguidamente o limite do cheque especial e isto levava a um endividamento crescente em virtude dos altíssimos juros vigentes à época (cerca de 16% ao mês). As perdas salariais vinham se acentuando desde 1990… Já em 1992, cerca de 20.000 funcionários (1/6 do quadro) estavam em situação de inadimplência e o GAREF solicitava da direção do Banco medidas para recomposição de dívidas - como é procedimento normal com devedores do Banco (Boletim Garef 18/12/1992). As medidas tomadas pelo Banco, contudo, só viriam a piorar a situação. Primeiro retirou-se a comissão dos funcionários endividados, daí como resultado das perdas financeiras aumentou ainda mais a situação de endividamento, depois, uma outra medida foi a suspensão do limite do cheque especial para os funcionários endividados, aumentando o total da dívida a descoberto e entrando as mesmas em situação de anormalidade. O Garef e a Anabb tentaram viabilizar uma forma de negociação das dívidas, nos mesmos moldes que o Banco empregava com a totalidade dos seus clientes. A alta administração, no entanto, negou-se a negociar e liberou a área de recursos humanos para efetuar demissões sem instaurar processo disciplinar, prática totalmente contrária ao procedimentos usuais dentro da empresa. Página 123: “Todos os meses era divulgada uma pequena lista com os nomes, cargo e localização de funcionários demitidos por iniciativa do Banco. Essa lista era afixada nos quadros de avisos colocados nos halls de entrada dos edifícios e sobre ela os funcionários se detinham especulando sobre a gravidade da ação que teria levado àquela demissão. Página 124: Por estas razões, a situação do endividamento do funcionalismo em 1994 e 1995 adquiria um caráter mais duro uma vez que, além de não desenvolver meios para resolver a situação, a alta administração tomava medidas no sentido de acentuá-la.
MAQUIAVELISMO EXPLÍCITO E CRUEL, PARA COAGIR E FORÇAR DEMISSÕES por causa de dívidas criadas e estimuladas no contexto da empresa. MAS, hoje sabemos, O DECRETO 81240/78 FOI FRAUDADO NO SEU PARÁGRAFO SEGUNDO DO ARTIGO 31, e a fraude eliminou, anulou, RETIROU DA LEI O DIREITO PARTICIPANTE DE SAIR DO PLANO, DA PREVI, SEM PEDIR DEMISSÃO DO EMPREGO, DO BB, E RECEBER A RESTITUÇÃO DE 50% DAS CORRIGIDAS CONTRIBUIÇÕES VERTIDAS PELA EMPRESA E RESPECTIVO EMPREGADO. Portanto, não fosse a fraude, todo funcionário endividado poderia sair da PREVI, perderia sua aposentadoria complementar e metade das contribuições para a PREVI, mas pagaria suas dívidas e manteria seu emprego no BB, com a sobra, poderiafazer um BRASILPREV do BB, outra forma complementar à aposentadoria.
Os governos anteriores foram minando, e com FHC conseguiram desgastar, quase anular os sindicatos, setores público e estatal. Os sindicatos, em sua maioria, não queriam negociar a demissão, queriam anular o programa. Porém, qualquer proposta de greve, naquele momento, esbarrava com a resistência dos próprios funcionários (quebra da solidariedade), entidades e associações de funcionários, porque tratava-se de lutar contra um programa de demissões, em cheque a estabilidade, diferente de outras reivindicações, pois o risco de demissão concreto.
Muito penoso reconhecer, necessário informar, os dirigentes da ANABB sabiam do plano, número de demissões, da dívida do BB, de tudo, cúmplices: “Neste sentido percebe-se um conflito, embora bastante velado nas entrevistas, entre sindicatos, representação GAREF e associações como a ANABB, principalmente porque estas últimas tiveram o conhecimento e antecipado e a princípio não se colocaram contra o programa, interferindo apenas quando outras medidas tomadas paralelamente puseram em risco a proposta oficial do programa e desencadearam a crise”. Necessário saberem disso os mais de 3.000 Demitidos do BB associados da ANABB, para entenderem por quê a ANABB não aciona, nenhuma medida concreta contra BB/PREVI para reintegração dos nossos direitos.
Ninguém falava disso, mas o Banco do Brasil tinha uma dívida, trabalhista e previdenciária de mais de dez bilhões de reais com os funcionários pré-67: Constava do compromisso assumido pelo Banco do Brasil e pelo Tesouro Nacional em 1947, pagamento da aposentadoria integral para manter os melhores quadros dentro do banco. As devidas e respectivas provisões nos Fundo de Reserva e de Previsão para pagamento das aposentadorias foram efetuadas. Mas, conforme a Ata da Assembléia Geral Extraordinária dos Acionistas do BB, realizada em 8 de Julho de 1966, METERAM A MÃO NO DINHEIRO, DEZENOVE BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE CRUZEIROS, DAS APOSENTADORIAS DOS FUNCIONÁRIOS PRÉ-67 FORAM DISTRIBUÍDOS AOS ACIONISTA MAJORITÁRIO TESOURO NACIONAL e demais acionistas do BB. Deixaram somente uns 20% dos fundos de reserva e previsão para aposentadoria dos aposentados. Em 1967 criaram a PREVI crentes que os pré-67 adeririam em massa, porém esses ficaram com o compromisso anterior do BB e Tesouro Nacional, para que iriam pagar contribuições à PREVI? Imaginavam que o dinheiro deles continuava aprovisionado. ENGANO DOS PRÉ-67, no memorando PRESI 95/079, de 09/02/95, o então Presidente Calliari esclarecia as dúvidas do Ministro da Previdência a respeito dos benefícios concedidos pela PREVI, patrocinada pelo BB NÃO TINHA MAIS DINHEIRO DOS PRÉ 67, acabou!
Of. PRESI-95/0079
Brasília (DF), 09.02.95
Exmo. Sr.
Reinhold Stephanes
Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social
Sr. Ministro,
Com vistas a esclarecer dúvidas suscitadas a respeito do custeio dos benefícios de complementação de aposentadoria e pensões concedidos pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, patrocinada por esta empresa, prestamos-lhe as seguintes informações:
a) até abril/67, o Banco do Brasil pagava aos seus funcionários complementação do benefício de aposentadoria concedido pela Previdência Oficial, em decorrência de decisão tomada em Assembléia Geral de Acionistas de 1.947, a qual passou a integrar os contratos de trabalho dos empregados;
b) a partir de abril/67, foi instituído o plano de beneficio previdenciário da PREVI, mediante contribuição patronal e pessoal na proporção de 2 x 1 – segundo orientação do representante do Tesouro Nacional na Assembléia Geral Ordinária de 29.04.1964;
c) à época, não houve aporte financeiro da Patrocinadora para fazer face aos compromissos relativos ao tempo de serviço prestado pelos empregados admitidos antes daquela data, em razão da adoção do regime financeiro de Repartição de Capitais de Cobertura (as contribuições arrecadadas a cada ano se destinavam a constituir o valor atual necessário à garantia dos benefícios cujo direito fosse adquirido no mesmo ano, não há constituição de reservas de benefícios a conceder, mas apenas de benefícios concedidos);
d) com a edição da Lei 6435/77, a PREVI teve que adequar seu Estatuto e regulamentos, com a obrigatoriedade de adotar o regime financeiro de Capitalização no ajustamento do plano de complementação de aposentadoria mantido para todos os associados. Isso implicava integralização, por parte do Banco, das reservas matemáticas relativas ao tempo de serviço anterior dos funcionários pré-existentes à implantação do plano previdenciário, em abril/67;
e) o Banco do Brasil, com a anuência da Secretaria de Previdência Complementar do então Ministério de Previdência e Assistência Social (Portaria MPAS no 2033, de 04.03.80, e Oficio no 768/GAB/SPC de 07.12.81), em vez de se valer da prerrogativa legal de amortizar esses compromissos através de contribuições especiais, diferidas em até 20 anos, ou mesmo mediante aporte de recursos, optou por adotar o regime de repartição simples para custeio dos benefícios relativos aos empregados admitidos até abri/67 e assumiu a responsabilidade de efetuar a cobertura de eventuais insuficiências financeiras resultantes dos pagamentos da complementação de aposentadoria efetuada pela PREVI, conforme regularmente divulgado em notas explicativas das Demonstrações Contábeis do Banco;
f) portanto, as contribuições dos empregados do Banco do Brasil admitidos até abril/67 – enquanto na ativa – não constituíram reserva da PREVI. Foram utilizadas pela PREVI diretamente no custeio das complementações dos 29.149 funcionários integrantes daquele contingente, que aposentaram a partir da instituição do referido plano. Ainda remanescem na ativa 2.498 empregados desse grupamento;
g) as contribuições dos empregados do Banco do Brasil a partir de abril/67 constituem, por sua vez, as reservas acumuladas da PREVI, as quais se destinam a garantir o pagamento futuro dos benefícios concedidos e a conceder a esse grupamento, num total de 112.265 associados, aí incluídos aqueles já falecidos. Todos esses são tratados dentro do regime financeiro de Capitalização;
h) a PREVI responde, ainda, pelo pagamento de 7.471 pensões instituídas por óbitos ocorridos a partir de abril/67, relativamente aos admitidos no Banco anteriormente àquela data, porquanto contribuintes, inclusive no período em que aposentados.
2.Devido à complexidade da matéria, sobretudo em razão das modificações processadas ao longo do tempo nas normas e legislação pertinentes, permitimo-nos sugerir encontro de trabalho de técnicos deste Banco com os desse Ministério, para esclarecimentos de eventuais dúvidas remanescentes.
Alcir Augustinho Calliari
Presidente
Repetimos o dito no histórico memorando, muito importante e esclarecedor para sabermos o que realmente acontecia no BB/PREVI e governo FHC naquela época nebulosa. Lendo o ofício, percebe-se que não havia mais dinheiro aprovisionado para pagar os pré-67, tinha que sair tudo do BB e do Tesouro Nacional, pois o dinheiro que estava na Previ era dos pós-67 e ainda faltava integralizar suas reservas conforme dispunha a Lei, e o prazo concedido de 20 anos expiraria em janeiro de 1998. Quase 30.000 funcionários já aposentados e na folha de pagamento do banco, custo anual de 2,5 bilhões de reais, despesas administrativas, gerando prejuízos para o BB, com mais dez mil pensões e uns 3.000 pré-67 ainda na ativa.
LENDO O OFÍCIO APURAMOS O NÚMERO, NUNCA INFORMADO TOTALMENTE, DE FUNCIONÁRIOS QUE ESTAVAM NA FOLHA DE PAGAMENTO DO BB NO INÍCIO DE 1995: 29.149 aposentados pré-67 + 2.498 funcionários pré-67 + 112.265 funcionários pós-67 = 143.912 CENTO E QUARENTA E TRÊS MIL NOVECENTOS E DOZE FUNCIONÁRIOS NA FOPAG DO BB DE 6,5 BILHÕES/ANO. Repetimos, só esses 30.000 aposentados pelo BB recebiam U$ 2,5 bilhões/ano, oneravam mais de 1/3 da folha de pagamento do Banco do Brasil, daí, explicam-se os prejuízos. Portanto, esta foi a maior causa das demissões, demitir para roubar aposentadorias dos pós-67 e com o produto do roubo aposentar os pré-67 responsabilidade do BB e do Tesouro Nacional. As contas feitas estimavam demitir mais de 40 mil pós-67, de preferência aqueles com bastante tempo de contribuição, poupanças de aposentadoria mais “gordinhas”, em hipótese nenhuma demitir os pré-67, os demais demitir de qualquer jeito, sob qualquer motivo, para atingir a meta de demissões suficiente, dinheiro sujo bastante para quitar a dívida do BB e governo. Esta conta foi fechada no acordo BB/PREVI de 23/12/1997, após demitirem 43.000 vítimas. Enfim, este era o grande problema do BB, da PREVI e do Governo, solucionaram, maquiavélica, cruel, danosa, gravosa, dolosa e criminosamente às custas das vidas dos demitidos do BB.
Os executivos do BB criaram, artificialmente, situação de prejuízo, leiam do falecido (2001) Jornalista Aloysio Biondi “O Brasil Privatizado” - Fundação Perseu Abramo: “A desmoralização do Banco do Brasil perante a opinião pública foi uma das “operações de manipulação” mais maquiavelicamente montadas pelo governo FHC. Em entrevista coletiva, com a presença de vários ministros, anunciou-se um prejuízo recorde para o Banco do Brasil, previsto para 6 bilhões de reais somente no primeiro semestre de 1996, e a necessidade de o governo injetar 8 bilhões de reais no banco, para que ele se enquadrasse nas normas em vigor em todo o mundo. Qual a verdade? A equipe econômica “fabricou” o prejuízo. Decidiu lançar como dinheiro perdido no balanço do BB todo e qualquer empréstimo em atraso, mesmo que este atraso fosse de apenas um dia. Qual a manobra? Pelas regras do Banco Central do Brasil (BC), somente devem ser considerados “créditos de liquidação duvidosa” os empréstimos já vencidos e não pagos há mais de dois meses. A equipe, repita-se, lançou como prejuízos empréstimos com até um dia de atraso. Não se contentou com isso. Meses mais tarde, resolveu lançar como prejuízo, falsificando novamente os balanços do Banco do Brasil, até mesmo os créditos ainda não vencidos, isto é, obviamente sem atraso – mas que podiam ser considerados (pela equipe econômica) de “má qualidade”, isto é, que “talvez, quem sabe, não venham a ser pagos”. Além disso, mesmo com os prejuízos “inventados”, o Banco do Brasil poderia apresentar lucros naqueles balanços. Como assim? Naquele mesmo momento da operação “destruição do BB”, o governo federal devia nada menos de 7,2 bilhões de reais ao banco, relativos a apenas duas operações (isto é, sem relembrar outras): 5,5 bilhões de títulos da dívida externa que o BB havia sido obrigado a comprar, já vencidos, e 1,7 bilhão de reais em títulos federais, utilizados por grupos privados para “comprar” a Acesita, siderúrgica que “pertencia ao BB” e deveria ter recebido o dinheiro ou os papéis, no entanto, ficaram para o governo”.
Em 14/07/95 a Folha de SP publicava, de Jânio de Freitas, “Diagnóstico Preciso” acerca de estudo sigiloso do CONSELHO FISCAL DO BANCO DO BRASIL, sobre a crise financeira da instituição, que havia chegado às mãos da imprensa. Neste estudo advertiram que as demissões não seriam capazes de produzir a reversão do cenário deficitário que se agravara nos últimos meses, e que elas acabariam atingindo o segmento menos responsável pela desordem a que se havia submetido o Banco nos últimos dez anos, o estudo culpava o Tesouro Nacional pela situação.
O diagnóstico foi preciso, exceto que os membros do Conselho Fiscal não sabiam da experiência de demitir e roubar exitosa e lucrativa das demissões do BB no início dos anos 90, da necessidade de demitir para quitar a dívida trabalhista e previdenciária, toda a “engenharia financeira” já planejada e a descoberta” pioneira no mundo, demitir para roubar e lucrar, DEMISSÕES ABUSIVAS E LUCRATIVAS, situação inédita, inconcebível para as pessoas comuns, quase inacreditável para o Jânio de Freitas e Conselheiros do BB, quando os crimes compensam, e muito. Mais tarde, 1996, o Presidente Ximenes confessou: “Foi criada uma indústria da inadimplência no Brasil. A maior parte da dívida está concentrada na mão de meia dúzia de grandes proprietários” Mas, P. C. Ximenes continuou demitindo aos milhares os inocentes que emprestavam e cobravam e recebiam os médios, pequenos e micro empresários e agricultores.
Portanto, todo mundo sabia que os funcionários não eram responsáveis pela situação financeira difícil do BB, muito pelo contrário, seu trabalho dedicado e quase escravo mantinha o banco ainda enxuto. Os calotes rurais, dívidas dos fazendeiros, usineiros e outros caloteiros e apaniguados políticos, os planos econômicos mirabolantes e prejudiciais, as incompetentes administrações do BB e da economia do País e finalmente, O CALOTE DA UNIÃO, DO GOVERNO FHC, esses foram os responsáveis pela situação pré-falimentar do BB. Mas, quebrar como se o acionista majoritário é a União? O que ninguém sabia era que o governo FHC pretendia ajudar banqueiros corruptos e fraudadores, alguns que colaboraram na sua campanha eleitoreira, como o dono do Banco Nacional, sogro do filho, FHC, pretendia sanear e resolver os problemas dos amigos e parentes tudo através do PROER, onde jogaram 30 bilhões de reais do dinheiro público, por isso, sonegaram o dinheiro devido ao BB, ao banco queriam privatizar e talvez receber algum por facilitarem a venda.
Respeitamos a Deus por causa daquilo que ele esconde de nós; e respeitamos as autoridades por causa daquilo que elas nos explicam. (Provérbios 25.2)

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