DEMITIDOS DO BB

Comentários, depoimentos, sugestões e propostas sobre as demissões abusivas de milhares de funcionários do Banco do Brasil, os Demitidos do BB, visando a reintegração ao BB, restituição da PREVI e reabilitação à CASSI, CAPEC e CARIM.

29/4/09

Demissões maquiavélicas, desumanas, dolosas, criminosas I

UMA HISTÓRIA DE TERROR, PÂNICO, ROUBO, VIOLÊNCIA, MORTES, CRIMES

Ao longo do tempo efetuamos várias descobertas e constatações de violações aos Direitos Humanos dos Demitidos do BB, ofensas à Moral e Bons Costumes, Legislação de Previdência Complementar, Legislação Trabalhista, também colhemos dezenas de confissões, provas, declarações e depoimentos, comprovações inequívocas e insofismáveis da ilegitimidade das demissões para apropriação indébita, recebemos apoios, reconhecimento de nossos direitos e reivindicações justos e dignos que devem, serão reintegrados, restituídos e reabilitados.

Além disso, percebemos que fomos BARRADOS NA JUSTIÇA DO TRABALHO, não fomos considerados “todos iguais perante a Lei” e nosso acesso foi negado de forma imoral, ilegal e inconstitucional, por causa de influências políticas e econômicas do Banco do Brasil, PREVI e governos de plantão.

Também vimos e comprovamos que as demissões foram ARBITRÁRIAS, vontade unilateral do patrão administrador público, ABUSIVAS, abuso de poder do patrão administração pública, governo, VIS e IGNÓBEIS, intenções espúrias de apropriação indébita e rotatividade de mão-de-obra, INCONSTITUCIONAIS, garantias fundamentais ignoradas e princípios constitucionais violados, POLÍTICAS, vingança e perseguição política dos governos de plantão, CORRUPTAS, prepostos e apaniguados receberam cargos, promoções e recompensas, reuniram-se, planejaram e executaram suas elucubrações dentro do poder público, ECONÔMICAS E EXTORSIVAS, motivo maior o dinheiro e o poder adquirido pelos governos, seus partidos e prepostos, através da coação, corrupção e extorsão.

Enfim, podemos dizer, para atingirem e validarem seus objetivos pessoais, políticos e econômicos, FORMARAM QUADRILHA DENTRO DO PODER PÚBLICO E ECONÔMICO, corromperam e foram corrompidos, demitiram e roubaram, continuam roubando, enxugaram, mataram e invalidaram pessoas, mais vítimas nas famílias destruídas, assim permanecem, mas, PREVIRAM E SABIAM DAS FUTURAS E TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DAQUILO QUE FAZIAM, sabido que eram doutores, comunicadores, sociólogos, economistas, juristas, e foram assessorados por doutores psicólogos e antropólogos, outros “ólogos”, “ores” e “istas” mais, empresas e carrascos especialistas com notório saber em demissões, contratadas sem licitação e fora da lei.

 Para uma noção melhor do que percebemos, descobrimos e deduzimos da atuação desses indivíduos e suas atitudes, descrevemos do livro “Mentes Perigosas” da Dra. Ana Beatriz Barbosa da Silva:“Os psicopatas são frios, calculistas, insensíveis, inescrupulosos, transgressores de regras sociais e absolutamente livres de constrangimentos e julgamentos morais internos. Nas diversas esferas do relacionamento humanos, eles são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus próprios interesses. Mas, ao contrário do que pensamos, não são considerados loucos, nem mesmo apresentam qualquer tipo de desorientação, Eles sabem exatamente o que estão fazendo e não sofrem nem um pouco com isso. Podemos dizer que são verdadeiros “predadores sociais”, e às vezes seus atos são tão chocantes que nos recusamos instintivamente a reconhecer sua existência. “Mentes Perigosas” nos mostra em linguagem fluida e acessível quem são essas pessoas que estão por aí, ao nosso lado, e que desafiam a própria natureza humana. Conhecer essas mentes perversas é a melhor forma de nos proteger do efeito devastador de sua presença em nossas vidas. PSICOPATAS SÃO OS VAMPIROS DA VIDA REAL. NÃO É EXATAMENTE O NOSSO SANGUE QUE ELES SUGAM, MAS SIM NOSSA VIDA EMOCIONAL. COM HISTÓRIAS IMAGINÁRIAS E FALSAS PROMESSAS NOS FAZEM SUCUMBIR E PERDEMOS OS NOSSOS BENS MATERIAIS OU SOMOS DOMINADOS MENTAL E PSICOLOGICAMENTE”.

Nestes termos e conhecimento daquilo que nos fizeram, será que Collor, FHC, outros governantes e Ministros de Estado, será que seus métodos foram e são sociopáticos? Maílson, Policaro, Lafaiete, Ximenes, João Batista Camargo e tantos outros prepostos, as equipes econômicas dos governos e os executivos do BB, foram, são psicopatas? Melhor ou pior dizendo, por tudo que sabemos que fizeram no passado, leves e sorridentes no presente, concluímos que “sãos”, mentes sadias, nunca foram, nem são. Parece-nos que apresentaram e apresentam muitas características de mentes perigosas, sociopatas, psicopatas, pois não demonstraram e/ou demonstram NENHUMA EMPATIA, TRISTEZA, REMORSO OU ARREPENDIMENTO pelas demissões abusivas e criminosas, quando maquiavelicamente planejaram, demitiram e roubaram, enxugaram e mataram, perseguiram politicamente e execraram regime de exceção a cidadãos, destruíram sonhos, pessoas e famílias, no passado e presente, imaginamos que farão pior se tiverem oportunidade, com mais ou semelhante poder no futuro.

Voltemos ao livro “Mentes Perigosas”, Dra. Ana Beatriz Barbosa, selecionamos outras características e dicas para reconhecer psicopatas:

 Frios, manipuladores, cruéis e destituídos de compaixão, culpa ou remorso. Utilizam-se de seu charme e de sua inteligência para impressionar, seduzir e enganar quem atravessa o seu caminho. estão camuflados de executivos bem-sucedidos, Bons políticos, bons amigos, pais e mães de família, e não costumam levantar suspeitas sobre quem realmente são.

 Entre homens e mulheres, 4% da população apresentam esse lado sombrio da mente. A Doutora Ana Beatriz Barbosa Silva nos esclarece que os psicopatas são indivíduos que podem ser encontrados em todos os segmentos da sociedade. Neste livro, você vai saber um pouco mais sobre esse intrigante universo e aprender a reconhecer aqueles que vivem entre nós, se parecem fisicamente conosco, mas definitivamente não são como nós.

 São desprovidos deste sentido tão especial:a consciência. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.

 Os psicopatas mostram uma total e impressionante ausência de culpa sobre os efeitos devastadores que suas atitudes provocam nas outras pessoas. Ser dotado de consciência é ser capaz de amar. Os psicopatas são frios e sem consciência. Na matemática desprezível dos psicopatas, só existe o acréscimo unilateral e predatório, e somente eles são os beneficiários. A mais evidente expressão da psicopatia envolve a flagrante violação criminosa das regras sociais.

 Para os psicopatas, as outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados para a satisfação de seu bel-prazer. A falta de empatia dos psicopatas é geral. Psicopatas são incapazes de amar, eles não possuem a consciência genuína que caracteriza a espécie humana.

 Mentir, trapacear e manipular são talentos inatos dos psicopatas. Segundo Robert Hare, o número de psicopatas burocratas ou de “colarinho branco” é significativo em cargos de lideranças e chefias. Os psicopatas não vão ao trabalho, vão à caça. Muitos se camuflam em pessoas responsáveis através das suas profissões. A “renda” material que eles podem obter também é praticamente incalculável, quando exercem a profissão de forma ilegal.

 A coisa chegou a tal ponto, que a palavra “política” passou a designar precisamente esse jogo amoral no qual a igualdade é sempre ultrapassada por pessoas que, desdenhando das leis, passam a controlá-las em vez de zelar por elas. A imagem que eles passam para a população resume-se nos seguintes adjetivos: desonestos, insensíveis, mentirosos. Os psicopatas são seres sem “coração mental”. Seus cérebros são gelados. a luta conta a psicopatia é a luta pelo que há de mais humano em cada um de nós. é a luta por um mundo mais ético e menos violento, “repleto de gente fina, elegante e sincera”. PODEMOS CONSIDERAR OS PSICOPATAS AUTÊNTICAS CRIATURAS DAS TREVAS. SÃO VAMPIROS HUMANOS OU PREDADORES SOCIAIS. Políticos e homens de estado que só utilizam o poder em proveito próprio. Costumam representar grandes perigos pelo tamanho do poder que podem deter. a política propicia o exercício do poder de forma quase ilimitada. E o fato de terem um foro privilegiado quase lhes assegura de forma impune o exercício do poder com outros fins que não sejam de aos interesses da nação. Esperamos, mas não recebemos nada positivo e amargamos sérios prejuízos em nossas vidas.

 Não negocie com o mal. Jamais concorde, seja por pena, chantagem ou qualquer outro motivo, em ajudar um psicopata a ocultar seu verdadeiro caráter. A intriga é uma das poderosas ferramentas de um psicopata. Os psicopatas são experts em detectar e explorar nosso lado mais vulnerável.

 A cultura psicopática está no ar. Os heróis dos novos tempos são maldosos, inescrupulosos e isentos de qualquer sentimento de culpa. Os heróis do passado estão se tornando os otários dos tempos modernos.

Obrigado Dra. Ana, mais conhecimento no livro “MENTES PERIGOSAS - O psicopata mora ao lado” - Editora Objetiva Ltda. Interessante, Ana Beatriz Barbosa Silva, “ANABBS”, familiar, não?

Vimos características, aprendemos um pouco para podermos reconhecer condutas de sociopatas e psicopatas, veremos como atuaram na Saga dos Demitidos do BB, os mentores e executores das demissões abusivas, maquiavélicas, doentias, cruéis, maquiavélicas, cruéis, criminosas. Antes porém, uma síntese para auto conhecimento.

 Jovens, íntegros, idôneos e sonhadores, os novos trabalhadores do BB: Nossas histórias individuais iniciam com a realização de um sonho, jovens aprovados em concurso público nacional, tomamos posse no BB. Que tipo de funcionários selecionaram, quais as verdades, as características que buscavam revelar e aprovar? Moral e Cívica, Psicologia, Português e Matemática, testes objetivos e psicológicos para aprovar funcionários públicos, servidores públicos, trabalhadores honestos e idôneos para servirem ao povo e ao seu país. Portanto, concursos públicos que selecionaram, através da verdade das respostas, pessoas do bem, honestas, íntegras, confiantes nas instituições e País, heróis do passado.

IMPORTANTE CONSIGNAR, 30% (TRINTA POR CENTO DOS FUNCIONÁRIOS DO BB SÃO ORIUNDOS DA CLASSE POBRE DO PAÍS, ARRIMOS DE FAMÍLIAS. Dra. Ana: “Heróis do passado estão se tornando os otários dos tempos modernos”. Óbvio, entre nós algumas exceções destoaram desta regra geral, pois lembramos: “Entre homens e mulheres , 4% da população apresentam esse lado sombrio da mente. A Doutora Ana Beatriz Barbosa Silva nos esclarece que os psicopatas são indivíduos que podem ser encontrados em todos os segmentos da sociedade”.

Muitos assumiram suas funções nos confins do país e lá trabalharam, integraram-se às comunidades, encontraram cônjuges, alguns se casaram com colegas, outros encontraram suas caras-metade na sociedade local, formaram família e todos se souberam e creram participantes da família BB, nela estariam protegidos, com uma estabilidade comentada, confessada, repetidamente, por colegas e superiores: “Este é o emprego da sua vida, trabalhe com dedicação e honestidade, o Banco vai recompensar, a tradição é de aposentadoria integral. Ao tomar posse, faz parte do contrato de trabalho, você precisa aderir à PREVI, CAPEC e CASSI, mas essas associações significam aposentadoria complementar, seguro de vida e invalidez, plano de saúde e empréstimo imobiliário para aquisição de moradia”.

 Surgiram, em todo o país, cidades e bairros, as AABB, Associação Atlética Banco do Brasil, promoviam esporte, confraternização e lazer aos funcionários, depois, transformaram-se interativas e comunitárias, clientes, pessoas e famílias passaram a ser sócios comunitários e usufruíam das AABBs com os mesmos direitos e deveres. Integração maior ainda da família BB com as comunidades, relacionamento público e social, objetivos do BB público e social e também lucrativo. Infelizmente, essa integração, a honestidade, família, solidariedade e confiança, foram conceitos e princípios usados contra os funcionários quando acabou o sonho da família BB e iniciou o pesadelo da demissão e apropriação indébita, em programas ditos incentivados ou voluntários, mas com maquiavélicos, inescrupulosos, usurpadores, psicopáticos e criminosos objetivos, “demitir para roubar” e “enxugar e matar”.

Porém, fomos demitidos de forma inconstitucional, no mínimo, pois selecionados em concurso público, somente poderiam ser demitidos por seus próprios erros, ainda mais, demitidos através de processo administrativo e/ou judicial com ampla defesa. Ninguém, nem mesmo o Presidente da República, pode investir quem quer que seja em cargo ou emprego público sem a constitucional aprovação prévia em concurso público, e por princípios da mesma Constituição Brasileira, nenhum presidente de instituição ou da República pode demitir ninguém do funcionalismo público ou das estatais sem o competente processo administrativo, o contrato de trabalho só poderá ser declarado rompido por força de ato administrativo motivado, com justificação relevante, mediante processo em que se assegure ao empregado a garantia do contraditório e da ampla defesa, de molde a que a sua despedida se sobreleve à fidúcia e à natureza permanente do serviço, como o são aqueles em que o interesse público é predominante. (Judicael Sudário de Pinho).

No entanto, alguns governantes e seus prepostos não consideravam assim, fizeram diferente e do jeito como eles queriam e interessava. Vamos lembrar do que a Dra. Ana diz: A MAIS EVIDENTE EXPRESSÃO DA PSICOPATIA ENVOLVE A FLAGRANTE VIOLAÇÃO CRIMINOSA DAS REGRAS SOCIAIS. Políticos e homens de estado que só utilizam o poder em proveito próprio, costumam representar grandes perigos pelo tamanho do poder que podem deter. A política propicia o exercício do poder de forma quase ilimitada”. Esses indivíduos chegaram ao poder, mandatos públicos onde se sentiram com poder ilimitado, acima da Lei, dizem que seu concurso público foi através das urnas, aprovados pelo povo, esquecem que, diferente dos concursos com respostas objetivas, seus cargos foram conquistados com propostas e discursos de verdade subjetiva, capciosa, na verdade, mentiras e ilusões, tanto foi assim que quase todos disseram: “esqueçam o que escrevi”; “não lembrem do que falei”; “eu não sabia”; “fui traído”.

 Maílson iniciou a explícita e confessa perseguição política dos neoliberais: Maílson da Nóbrega ganhava mais do que o triplo dos salários de 90% dos funcionários do BB, mas, esses trabalhavam e mereciam seus salários, enquanto isso o “ético e patriótico” Maílson recebia do BB, porém, cedido ao Ministério da Fazenda, para fazer plano Verão (diferente do Bresser, não quis botar seu nome no plano, modéstia ou medo do fracasso?), outros confiscos e roubos mais. O Maílson foi um dos poucos pré-67 que aderiram à PREVI, contribuiu, assim come parte do nosso pão.

Mais detalhes podemos ver na Veja, edição 1045, páginas 118 e 119, “O Filho Pródigo”, o traíra foi se fazer de “ético”, disse que seu salário no BB era muito alto, propunha a extinção da conta movimento, mentiu sobre os salários dos seus colegas, disse mais um monte de mentiras para difamar.

Em 15/11/1989, edição 1105, página 151, o judas voltou ao ataque, “Salários multiplicados” - com o novo aumento, os funcionários do Banco do Brasil ganham cinco vezes mais que os bancários da rede privada“, disse que iria ganhar 50.000 cruzados novos por mês, Cz$ 14.000,00 como ministro e Cz$ 39.500 como bancário, descreveu o BB um nicho de privilégios, tudo para impedir sentença do TST e reajuste salarial, de novo o “ético” Maílson foi dizer prá Veja e prá sociedade o quanto ganhava, injustamente, sabemos, qualquer centavo pago a tal sujeito foi indevido, mal pago e pessimamente aplicado pelo BB e pelo Tesouro Nacional.

Não nos impressionamos com a cara de bonzinho, de protetor do dinheiro público do Maílson, preocupado com o social, amigo do povo, tudo mentira, fazia isto para aparecer e conforme seus interesses espúrios, também por muito ódio contra seus colegas do BB, incompetente que participou de vários governos, foi demitido por incompetência, seus planos econômicos eram viciados e furados, hoje escreve para a Veja, na busca, inúmeras reportagens capciosas e tendenciosas surgirão, muitas contra o funcionalismo e contra o BB, Mauilson persiste, e propõe a privatização, parece que persegue algum prometido a receber, pois não cumpriu sua “missão”, vender “seu” BB a preço de banana.

Interessante lembrar que Paulo César Ximenes era o secretário de Maílson no desastrado plano verão, desde aquele tempo os dois, depois de tomarem um aperto dos banqueiros, quase foram demitidos, mas definiram seu lado no muro, optaram pelo capital, é claro, garantiram a “liquidez do sistema”. Depois, o Ximenes foi presidente do Banco Central, sob as ordens do FHC “primeiro-ministro’, mais adiante foi para o BB, o Malan foi para o BC, enfim, um troca-troca meio promíscuo e prejudicial ao povo.

 Podemos dizer que as demissões políticas começaram no início dos anos 90, quando os neoliberais, Collor & Cia, assumiram o poder, com suas mentiras e teses de GLOBALIZAÇÃO, abertura indiscriminada e irresponsável da economia aos estrangeiros, privatização, demissões, hegemonia do mercado, redução da participação do estado na economia, troca do social pelo comercial.

Marajás, inoperantes e privilegiados, vou demitir 360 mil funcionários! Foi isso que Collor difamou, proclamou e prometeu, “doa a quem doer”, e mais: derrotar a inflação sem desemprego; privatizar estatais; triplicar o salário mínimo; vender mansões e carros oficiais; zerar o déficit público imediatamente; prender os ladrões; acabar com a corrupção. Em pouco tempo o país viu a inflação aumentar, o salário aviltado, as mansões e carros cada vez mais luxuosos, o déficit público aumentar, os ladrões e a corrupção soltos e dentro do próprio governo Collor. Mas, algumas estatais foram entregues a preço vil, sob suspeita de corrupção, e foram demitidos 112.000 funcionários, aposentados 37.000 e 55.000 colocados em disponibilidade

 No Banco do Brasil, Alberto Policaro promoveu processo de demissão, rescisões de contratos de trabalho, dispensa de menores, estagiários e contratados por tempo determinado e aposentadorias, que contribuiu para a redução de 15.739 (QUINZE MIL E SETECENTOS E TRINTA E NOVE) funcionários de março a dezembro de 1990, representando diminuição de 10% com relação ao ano anterior, demitiu 6.000 fechou 1.500 agências e postos de atendimento pretendia demitir mais, mas, foi demitido porque disse que não gostava de receber e/ou atender pedidos de políticos e figurões, nem o irmão do presidente, Leopoldo Collor, irritado por não ter conseguido uma nomeação no banco em São Paulo, ou Ricardo Fiúza, líder do bloco governista na Câmara.

 Lafaiete Coutinho demitiu mais alguns, porém, na contramão dos neoliberais obsessivos pelo lucro a qualquer custo, reabriu agências e postos, contratou outros funcionários e começou a fazer negócios do banco com amigos e compadres, também com amigos e compadres de Collor, assim definido: “Lafaiete é um pistoleiro de gravata, especialista em beneficiar amigos com dinheiro público”. Não só com dinheiro, cargos também! Pela primeira vez na história do Banco do Brasil, um concurso público para admissão de funcionários teve que ser anulado por fraude. Lafa contrariou pareceres técnicos da área de crédito do banco e utilizou irregularmente recursos da Fundação Banco do Brasil, cujos funcionários o denunciaram e ele passou a persegui-los. Depois de perder o último cargo no governo, o ex-presidente do Banco do Brasil passou quatro meses nos EUA, donde voltou mais gordo, “comeu demais e bebeu muito vinho”. Respondia a processo por corrupção passiva e concussão, o peculato do funcionário público, concorria a pena de até treze anos de prisão, deve ter sido absolvido “por falta de provas”. Engraçado, esses ladrões são tratados como funcionários públicos, os demitidos não, será que quanto mais se rouba mais desigual (benfeficiado) perante a Lei?

Policaro e Lafa rescindiram contratos e estágios de mais de 15.700 estagiários e contratados, aposentaram precocemente milhares, demitiram mais de 6.500 funcionários através do programa de demissão incentivada (PDI), na verdade sob ameaças de transferências arbitrárias e demissões forçadas e coagidas, sobretudo, com apropriação indébita de salários de aposentadoria, demitiram e roubaram, sem grande alarde e repercussão.

 P. C. Farias, o homem que, no começo dos anos 90, era cortejado por empresários e políticos, nomeava funcionários no governo federal e cruzava o país a bordo do Morcego Negro (coincidência?), seu jato de US$ 10 milhões. PC era o tesoureiro de campanha do então presidente, Fernando Collor de Mello, em 2 anos de governo Collor, o “esquema PC” movimentou mais de US$ 1 bilhão dos cofres públicos e inaugurou a corrupção sob recibo, isto mesmo, a EPC do Farias deu recibo de “consultoria” para as propinas recebidas, boa parte das notas foi emitida no início dos anos 90 a empresários dos maiores grupos econômicos do país, conexão FIESP/Alagoas. Queima de arquivo ou não, P.C Farias foi morto em circunstâncias misteriosas e ainda não elucidadas até hoje.

Collor “cumpriu” uma boa parte da sua promessa de demitir marajás, inoperantes e privilegiados, porém, foi irônica e meritoriamente demitido pelo povo sob denúncias e suspeitas de corrupção, na mesma condição de marajá, inoperante, privilegiado e impopular que ele jogou caluniosa e indelevelmente aos funcionários públicos. Foi absolvido dos crimes de responsabilidade por “falta de provas”. Voltou, já é senador.

 No governo Itamar aprovaram a Lei de Anistia 8878/94: A Lei de Anistia confessou a perseguição política do Governo Collor, mas, concedeu o perdão (?) para os inocentes, além desta contradição, dispunha aos dispensados e exonerados comprovar que foram demitidos de forma imoral, ilegal, inconstitucional e política, tudo sob exame moroso de Subcomissões Setoriais ou Comissão Especial de Anistia aludidas pelo Decreto 1153/94, mais, a readmissão, um novo contrato de trabalho, ganho financeiro após o retorno ao serviço, foi condicionada “às necessidades e possibilidades orçamentárias e financeiras da Administração Pública”.

No caso dos Demitidos do BB, roubados, enganados e perseguidos políticos, para readmitir o banco exigiu a devolução dos “incentivos financeiros”, a PREVI cobrou o recolhimento das contribuições (pessoais e patronais), tudo corrigido monetariamente, com juros e comissões abusivas. Poucos dispunham de recursos para serem “readmitidos”, não se sabe se alguém foi. Pouco tempo depois, o próprio FHC sancionou o Decreto n.º 1.499, de 28/5/1995, em face de “indício de irregularidades, ficaram, à luz do seu artigo 6º, suspensos quaisquer procedimentos administrativos, referentes à execução das decisões proferidas pelas Subcomissões Setoriais ou pela Comissão Especial a que alude o Decreto n.º 1.153, de 8 de junho de 1994″. Deste jeito FHC e seus prepostos acabaram ate com a anistia “fria”.

Dois depoimentos de Demitidos do BB no período Collor

 CELSO: Em fev/91 surgiu a famosa “lista dos elegíveis”, onde, 17 eram os eleitos, de um total de 89 funcis. Aos eleitos foi dado o “privilégio” de procurarem outro lugar para trabalhar, pois, ali já não poderiam mais. Transcorridos alguns dias e percebendo a dificuldades de todos os “eleitos” em conseguir colocação, mesmo em posto efetivo e em locais longínquos e inóspitos e, ainda, alertados de que, se não encontrássemos colocação poderíamos ser transferidos para qualquer local do país, a critério do Banco, e mais… eu sabia que enfrentaria dificuldades de toda ordem em local longe de minhas origens (Curitiba), principalmente financeiras, decidi, então, aderir ao PDI, pois, se não o fizesse, ainda correria o risco de ser demitido no interesse do serviço, perdendo os incentivos oferecidos (um VP/ano de serviço + 50% da contribuição pessoal à PREVI). E hoje em dia “estou vendendo o almoço pra comprar a janta”, fazendo “bico”, vendendo e instalando aqueles aquecedores elétricos e solares, mas coisa muito eventual, por falta de verba, principalmente. CELSO SKORA - MATRÍCULA BB

 LUCAS: Naquele processo, eu estava no “Público Elegível” para aderir ao PDI = PDV. Perder a comissão significava mais da metade do salário e sujeito a ser removido compulsoriamente para a “Cochinchina”, com a família, ganhando o mísero VP de Posto Efetivo… Como eu já tinha enxergado que o BB a partir dali nunca mais seria o mesmo, e já antevia longos anos de tortura, que realmente aconteceram, aderi ao PDI = PDV para me aventurar na iniciativa privada, pegando minhas verbas rescisórias + um VP para cada ano trabalhado + parte de minhas contribuições para a Previ, pois nem 1/3 das contribuições totais saiu (só 50%). Vendi minha casa, em construção, já estava na fase de acabamento, juntei com minhas verbas rescisórias, assumi uma operação FINAME no BB, para aquisição de máquinas para reciclagem de plásticos e transformação/fabricação de mangueiras/tubos plásticos… Não deu outra. quebrei feio, perdi tudo, inclusive o crédito. Desde que tinha saído do Banco, jamais tive sossego. Comi o pão que o diabo amassou, passei necessidades, mas tive o apoio de minha família ( pais e irmãos) que me custearam nas fases mais agudas, quando comecei a me preparar para concursos, pois, com a minha idade, hoje tenho 50 anos, não conseguia emprego digno. Em 09/2003 fiz, novamente, o concurso do BB, passei em 7º lugar regional e 47º no Estado. Só que comecei a enfrentar outra batalha: o Banco não aceitava minha posse, pois eu tinha dívidas com ele… Só que o Desembargador Relator negou o agravo, alegando que quando contraí as dívidas eu não era bancário. Em 09/02/2004 tomei posse noutra agência. Hoje estou Assistente de Negócios. Quando tomei posse novamente no BB, fiz uma consulta na Previ sobre a possibilidade de dar continuidade no Plano I, responderam que não podia, pois eu tinha sacado a parte que tinha direito, e o resto que ficou, incorporou ao patrimônio comum. Pedi que transferisse a parte que ficou para o meu atual Plano II (Futuro), negaram dizendo que os planos são independentes, não se comunicam e o que ficou perdi. “EDUARDO LUCAS” - MATRÍCULA BB “3.520.280-4″

 FHC, enquanto ministro de Itamar já conspirava contra os funcionários do BB: Em 24 de janeiro de 1994, FHC emitiu a Portaria Interministerial MPS 007, uma portariazinha de merda que passou desapercebida de todos, exceto aos ministérios envolvidos, o dele, Fazenda, do Planejamento e da Previdência, pois a partir daí subverteram, inverteram o espírito da Legislação de Previdência Complementar, a Lei foi criada para, prioritariamente, PROTEGER OS DIREITOS DOS PARTICIPANTES tão violados com o estelionato dos montepios. No entanto, aquela portaria de FHC considerava a NECESSIDADE DE RESERVAR O DIREITO ADQUIRIDO DOS PARTICIPANTES NAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. Foi isto que fizeram e fazem até hoje, reservaram os direitos adquiridos, priorizaram sanear estatais e fundos de pensão, fraudaram e adulteraram a Lei, demitiram para roubar, enxugaram e mataram.

FHC, ainda ministro, quis obrigar a PREVI a investir em títulos podres da dívida pública, uma liminar da justiça acabaram com seu intento. Não satisfeito, foi num debate da ANABB e disse que o dinheiro das entidades fechadas de previdência PRIVADA era dinheiro público, “o dinheiro é público e tem que ser empregado para o bem público”, gritou possesso e ameaçador “se eu for eleito vou usar e abusar desses recursos”, de nada adiantaram os protestos dos participantes, alegando que os recursos provinham das contribuições de cada funcionário empregado e das contribuições, dos salários indiretos do BB, debitados na conta de despesas, pagos como rendimentos de pessoas físicas à PREVI EM FAVOR DOS EMPREGADOS . Claro, pela desinformação ou tergiversação, pelo olho grande que punha em cima dos recursos da PREVI, pela vaidade e soberba demonstrados, FHC foi vaiado e execrado. Depois, eleito, vingou-se.

Continuaram as difamações e ofensas políticas de marajás e privilegiados: O auge do maquiavelismo, crueldade e ilegitimidade ocorreu a partir de 1995, pois o candidato FHC, além de ter sido humilhado e vaiado no debate e encontro de presidenciáveis realizado na ANABB, também soube, pela divulgação irresponsável de pesquisa de intenção de votos, que 47% do funcionalismo votaria em Lula (este omisso nem compareceu) e somente 6% votariam em FHC.

 Ele mentiu na ANABB, disse que não pretendia privatizar o BB, falou do seu envolvimento com o Banco, pois quando menino seus três tios (?) o levavam para brincar na AABB. Mr. Camdessus do Banco Mundial, tempos depois, desmascarou a “cândida” mentira da não privatização do BB por causa dos três tios bancários, o chefe de FHC deixou escapar, revelou numa reunião de banqueiros internacionais o compromisso assumido por FHC de privatizar BB, CEF e Petrobrás. Eleito o príncipe, nos primeiros dias de mandato, providenciaram leis e decretos, emendas na Constituição, nomearam prepostos e áulicos em todo o poder público, inclusive nos tribunais superiores, tudo para “legalizar e legitimar” as demissões abusivas e as barbáries que planejavam e iriam executar.

 Soubemos muito depois, porquanto estávamos perturbados pelo pânico e terrorismo das demissões, lemos agora reportagem da Veja, edição de 30 de agosto de 1995: “A ordem da Casa” - “Com as novas reformas o Planalto batalha o direito de demitir funcionários e criar impostos”. Depois de oito meses de discussão, o Planalto apresentou na quarta feira passada suas propostas de reforma nas áreas fiscal e de administração do funcionalismo público. São dois projetos que alteram 36 artigos da Constituição e conferem mais poderes e mais dinheiro ao executivo. Na reforma administrativa a grande mudança é acabar com a estabilidade do funcionalismo. Não faremos demissões, promete o ministro da Administração Bresser Pereira, que acha o número de funcionários até insuficiente. Queremos uma administração gerencial, ágil, moderna, eficiente e barata”.

Necessário lembrarmos a Dra. Ana Beatriz Barbosa e seu livro “Mentes perigosas”: “A coisa chegou a tal ponto, que a palavra “política” passou a designar precisamente esse jogo amoral no qual a igualdade é sempre ultrapassada por pessoas que, desdenhando das leis, passam a controlá-las em vez de zelar por elas. Segundo Robert Hare, o número de psicopatas burocratas ou de “colarinho branco” é significativo em cargos de lideranças e chefias. E o fato de terem um foro privilegiado quase lhes assegura de forma impune o exercício do poder com outros fins que não sejam de aos interesses da nação.

OS SOCIOPATAS DE FHC ILUDIRAM E MENTIRAM PORQUE QUERIAM LIBERDADE TOTAL PARA ADMITIR E DEMITIR, SEM CONCURSO PÚBLICO E SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO, PRETENDIAM APOSENTAR E PAGAR SALÁRIOS DO JEITO QUE ELES E SEUS FINANCIADORES QUISESSEM, A SEU BEL-PRAZER. Evidente, eles não conseguiram modificar em todos esses termos a Constituição, porém demitiram milhares de forma imoral, ilegal e inconstitucional, também por vingança política, prejudicaram e impossibilitaram milhares de aposentadorias, invalidaram física e mentalmente, feriram e mataram milhares, desempregaram milhões de pessoas.

 Sigilosamente, desde janeiro de 1994, os executivos do BB estudavam, planejavam e montavam um programa de Direcionamento de Recursos Humanos, para reduzir 30% do quadro funcional do Banco do Brasil, o DRHO30: O DRH030 foi aplicado a partir de Dezembro de 1994, paralelamente, iniciaram o fechamento de agências e centros de processamento de dados, CESEC. Ressalvamos do Livro “Metáforas do Brasil” - Dra. Léa Carvalho Rodrigues, página 115 e 116: “O próprio Conselho Fiscal do Banco do Brasil manifestou-se a esse respeito no relatório de 10/07/1995, publicado pelo Correio Braziliense em 20/07/1995, dizendo que não havia porque culpar o quadro funcional pela situação, ao contrário, havia que ressaltar os esforços empreendidos no cumprimento das metas. Citava os excelentes resultados obtidos naqueles meses que antecederam o PDV na campanha de vendas do Brasiprev, quando superara em muito os números do principal concorrente. Depois do exposto pode-se entender melhor o clima que tomou conta do Banco do Brasil, quando, em 31/12/1994, foi anunciada a redução dos quadros das dependências. O programa contemplava, além da redução de quadros, a extinção de comissões e transferências compulsórias de excedentes para localidades com deficiência de pessoal… Muitas foram as cartas enviadas a Brasília relatando a situação em todo o país; muitas as experiências pessoais revividas em uma, duas páginas enviadas ao GAREF como forma de desabafo ou esperando que chegasse, quem sabe, às mãos dos altos funcionários, talvez até mesmo à presidência da instituição. Sugestões, denúncias, as primeiras mostras de atitudes individualistas, os primeiros sinais da perda de solidariedade, ou daquilo que Calliari denominou de “espírito de corpo”. mas, enfim, mal sabiam aqueles funcionários que os acontecimentos de então eram apenas o prenúncio do que viria nos próximos meses e de uma situação que persistiria e se agravaria nos anos seguintes”.

As dívidas do funcionários e a fraude no Decreto 81240/78: Muito importante ressaltarmos da página 117 do Livro “Metáforas do Brasil”: “Enquanto tudo isto ocorria, a situação de endividamento dos funcionários do BB tornava-se crítica. Sem reajuste salarial há um ano e sem reposição das perdas inflacionárias do período anterior ao Plano Real, muitos funcionários vinham utilizando seguidamente o limite do cheque especial e isto levava a um endividamento crescente em virtude dos altíssimos juros vigentes à época (cerca de 16% ao mês). As perdas salariais vinham se acentuando desde 1990… Já em 1992, cerca de 20.000 funcionários (1/6 do quadro) estavam em situação de inadimplência e o GAREF solicitava da direção do Banco medidas para recomposição de dívidas - como é procedimento normal com devedores do Banco (Boletim Garef 18/12/1992). As medidas tomadas pelo Banco, contudo, só viriam a piorar a situação. Primeiro retirou-se a comissão dos funcionários endividados, daí como resultado das perdas financeiras aumentou ainda mais a situação de endividamento, depois, uma outra medida foi a suspensão do limite do cheque especial para os funcionários endividados, aumentando o total da dívida a descoberto e entrando as mesmas em situação de anormalidade. O Garef e a Anabb tentaram viabilizar uma forma de negociação das dívidas, nos mesmos moldes que o Banco empregava com a totalidade dos seus clientes. A alta administração, no entanto, negou-se a negociar e liberou a área de recursos humanos para efetuar demissões sem instaurar processo disciplinar, prática totalmente contrária ao procedimentos usuais dentro da empresa. Página 123: “Todos os meses era divulgada uma pequena lista com os nomes, cargo e localização de funcionários demitidos por iniciativa do Banco. Essa lista era afixada nos quadros de avisos colocados nos halls de entrada dos edifícios e sobre ela os funcionários se detinham especulando sobre a gravidade da ação que teria levado àquela demissão. Página 124: Por estas razões, a situação do endividamento do funcionalismo em 1994 e 1995 adquiria um caráter mais duro uma vez que, além de não desenvolver meios para resolver a situação, a alta administração tomava medidas no sentido de acentuá-la.

 MAQUIAVELISMO EXPLÍCITO E CRUEL, PARA COAGIR E FORÇAR DEMISSÕES por causa de dívidas criadas e estimuladas no contexto da empresa. MAS, hoje sabemos, O DECRETO 81240/78 FOI FRAUDADO NO SEU PARÁGRAFO SEGUNDO DO ARTIGO 31, e a fraude eliminou, anulou, RETIROU DA LEI O DIREITO PARTICIPANTE DE SAIR DO PLANO, DA PREVI, SEM PEDIR DEMISSÃO DO EMPREGO, DO BB, E RECEBER A RESTITUÇÃO DE 50% DAS CORRIGIDAS CONTRIBUIÇÕES VERTIDAS PELA EMPRESA E RESPECTIVO EMPREGADO. Portanto, não fosse a fraude, todo funcionário endividado poderia sair da PREVI, perderia sua aposentadoria complementar e metade das contribuições para a PREVI, mas pagaria suas dívidas e manteria seu emprego no BB, com a sobra, poderiafazer um BRASILPREV do BB, outra forma complementar à aposentadoria.

Os governos anteriores foram minando, e com FHC conseguiram desgastar, quase anular os sindicatos, setores público e estatal. Os sindicatos, em sua maioria, não queriam negociar a demissão, queriam anular o programa. Porém, qualquer proposta de greve, naquele momento, esbarrava com a resistência dos próprios funcionários (quebra da solidariedade), entidades e associações de funcionários, porque tratava-se de lutar contra um programa de demissões, em cheque a estabilidade, diferente de outras reivindicações, pois o risco de demissão concreto.

 Muito penoso reconhecer, necessário informar, os dirigentes da ANABB sabiam do plano, número de demissões, da dívida do BB, de tudo, cúmplices: “Neste sentido percebe-se um conflito, embora bastante velado nas entrevistas, entre sindicatos, representação GAREF e associações como a ANABB, principalmente porque estas últimas tiveram o conhecimento e antecipado e a princípio não se colocaram contra o programa, interferindo apenas quando outras medidas tomadas paralelamente puseram em risco a proposta oficial do programa e desencadearam a crise”. Necessário saberem disso os mais de 3.000 Demitidos do BB associados da ANABB, para entenderem por quê a ANABB não aciona, nenhuma medida concreta contra BB/PREVI para reintegração dos nossos direitos.

 

 

 

Ninguém falava disso, mas o Banco do Brasil tinha uma dívida, trabalhista e previdenciária de mais de dez bilhões de reais com os funcionários pré-67: Constava do compromisso assumido pelo Banco do Brasil e pelo Tesouro Nacional em 1947, pagamento da aposentadoria integral para manter os melhores quadros dentro do banco. As devidas e respectivas provisões nos Fundo de Reserva e de Previsão para pagamento das aposentadorias foram efetuadas. Mas, conforme a Ata da Assembléia Geral Extraordinária dos Acionistas do BB, realizada em 8 de Julho de 1966, METERAM A MÃO NO DINHEIRO, DEZENOVE BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE CRUZEIROS, DAS  APOSENTADORIAS DOS FUNCIONÁRIOS PRÉ-67 FORAM DISTRIBUÍDOS AOS ACIONISTA MAJORITÁRIO TESOURO NACIONAL e demais acionistas do BB. Deixaram somente uns 20% dos fundos de reserva e previsão para aposentadoria dos aposentados. Em 1967 criaram a PREVI crentes que os pré-67 adeririam em massa, porém esses ficaram com o compromisso anterior do BB e Tesouro Nacional, para que iriam pagar contribuições à PREVI? Imaginavam que o dinheiro deles continuava aprovisionado. ENGANO DOS PRÉ-67, no memorando PRESI 95/079, de 09/02/95, o então Presidente Calliari esclarecia as dúvidas do Ministro da Previdência a respeito dos benefícios concedidos pela PREVI, patrocinada pelo BB NÃO TINHA MAIS DINHEIRO DOS PRÉ 67, acabou!

Of. PRESI-95/0079 

Brasília (DF), 09.02.95 

Exmo. Sr.

Reinhold Stephanes

Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social  

Sr. Ministro,  

Com vistas a esclarecer dúvidas suscitadas a respeito do custeio dos benefícios de complementação de aposentadoria e pensões concedidos pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, patrocinada por esta empresa,  prestamos-lhe as seguintes informações:  

a) até abril/67, o Banco do Brasil pagava aos seus funcionários complementação do benefício de aposentadoria concedido pela Previdência Oficial, em decorrência de decisão tomada em Assembléia Geral de Acionistas de 1.947, a qual passou a integrar os contratos de trabalho dos empregados;

 b) a partir de abril/67, foi instituído o plano de beneficio previdenciário da PREVI, mediante contribuição patronal e pessoal na proporção de 2 x 1 – segundo orientação do representante do Tesouro Nacional na Assembléia Geral Ordinária de 29.04.1964;

 c) à época, não houve aporte financeiro da Patrocinadora para fazer face aos compromissos relativos ao tempo de serviço prestado pelos empregados admitidos antes daquela data, em razão da adoção do regime financeiro de Repartição de Capitais de Cobertura (as contribuições arrecadadas a cada ano se destinavam a constituir o valor atual necessário à garantia dos benefícios cujo direito fosse adquirido no mesmo ano, não há constituição de reservas de benefícios a conceder, mas apenas de benefícios concedidos);  

d) com a edição da Lei 6435/77, a PREVI teve que adequar seu Estatuto e regulamentos, com a obrigatoriedade de adotar o regime financeiro de Capitalização no ajustamento do plano de complementação de aposentadoria mantido para todos os associados. Isso implicava integralização, por parte do Banco, das reservas matemáticas relativas ao tempo de serviço anterior dos funcionários pré-existentes à implantação do plano previdenciário, em abril/67;  

e) o Banco do Brasil, com a anuência da Secretaria de Previdência Complementar do então Ministério de Previdência e Assistência Social (Portaria MPAS no 2033, de 04.03.80, e Oficio no 768/GAB/SPC de 07.12.81), em vez de se valer da prerrogativa legal de amortizar esses compromissos através de contribuições especiais, diferidas em até 20 anos, ou mesmo mediante aporte de recursos, optou por adotar o regime de repartição simples para custeio dos benefícios relativos aos empregados admitidos até abri/67 e assumiu a responsabilidade de efetuar a cobertura de eventuais insuficiências financeiras resultantes dos pagamentos da complementação de aposentadoria efetuada pela PREVI, conforme regularmente divulgado em notas explicativas das Demonstrações Contábeis do Banco;  

f) portanto, as contribuições dos empregados do Banco do Brasil admitidos até abril/67 – enquanto na ativa – não constituíram reserva da PREVI. Foram utilizadas pela PREVI diretamente no custeio das complementações dos 29.149 funcionários integrantes daquele contingente, que aposentaram a partir da instituição do referido plano.   Ainda remanescem na ativa 2.498 empregados desse grupamento;

  g) as contribuições dos empregados do Banco do Brasil a partir de abril/67 constituem, por sua vez, as reservas acumuladas da PREVI, as quais se destinam a garantir o pagamento futuro dos benefícios concedidos e a conceder a esse grupamento, num total de 112.265 associados, aí incluídos aqueles já falecidos. Todos esses são tratados dentro do regime financeiro de Capitalização;  

h) a PREVI responde, ainda, pelo pagamento de 7.471 pensões instituídas por óbitos ocorridos a partir de abril/67, relativamente aos admitidos no Banco anteriormente àquela data, porquanto contribuintes, inclusive no período em que aposentados.  

2.Devido à complexidade da matéria, sobretudo em razão das modificações processadas ao longo do tempo nas normas e legislação pertinentes, permitimo-nos sugerir encontro de trabalho de técnicos deste Banco com os desse Ministério, para esclarecimentos de eventuais dúvidas remanescentes.

Alcir Augustinho Calliari

Presidente

 

Repetimos o  dito no histórico memorando, muito importante e esclarecedor para sabermos o que realmente acontecia no BB/PREVI e governo FHC naquela época nebulosa. Lendo o ofício, percebe-se que não havia mais dinheiro aprovisionado para pagar os pré-67, tinha que sair tudo do BB e do Tesouro Nacional, pois o dinheiro que estava na Previ era dos pós-67 e ainda faltava integralizar suas reservas conforme dispunha a Lei, e o prazo concedido de 20 anos expiraria em janeiro de 1998. Quase 30.000 funcionários já aposentados e na folha de pagamento do banco, custo anual de 2,5 bilhões de reais, despesas administrativas, gerando prejuízos para o BB, com mais dez mil pensões e uns 3.000 pré-67 ainda na ativa.

 LENDO O OFÍCIO APURAMOS O NÚMERO, NUNCA INFORMADO TOTALMENTE, DE FUNCIONÁRIOS QUE ESTAVAM NA FOLHA DE PAGAMENTO DO BB NO INÍCIO DE 1995: 29.149 aposentados pré-67 + 2.498 funcionários pré-67 + 112.265 funcionários pós-67 = 143.912 CENTO E QUARENTA E TRÊS MIL NOVECENTOS E DOZE FUNCIONÁRIOS NA FOPAG DO BB DE 6,5 BILHÕES/ANO. Repetimos, só esses 30.000 aposentados pelo BB recebiam U$ 2,5 bilhões/ano, oneravam mais de 1/3 da folha de pagamento do Banco do Brasil, daí, explicam-se os prejuízos. Portanto, esta foi a maior causa das demissões, demitir para roubar aposentadorias dos pós-67 e com o produto do roubo aposentar os pré-67 responsabilidade do BB e do Tesouro Nacional. As contas feitas estimavam demitir mais de 40 mil pós-67, de preferência aqueles com bastante tempo de contribuição, poupanças de aposentadoria mais “gordinhas”, em hipótese nenhuma demitir os pré-67, os demais demitir de qualquer jeito, sob qualquer motivo, para atingir a meta de demissões suficiente, dinheiro sujo bastante para quitar a dívida do BB e governo. Esta conta foi fechada no acordo BB/PREVI de 23/12/1997, após demitirem 43.000 vítimas. Enfim, este era o grande problema do BB, da PREVI e do Governo, solucionaram, maquiavélica, cruel, danosa, gravosa, dolosa e criminosamente às custas das vidas dos demitidos do BB.

 Os executivos do BB criaram, artificialmente, situação de prejuízo, leiam do falecido (2001) Jornalista Aloysio Biondi “O Brasil Privatizado” - Fundação Perseu Abramo: “A desmoralização do Banco do Brasil perante a opinião pública foi uma das “operações de manipulação” mais maquiavelicamente montadas pelo governo FHC. Em entrevista coletiva, com a presença de vários ministros, anunciou-se um prejuízo recorde para o Banco do Brasil, previsto para 6 bilhões de reais somente no primeiro semestre de 1996, e a necessidade de o governo injetar 8 bilhões de reais no banco, para que ele se enquadrasse nas normas em vigor em todo o mundo. Qual a verdade? A equipe econômica “fabricou” o prejuízo. Decidiu lançar como dinheiro perdido no balanço do BB todo e qualquer empréstimo em atraso, mesmo que este atraso fosse de apenas um dia. Qual a manobra? Pelas regras do Banco Central do Brasil (BC), somente devem ser considerados “créditos de liquidação duvidosa” os empréstimos já vencidos e não pagos há mais de dois meses. A equipe, repita-se, lançou como prejuízos empréstimos com até um dia de atraso. Não se contentou com isso. Meses mais tarde, resolveu lançar como prejuízo, falsificando novamente os balanços do Banco do Brasil, até mesmo os créditos ainda não vencidos, isto é, obviamente sem atraso – mas que podiam ser considerados (pela equipe econômica) de “má qualidade”, isto é, que “talvez, quem sabe, não venham a ser pagos”. Além disso, mesmo com os prejuízos “inventados”, o Banco do Brasil poderia apresentar lucros naqueles balanços. Como assim? Naquele mesmo momento da operação “destruição do BB”, o governo federal devia nada menos de 7,2 bilhões de reais ao banco, relativos a apenas duas operações (isto é, sem relembrar outras): 5,5 bilhões de títulos da dívida externa que o BB havia sido obrigado a comprar, já vencidos, e 1,7 bilhão de reais em títulos federais, utilizados por grupos privados para “comprar” a Acesita, siderúrgica que “pertencia ao BB” e deveria ter recebido o dinheiro ou os papéis, no entanto, ficaram para o governo”.

Em 14/07/95 a Folha de SP publicava, de Jânio de Freitas, “Diagnóstico Preciso” acerca de estudo sigiloso do CONSELHO FISCAL DO BANCO DO BRASIL, sobre a crise financeira da instituição, que havia chegado às mãos da imprensa. Neste estudo advertiram que as demissões não seriam capazes de produzir a reversão do cenário deficitário que se agravara nos últimos meses, e que elas acabariam atingindo o segmento menos responsável pela desordem a que se havia submetido o Banco nos últimos dez anos, o estudo culpava o Tesouro Nacional pela situação.

 O diagnóstico foi preciso, exceto que os membros do Conselho Fiscal não sabiam da experiência de demitir e roubar exitosa e lucrativa das demissões do BB no início dos anos 90, da necessidade de demitir para quitar a dívida trabalhista e previdenciária, toda a “engenharia financeira” já planejada e a descoberta” pioneira no mundo, demitir para roubar e lucrar, DEMISSÕES ABUSIVAS E LUCRATIVAS, situação inédita, inconcebível para as pessoas comuns, quase inacreditável para o Jânio de Freitas e Conselheiros do BB, quando os crimes compensam, e muito. Mais tarde, 1996, o Presidente Ximenes confessou: “Foi criada uma indústria da inadimplência no Brasil. A maior parte da dívida está concentrada na mão de meia dúzia de grandes proprietários” Mas, P. C. Ximenes continuou demitindo aos milhares os inocentes que emprestavam e cobravam e recebiam os médios, pequenos e micro empresários e agricultores.

 Portanto, todo mundo sabia que os funcionários não eram responsáveis pela situação financeira difícil do BB, muito pelo contrário, seu trabalho dedicado e quase escravo mantinha o banco ainda enxuto. Os calotes rurais, dívidas dos fazendeiros, usineiros e outros caloteiros e apaniguados políticos, os planos econômicos mirabolantes e prejudiciais, as incompetentes administrações do BB e da economia do País e finalmente, O CALOTE DA UNIÃO, DO GOVERNO FHC, esses foram os responsáveis pela situação pré-falimentar do BB. Mas, quebrar como se o acionista majoritário é a União? O que ninguém sabia era que o governo FHC pretendia ajudar banqueiros corruptos e fraudadores, alguns que colaboraram na sua campanha eleitoreira, como o dono do Banco Nacional, sogro do filho, FHC, pretendia sanear e resolver os problemas dos amigos e parentes tudo através do PROER, onde jogaram 30 bilhões de reais do dinheiro público, por isso, sonegaram o dinheiro devido ao BB,  ao banco queriam privatizar e talvez receber algum por facilitarem a venda.

Respeitamos a Deus por causa daquilo que ele esconde de nós; e respeitamos as autoridades por causa daquilo que elas nos explicam. (Provérbios 25.2)

28/4/09

Demissões maquiavélicas, desumanas, dolosas, criminosas II

  

HISTÓRIA DE TERROR, PÂNICO, ROUBO, VIOLÊNCIA, MORTES, CRIMES

  FHC e seus prepostos pediram as cabeças dos funcionários do BB: O príncipe das trevas e seus morcegos queriam sangue. Em 30/06/1995, o presidente do BB, Paulo César Ximenes, de forma unilateral e sem negociação com os sindicatos, anunciou o PDV através da rede Globo de Televisão. Na greve da Petrobrás, o social-democrata FHC já demonstrara todo seu autoritarismo e nepotismo: Não permitirei manifestações contra as reformas, demissão sumária será a punição“. A imprensa estarrecida criticou a atitude e postura inconstitucional do Presidente (Folha de São Paulo, 26/03/1995). O sociólogo FHC também disse: “É claro que é preciso reduzir o tamanho do funcionalismo do BB, senão o Banco entra no vermelho e quem paga é o povo. E o que precisa ser feito será feito” (13/07/1995) FHC julgou e sentenciou: “Sem reestruturação o BB vai à falência”.

 Paulo César Ximenes, que participou da confecção dos fracassados plano Verão e Collor, pífio presidente do BC, apaniguado de FHC, falava de um certo movimento (?) que estaria se processando na sociedade brasileira, dizia para quem conseguisse entender: “trazendo à discussão temas que envolvem o dia-a-dia de todos, não apenas pelos aspectos sócio-econômicos, mas, também, pelo questionamento de conceitos que estiveram sempre profundamente ligados à mentalidade de todo um país (Folha de São Paulo 5/7/1995). Que diabo é isso? O povo estava discutindo isso? Dia-a-dia de todos, mentalidade de todo país?

Para confundir, ou esclarecer ainda mais, o PC disse: “Ao contrário de incentivar suas atividades como um banco estatal, a ordem é tornar sua estrutura o mais ágil e competitiva possível, procurando mantê-lo útil à população, mas ao mesmo tempo exigindo sua postura empresarial bem como seus produtos e serviços estejam no mesmo nível dos concorrentes privados”. Esclareceu! Não era o povo que estava discutindo o BB, era a turma de FHC! Lá fora não queriam mais um banco social, queriam ou pediram prá eles “quererem” um banco comercial igualzinho aos bancos privados. P.C Ximenes finalmente foi claro, também em relação ao governo FHC, o que o funcionalismo do BB e o povo poderiam esperar do BB: “O lucro deve estar acima de tudo para que possamos sobreviver e a maior função social do Banco do Brasil é dar lucro” (Revista Conjuntura Econômica, Especial Bancos, junho/1995. 

Depois, quis dizer que “interpretava” a voz do povo: “Indiferente a esses setores (inconformados com as reformas) um novo país vai se delineando não pela vontade de uns ou de outros, mas pela exigência da grande maioria dos brasileiros”. (Folha de São Paulo, 5/7/1995).

Ninguém nunca soube qual a conexão do P. C. com o povo, de qual “grande maioria dos brasileiros” ele recebeu essas “exigências”. Muito mais tarde, quando já estava imerso no lamaçal do caso Encol, aliás, Encol que contribuíra generosamente, em 1994, ao caixa da campanha de FHC, ele vomitou qual era sua missão e intenção na presidência do BB: “Ximenes defende a privatização do BB e da Petrobrás” (Tribuna da Imprensa, julho de 1997).

 Um “desavisado” presidente do BB, Casseb Lima, indicado do governo Lula, ofereceu esta pérola aos porcos: “Ximenes salvou o BB, deveriam erigir uma estátua para ele”.

 João Batista Camargo, aposentado pelo BB, foi recrutado a executar as demissões e com imensa satisfação e alegria saiu das trevas e foi cumprir sua missão: Com extrema frieza, disse: “Vim aqui para fazer um trabalho. E ele está sendo feito”.

O conceito de “voluntário” foi apresentado pelo BB: “como um exercício de cidadania”; “a possibilidade de escolha, como uma chance ao funcionário de viabilizar antigos sonhos e mudar seu futuro profissional”; ” o PDV é um programa com muita ética e dentro dos padrões de relações trabalhistas avançados”.

Enquanto essas mentiras eram apresentadas, o diretor de recursos humanos JBC afirmava na imprensa: UMA VEZ NÃO ALCANÇADO O OBJETIVO DO PROGRAMA, VAMOS FAZER O AJUSTE DE OUTRA FORMA, E PARA OS FUNCIONÁRIOS DEMITIDOS POR INICIATIVA DO BANCO NÃO HAVERÁ OS BENEFÍCIOS PREVISTOS NO PROGRAMA (Folha de São Paulo, 30/06/1995).

Na Veja de 05/07/1995 João Batista de Camargo disse: “Quem envelheceu sem atingir uma função gratificada ou não se preocupou em fazer carreira vai querer sair porque é vantagem”. Não mencionou os apadrinhamentos, clientelismo e influências políticas nas promoções do BB. Não lembrou da origem pobre de 30% do funcionalismo do banco, é claro que esses foram as maiores vítimas do PDV, pobres, arrimos de família, sem apadrinhamento, clientelismo ou influências políticas para salvá-los, foram demitidos.

 O GAREF, pela implementação simultânea do DRH030 (redução de 30% no quadro) e o PDV, afirmou: “enquanto se tratava apenas de um programa de demissões voluntárias, era problema de cada um. Só que com os cortes, o programa tende a virar uma carnificina” (Boletim Garef n.º205, 03/07/95), mas o desumano diretor de recursos humanos JBC respondeu: “Se visa fundamentalmente a ética nas relações de trabalho”.

 Já mostrando garras, Camargo expôs toda a pretensa “voluntariedade” do PDV: “Todo funcionário deve saber que pode ser mandado embora ou que pode sair por conta própria“. Alertado sobre o clima de terror e pânico, saiu-se com esta: “O clima de pânico é natural quando se rompe uma tradição secular” (Correio Braziliense, 11/07/1995).

O plano de demissões abusivas foi denunciado na Procuradoria Geral do Trabalho, mas, as mentiras e habilidade do diretor de recursos humanos do BB “convenceram” a PGT: “faz-se necessária a demissão de pelo menos 15.000 funcionários para preservar o emprego de 92.000″. Claro que o Camargo não disse que precisavam demitir muito mais, “pelo menos” 43.000 funcionários teriam que ser demitidos e roubados nas suas aposentadorias para preservar a sua própria aposentadoria e a de 30.000 aposentados pelo BB. Também não disse que, se o BB e o Tesouro Nacional cumprissem seu compromisso com os pré-67 aposentados, mais, se o próprio Tesouro Nacional caloteiro pagasse suas dívidas para com o BB, ninguém seria demitido. Mas, qualquer merda que JBC dissesse seria acatada pela procuradoria geral do trabalho, pois um procurador que aceita esta argumentação, “demitir 15.000 para salvar 92.000″, este suposto servidor público não sabe qual o seu papel, proteger o direito dos trabalhadores, fossem 15 mil, cem ou um. Este procurador estava só protegendo seu cargo, seu emprego, sua atitude foi servil ao governo FHC, para não dizer coisa pior

O engenheiro, economista, bancário e escritor, hoje Diretor da PREVI Francisco F. Alexandre, no seu livro “Reestruturação e o fim da segurança no emprego no Banco do Brasil”, na página 60, definiu a atuação de governo e instituições que deveriam proteger os direitos dos trabalhadores cidadãos: “MAS COMO TODOS OS PROCESSOS ENVOLVENDO INTERESSES COLETIVOS E O GOVERNO FHC NESSES OITO ANOS, TIVERAM OS TRIBUNAIS VIGILANTES E ATENTOS PARA SE FAZER CUMPRIR A VONTADE DO EXECUTIVO E NO DIA SEGUINTE A LIMINAR CAÍA”. Na conclusão, última frase do seu livro: Na empresa Banco do Brasil, que pertence ao governo, o método utilizado na realização do ajuste foi o mais truculento possível, onde o ser humano foi colocado em segundo plano, os administradores da empresa - governo e prepostos - pouco fizeram para impedir que muitas vidas tivessem fim trágico e muitos trabalhadores foram colocados para fora do emprego.

Na Veja de outubro de 1996, JB Camargo comemorou: “Quebramos o paradigma da estabilidade, A cultura sempre foi entrar no banco e casar com ele”. Para empregar a mesma metáfora com sua aposentadoria pelo BB e seu novo salário, pode-se dizer que Camargo se casou duas vezes. Durante a implementação do plano, Camargo tinha segurança 24 horas por dia, mudou de endereço e trocou de telefone, mandou a mulher, professora, passar férias em São Paulo, tudo porque sabia os crimes que praticava, temia a reação dos inocentes. Podemos dizer mais, suas condutas foram psicopáticas, fez seu trabalho sujo com satisfação e voltou às trevas e sombras.

 Necessário e esclarecedor repetir, a quadrilha que FHC nomeou como diretoria do BB foi julgada e condenada à prisão: “O caixa tucano foi condenado, você sabia?” - Os sete condenados formavam a diretoria colegiada do Banco do Brasil entre 1995 e 1998, com Ximenes no comando da instituição. Período que coincide com o primeiro mandato de FHC. Eles foram condenados em primeira instância por nove atos que caracterizam crimes de gestão temerária e de desvio de crédito ao emprestar dinheiro para a construtora Encol, que faliu em seguida e prejudicou milhares de mutuários. Os acusados foram considerados responsáveis, entre outros crimes, por aceitar certificados de dívida emitidos ilegalmente pela construtora e por prorrogar sistematicamente operações vencidas e não pagas. Estão na lista de condenados, além do ex-presidente do BB Paulo Cesar Ximenes, os ex-diretores Edson Soares Ferreira, João Batista de Camargo, Ricardo Sérgio de Oliveira (tesoureiro de campanha de FHC), Hugo Dantas Pereira, Ricardo Alves da Conceição e Carlos Gilberto Caetano. Portanto, foram esses os mentores e executores das demissões, consideramos morcegos de FHC.

Racionais, usurpadores, inescrupulosos, calculistas, frios, sem sentimentos, para o sucesso das demissões, foi necessário especialistas: Contas feitas, número de demissões definidas (40.000), execração política (marajás, etc.), prejuízos forjados, programa de redução de cargos (DRH030), funções, agências e CESECs em implementação, os executivos do BB e a equipe econômica de FHC, contrataram, sem licitação a DB&M, por U$2 MILHÕES, denúncia feita ao TCU, porém, este concordou! A denúncia foi feita em 03/07/1995, mas a empresa de notório saber em demissões já estava há muito tempo “orientando” aos mentores e executores das demissões. Doutores, psicólogos, especialistas em reuniões ultra-secretas, sigilosas, impublicáveis, confabularam para PLANEJAR A ESTRATÉGIA PSICOLÓGICA, JURÍDICA, MIDIÁTICA, AS MENTIRAS, GOLPES, ILUSÕES, COAÇÕES, INJUNÇÕES, AMEAÇAS, PÂNICO, TERRORISMO E TORTURA PSICOLÓGICA necessários para desmoralizar, coagir, forçar as adesões ao plano de demissões sinistro que montavam sem dizer para ninguém, sem PUBLICIDADE.

Do Livro “Metáforas do Brasil ” - Dra. Léa Carvalho Rodrigues -, entrevistas com executivos do Banco do Brasil que participaram da arquitetura social do PDV: “Nós desenvolvemos o trabalho no maior sigilo, naquela outra sala de reunião. Aonde você ia tinha gente. Foi tudo fechado ali. Então, quer dizer, a coisa, ela só chegava à comunicação na hora certa e era com pouca, pouquíssima antecedência do fato, do dia de acontecer as coisas. Então, quer dizer, não dava para você conversar com antecedência, né? A orientação, ela chegou assim nas vésperas ao gerente, foi tudo com hora marcada, tudo. Porque não podia vazar, a gente sabia que se vazasse a gente não faria porque a sociedade, principalmente a parte de políticos é… podia impedir… ia ter tempo para impedir… Você tem aí verdadeiras batalhas, sindicatos, gente da procuradoria e mostrava a realidade do banco, mostrava os números do banco. Então foi feito um trabalho, um plano de comunicação muito bem trabalhado, e aí entrou uma atuação forte da consultoria, da DBM,… que prepara isso e todo mundo, todas as representações da sociedade foram comunicadas, quase que tipo um mutirão. Então, porque a gente previa isso, as reações que viriam… Teve casos, por exemplo, a gente tava trabalhando às vésperas de concluir o processo, lá no Sede III, e nós tivemos que evacuar o prédio porque tinha ameaça de bomba. Lá no Rio também teve que fechar o prédio por conta disso. E aí, como a gente já tinha se preparado, já sabia o que ia acontecer, tudo, o nosso jurídico estava ali “full time”, um grupo de advogados e todo mundo… para atuar. Foi muito interessante como experiência do projeto, apesar de doloroso, todos nós somos do banco, mas, realmente não aconteceu nada diferente do que estava previsto. Conseguimos dessa vez prever tudo”.

Impressão nossa ou os executivos do BB enalteceram sua eficiência e eficácia no PDV? Impressão nossa ou comemoraram a efetividade das ações criminosas? Impressão nossa ou vangloriaram-se, jactaram-se das ações, “tudo previsto, tudo sob controle”? Impressão nossa ou derramaram lágrimas de crocodilo “todos nós somos do banco” para não parecerem insensíveis, sem sentimentos? Impressão nossa ou acabamos de ler uma confissão, assunção de responsabilidade por todas mortes e consequências das demissões abusivas e criminosas do banco do brasil?

O PDV FOI PROJETADO SOB O SIGNO DA MORTE, morte da solidariedade, da empresa, esperança, sobrevivência e morte literal: O primeiro ponto da direção do banco era quebrar toda e qualquer solidariedade no corpo funcional. O segundo ponto era mostrar que a empresa era inviável. O terceiro ponto era que o funcionário não tinha qualquer perspectiva de vida no BB. O quarto ponto era de que o funcionário só tinha uma única chance de sobreviver, seria individualmente e não mais num trabalho participativo como deveria ser numa empresa. O quinto ponto, levar o funcionalismo ao fundo do poço.

“MONTANHA RUSSA DA TRANSIÇÃO“: No contexto do PDV, a empresa de consultoria contratada utilizou-se de uma abordagem psicológica baseada no pânico, terror, depressão e morte, o método objetivava submeter os funcionários a bruscas oscilações emocionais. Da situação de normalidade oscilariam para inquietação, temor e ansiedade oriundos dos boatos, depois o choque pelo anúncio do programa, daí raiva, tristeza e depressão. Neste ponto, os psicólogos disseram “que aquilo ali era um suicídio”. Alguns funcionários nem chegaram ali, mataram-se ou foram mortos antes.

 Em 10/02/95 funcionário do BB alvejou-se com um tiro na cabeça: Preocupado com a onda de transferências e demissões que anunciavam iniciar-se-iam no BB, o funcionário do CESEC Praça do Carmo - Fortaleza (CE), suicidou-se nas dependências do banco. Com um revólver calibre 38, José Carlos Gondim Sampaio alvejou-se na cabeça. Era casado, tinha uma filha e atuava no meio sindical. O fato, amplamente divulgado na imprensa local, comoveu fortemente a comunidade bancária e o funcionalismo do BB em particular, dado o ambiente de tensão que tomava conta da empresa. Ele deixou um bilhete onde citava os responsáveis pelo seu gesto.

Em 24/03/1995 outro funcionário do BB suicidou-se no CESEC Andaraí - RJ: Em um dos bilhetes encontrados o funcionário afirmava: “Foi a morte a solução encontrada para meus problemas financeiros”.

 Em 28/04/1995 o Jornal Correio Braziliense fez uma extensa reportagem sob o título “Dívidas levam bancários ao suicídio”, onde os casos foram expostos de forma minuciosa, inclusive com divulgação do conteúdo dos bilhetes deixados. Nessa reportagem manifestaram-se ainda a presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e membros da CNB, dando números sobre o endividamento do funcionalismo e denunciando a pressão exercida pela alta administração do banco na cobrança das dívidas e de que estariam de fato ocorrendo demissões ex-officio sem a instauração de processo disciplinar e com recusa a negociações.

Importante observar, toda esta tragédia, dívidas, lista de elegíveis, coação, ameaças, demissões, AVC e infartos, mortes e suicídios, aconteceu por causa da fraude no Decreto 81240/78, PORTA ARROMBADA PARA AS DEMISSÕES, porque o decreto original, sem a fraude, previa a saída do plano (PREVI), sem demissão do emprego (BB), e receberia o participante 50% das contribuições vertidas pela empresa (BB), portanto, os endividados poderiam ter se valido deste direito violado e ninguém teria sido coagido à demissão ou induzido ao suicídio, aterrorizado e torturado à morte.

Em abril de 1995 ocorreram mais três casos de suicídios, no mês de maio mais dois, em junho mais um, totalizando oito casos desde o início do daquele ano: Em vista dos acontecimentos foi apresentada denúncia em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e o Banco do Brasil foi acusado de responsabilidade na ocorrência dos suicídios. Citavam-se, mormente , as pressões sobre os endividados por meio de cartas de ameaça de demissão se as dívidas não fossem pagas em 60 dias!

O representante do banco na audiência, Sebastião Fajardo, chefe do departamento que conduzia processos administrativos dos funcionários, cínica e hipocritamente afirmou a inexistência de ameaças de demissão e contestou os números relativos aos suicídios: disse que foram 6 suicídios e 4 tentativas, mas os funcionários afirmavam serem 10 suicídios e 8 tentativas, tudo por causa do endividamento.

Da mesma forma, tratando a questão em termos numéricos, sem nenhum sentimento, o diretor de recursos humanos João Batista Camargo afirmaria que “os números estavam dentro da média considerada normal para essas ocorrências: 10 casos anuais para um universo de 100.000 empregados” (O Globo 22/06/1995).

OS PSICOPATAS CALCULISTAS, FRIOS E SEUS NÚMEROS SEM SENTIMENTOS NÃO CONSEGUIAM ENTENDER QUE SOMENTE UM SUICÍDIO MOTIVADO PELO PDV SERIA RAZÃO HUMANA SUFICIENTE PARA PARAR O PROCESSO. PORÉM, SABEMOS O QUE MOVIA E NÃO PERMITIA DEMOVER O BB, PREVI E GOVERNO FHC DAS DEMISSÕES, ERA O MISERÁVEL DINHEIRO QUE PRECISAVAM ROUBAR DOS DEMITIDOS PARA “SALVAR” O BANCO DO BRASIL E O TESOURO NACIONAL, QUITAÇÃO DE DIVIDA NEFASTA EM TROCA DAS VIDAS DE PESSOAS E FAMÍLIAS, LUCRARAM COM A MORTE DE INOCENTES.

  Em 29/06/1995, uma quinta-feira, Ulisses cometeu suicídio, não deixou bilhete que explicasse seus motivos. O bancário tinha 29 anos, há 10 trabalhava no CESEC Praça do Carmo - Fortaleza (CE), onde era presidente da CIPA. Na quarta-feira Ulisses trabalhara das 7:00 até às 18:30, colegas disseram que ele reclamava muito do excesso de trabalho e de toda a situação do funcionalismo, especialmente do endividamento de seus colegas. Costumava falar que havia dedicado sua vida ao banco sem receber nada em troca.

Em 12/07/1995, Salvador (BA), um infarto seguido de morte de funcionário elegível, com 16 anos de banco e 46 de idade, impediu o funcionamento da agência naquele dia (Metáforas do Brasil).

 Em 16/07/1995 uma funcionária enforcou-se em Curitiba (PR), a agência cessou as atividades enquanto os funcionários protestavam a sua porta.

 Um funcionário ameaçava explodir uma granada em suas mãos caso fosse obrigado a assinar a demissão, enquanto outro, no interior do Ceará, agrediu o gerente. (Metáforas do Brasil).

Em 23/07/1995 Herbert de Souza - o Betinho - declarou que “a reestruturação do BB parecia um assalto ou intervenção”. Betinho conhecia os funcionários do BB, tivera sempre a colaboração e grande participação deles na sua Ação da Cidadania Contra a Miséria, mas, não tinha nem teria mais a participação desses colaboradores. Jânio de Freitas comentou: “Nem na ditadura”.

Em 30/07/1995, um artigo do Jornalista Clóvis Rossi - “ENXUGAR E MATAR” - disse o que acontecia no BB, descrevia que a tensão funcional que vinha se acumulando desde 1994 criara uma situação de extrema anormalidade. Relatava o articulista vários casos de suicídio ocorridos desde então, situações que classificou como “extrema dramaticidade” e colocou em questão a política de recursos humanos da empresa, concluindo: “Enxugar quadros é sempre doloroso, mas às vezes necessário. LEVAR PARTE DELES AO SUICÍDIO É IMPERDOÁVEL”. (Metáforas do Brasil)

 ”Em 24/06/1996 Maurício começou a trabalhar na Agência Campos Elíseos - SP - encarregado de implementar o setor de recuperação de crédito (RECRE). Declarava-se satisfeito e empenhado com a nova missão, contou um colega. Veio, porém, o fim do expediente da última quinta. Hora de ir embora, de afrouxar a gravata, sete e meia da noite. Todos se vão, Maurício diz “tchau” e em vez de seguir para o happy hour vai para o 2º andar. Entra no banheiro e amarra no registro da água, na parede no alto a ponta da gravata, uma dessas que há muitos anos abraçava-lhe o colarinho de funcionário dedicado e apaixonado pelo BB. Como que em mais um de seus gestos severos, calculados, certifica-se apenas que o nó está bem apertado. O chão o banco já havia se encarregado de roubar-lhe dos pés. Pela descrição de um colega, os “homens da Superintendência chegaram em bando na manhã de sexta-feira, praticamente proibindo as pessoas a falarem sobre o episódio”. Não se sabe se Maurício deixou bilhete para explicar o inexplicável. Sabe-se apenas que deixou uma mulher, uma criança de 4 anos, outra de 8 anos e uma terceira de 14, completados na sexta. Agora senhores idiotas da objetividade são 22 os que cometeram suicídio. Menos um funcionário na contabilidade macabra do Sr. Paulo César Ximenes. Muito obrigado”.

O pronunciamento acima foi feito pelo Deputado Federal José Pimentel no pequeno expediente da Câmara dos Deputados, 03/07/1996. Será que o Pimentel, atual Ministro da Previdência, ainda lembra do Maurício e dos Demitidos do BB, ou não?

 Maurício deixou um bilhete, dizia: “Não agüento mais trabalhar no Banco. É muita pressão. Sempre procurei fazer as coisas mais certas possíveis mas o Banco mudou muito e sinto-me desamparado. Não existe qualquer falcatrua e nunca roubei nada do Banco. Apenas o fardo está muito pesado para mim. No ano passado fiz tratamento com psiquiatra e não melhorei. Espero que a minha família entenda que eu escolhi esta atitude e me perdoe. Estou doente. Não sei viver assim. Perdão”. (Livro “Liberdade é escravidão”, Dra. Marinina Gruska Benevides.

Paulo Henrique Dias Carneiro, 17 anos de banco, 42 anos de idade, filhos, foi demitido sem justa causa, de forma arbitrária e abusiva em Fortaleza (CE), através do PAQ (1996). A partir daí sua vida financeira e familiar virou de pernas para o ar. Funcionários do SEEB-CE disseram que o sindicato comprava seus serviços para ajudá-lo na crise financeira. O Paulo Henrique não agüentou ver sua vida destruída, suicidou-se no final de outubro de 1999.

 SABEMOS, FORAM 28 SUICÍDIOS REGISTRADOS, VÁRIOS AVC, INFARTOS COM MORTE E ALEIJADOS, FÍSICA E MENTALMENTE. OCORRERAM INÚMERAS MORTES DEPOIS DAS DEMISSÕES, NÃO REGISTRADAS PELA MÍDIA, SOMENTE PELO SOFRIMENTO DE PARENTES E AMIGOS, PORQUANTO DE DEMITIDOS, EXCLUÍDOS DO BB, DA PREVI, DA NAÇÃO, VIDAS DESTRUÍDAS POR CAUSA DA COAÇÃO, TERROR, PÂNICO, TORTURA PSICOLÓGICA EMPREGADOS DOENTIA E CRUELMENTE PARA ATINGIREM AS METAS DE DEMISSÃO DO BB.

 

Tortura psicológica prejudica tanto quanto tortura física, diz estudo: A manipulação psicológica, a humilhação, a privação sensorial e as posturas forçadas causam tanto dano, estresse e angústias como a tortura física, segundo um estudo publicado hoje pela revista “Archives of General Psychiatry”.

 

 

 

 Doenças psiquiátricas, como esquizofrenia, depressão, pânico e transtorno bipolar, podem ser desencadeadas por demissões, morte de pessoas queridas e outros eventos estressantes. A perda de poder aquisitivo pode se associar à baixa estima, humilhações e outros sentimentos, gerando nos indivíduos distúrbios mentais. Tais problemas são sintomas de pedidos de socorro. “As pessoas não conseguem resolver seus problemas e acabam adoecendo, tendo dificuldades de trabalhar sua afetividade. É preciso medidas urgentes para resgatar as condições de sobrevivência e de trabalho dos servidores”. Desde 1995, dezenas de funcionários públicos e de estatais se suicidaram – um índice alto, considerando que no Brasil o suicídio não aparece com destaque nas estatísticas de óbitos por causas externas. O motivo: desespero, angústia e medo de perder o que lhes foi garantido por lei. Apesar de não ter estatísticas, se acredita que o número de suicídios pode ser muito maior e tende a crescer, bem como os casos de sofrimentos psíquicos. São milhares de servidores com problemas de saúde física e mental, que refletem na vida pessoal. Há muitos casos de desagregação familiar, casamentos desfeitos, filhos com problemas. É uma situação complicada. O serviço público e estatais virou um campo de concentração. Sensação de inutilidade. De vez instalado, o adoecimento mental provoca marcas profundas. Estar num ambiente que lhe menospreza, num local de trabalho adoecido, faz as pessoas colocarem na superfície todos os seus problemas e fragilidades.

Baixa auto-estima pode reduzir expectativa de vida, diz estudo: Pessoas com baixa auto-estima têm mais chances de ter problemas de saúde, segundo um estudo do Centro Internacional para Saúde e Sociedade, de Londres. Michael Marmot, autor da pesquisa, publicada no British Medical Journal, afirma que a falta de auto-estima pode até encurtar a vida de uma pessoa. O estudo foi feito a partir da análise da relação entre a saúde mental dos pacientes e enfermidades. O médico descobriu indícios de que baixa auto-estima pode influenciar o comportamento dos indivíduos. Entre as conseqüências estão probabilidades menores de se querer fazer exercícios ou mudar de dieta alimentar, o que pode aumentar os riscos de obesidade e de problemas cardiovasculares. O pesquisador destacou diversos estudos que indicam a relação entre baixa auto-estima e depressão. Outras pesquisas mostram que pessoas deprimidas ficam com os sistemas imunológicos abatidos, o que pode aumentar a probabilidade de ataques cardíacos ou de morrer cedo.

Perder emprego é mais traumático do que viuvez: Perder o emprego é mais traumático do que ficar viúvo ou divorciado, segundo um estudo divulgado na Alemanha. Voluntários alemães com idades entre 18 e 60 responderam a questionários no começo do estudo e depois, regularmente, durante duas décadas, que pediam que eles dessem uma medida para a sua própria felicidade. Os pesquisadores constataram que apenas a perda de um emprego causou uma redução mais duradoura do estado de espírito dos entrevistados, cinco anos depois da ocorrência. O desemprego deprime mais os homens do que as mulheres, mas em outras ocorrências, de maneira geral, a reação entre os sexos é muito semelhante. No caso de outros eventos traumáticos, tais como viuvez e divórcio, o estado de espírito foi abalado, mas depois houve uma recuperação.

DEPRESSÃO E DOENÇAS ORIUNDAS ESTÃO  DESCRITAS NA MAIORIA DAS HISTÓRIAS E DEPOIMENTOS DOS DEMITIDOS DO BB:

 LEANDRO: Saí do BB indignado, humilhado e desorientado. Com ódio, raiva, mágoa de colegas da agência do BB, da PREVI, ANABB, CASSI, etc. tudo que levasse a marca BB. Queria me vingar do BB. Sofri depressão e todos os males do desemprego. Durante anos não entrei na agência do BB onde trabalhava, a duas quadras da minha casa. Temia minhas próprias reações. LEANDRO SCHMAEDEKE - Matrícula BB: 6.173.860-6

ALEXANDRE: A Mãe disse: Meu filho Alexandre faleceu em abril 2007. Depois que saiu do banco nunca mais se recuperou. Depressão, alcoolismo, problemas cardíacos e depois câncer. Morreu no IJF, problema cardíaco e câncer. Eu nunca me conformei, não quero ouvir falar de Banco do Brasil, o senhor está falando de direitos dele, por favor, fale com a esposa e dois filhos dele, vou informar nome e telefone da viúva. ALEXANDRE DE PAULA BRAQUEHAIS Matr. BB 0.439.706-1

IVAN: No final de 1993 tomei uma das piores decisões da minha vida: aceitei o convite para trabalhar como assessor (ou seria assestador?) no falecido DEASP/PRODI, a sigla que inspirava certo terror no Banco, juntamente com a INGER (depois AUDIT). Estive no “olho do furacão” do PDV, testemunhei um sem-número de injustiças como membro de um certo “comitê de ética” em reuniões em que muitas vezes ouvi risadas e piadinhas de humor negro, quando relatava inquéritos administrativos; tive de processar milhares de demissões “por acordo” - e muitas sem acordo nenhum, com base unicamente na antipatia de gerentes e superintendentes por esse ou aquele empregado. Talvez por isso minha depressão crônica e meu nível de estresse chegaram ao que os ingleses chamam de ‘breakdown’, o que me levou a buscar tratamento psiquiátrico/psicólogico, com uso contínuo de antidepressivos e ansiolíticos (que chamo de “lobotomia química”) e até algumas tentativas de suicídio, que quase me levaram à internação. No período de setembro de 1997 e o início de 2000, estive muitas vezes afastado em licença-saúde. Chegou-se a cogitar de minha aposentadoria por invalidez, mas o INSS não concordou, dizendo que, se me aposentassem com aquele CID, teria de aposentar milhões de segurados. Que raio de país é esse, afinal? IVAN MANGEON WERNECK - Matr. BB 4.492.320-1

 HUGO - Dona Amélia: É com muita tristeza e angústia que volto a relembrar o passado, onde meu ex-esposo foi obrigado a aderir ao tal famigerado PDV/95. Hugo nunca foi mais o mesmo homem, vivia cabisbaixo e não saía mais de casa curtindo sua angústia, contudo, essa angustia não durou nem 01 (um) ano, pois o mesmo veio a falecer, 26.06.96, parada cárdio-respiratória e Neoplasia estomacal. Entretanto, essa Neoplasia era um tumor que tinha virado câncer havia mais de 02 anos, quando ainda funcionário do BB. HUGO GOMES DOS SANTOS - Matrícula BB 4.275.430-5

LUIZ AUGUSTO: Pessoas desqualificadas e sem honra, de início me prejudicaram, me fizeram sentir o mais miserável dos homens, me humilharam (Imaginem chegar em casa, 18:00 h. de uma sexta-feira e dizer a todos: fui demitido!), mas também me proporcionaram a descoberta de uma outra pessoa. O lutador incansável que me obrigou a trabalhar de 2ª a 2ª, sem descanso e mesmo assim me permitiu achar tempo para polir meus conhecimentos, curtir meu único neto, passar a apreciar os prazeres do vôo em ultraleves, virar um aventureiro em trilhas de barro como jipeiro, parar de beber e de fumar e, finalmente - mais importante que tudo - perdoar a todos e me reconciliar LUIZ AUGUSTO PESCE DE ARRUDA - MATR.BB 6.400.230-X

OTHON:Ora, como o banco não iria pagar transporte de mudança e as agencias não estavam querendo funcionários com mais tempo no Banco para não onerar e refletir negativamente nos balanços e como não queria ver desfeito o meu querido lar e como faltava pouco tempo para completar 30 anos de contribuição junto ao INSS, após fazer as contas, resolvi aderir ao PAQ em 31 de outubro de 1996. Quando faltava somente dez meses para requerer a aposentadoria, a Lei da previdência social foi aprovada em dezembro de 1998, e somente com a ajuda de parentes foi que em 2003 consegui me aposentar. Neste período, tive que vender todos os bens materiais que havia conseguido até aquela data e graças a Deus, estou vivendo. Observo que ao escrever este relato, vieram lágrimas nos olhos e acredito que por este motivo é que eu ainda não havia feito. Passei o resto da tarde lembrando daqueles dias de 96 e acredito que muitos colegas não fizeram ainda seus depoimentos por naturalmente rejeitarem tais lembranças. OTHON FIGUEIREDO FREITAS - Matr.BB 7.993.750-0

 LUANA:PDV 1995, esse turbilhão avassalador que entrou na minha vida e quase acabou com ela. Resolvi montar uma empresa que sobreviveu por um ano, não esperei pelo prejuizo, resolvi fechá-la. Foi então que começou o meu calvário. No banco me deixaram bem claro que já não era mais bem-vinda, meus supostos amigos do banco, agiam como se eu tivesse uma doença contagiosa. Vejam bem, esses eram o meu rol de “amigos”, passávamos Natal e Ano Novo juntos e todas outras comemorações como aniversários, casamentos, finais de semanas,…”família BB”… foi um choque!!! Nem preciso dizer que entrei numa depressão profunda. “LUANA C. FURTADO” Matrícula BB 7.015.073-4

 EVANDRO:A partir daí, começou meu calvário. Nada mais deu certo. Fui parar várias vezes nas barras da justiça por dívidas (até fiquei amigo do oficial de justiça, face tantas visitas que o mesmo me fez). Nunca mais consegui trabalhar com carteira assinada. Tudo que montei deu errado (somos bancários por essência). E hoje? Sobrevivo de pequenos bicos, vendas de roupas porta-a-porta (sacoleiro) e do pequeno salário de minha esposa (R$ 693,00). Quando falei com minha esposa do projeto do deputado Daniel Almeida, a mesma me disse com lágrimas nos olhos: “Eu sempre te vi funcionário do Banco, sempre visualizei você saindo de casa com aquela camisa branca indo trabalhar, nunca perdi as esperanças. EVANDRO LUIZ DE ALMEIDA DA SILVA MATR. BB 3.115.990-7

 GETÚLIO:Em 1996, fui forçado a aderir ao famigerado “PDV”, após 2 (dois) anos de intensa perseguição funcional, familiar, terrorismo e humilhação por parte dos “administradores” do Banco, fato esse que acredito ter contribuído muito para agravar os problemas de saúde de minha esposa, fato que relatarei a seguir. Observação: O “administrador” que me indicou ao “PDV”, pouco tempo depois, foi DEMITIDO do Banco do Brasil por irregularidades cometidas na agência e em outra em que atuou posteriormente, assim fui informado por colegas na época. Ainda em 1996, montamos em pequeno negócio na própria cidade em que morávamos, Viçosa do Ceará, pois gozamos de muito prestígio, admiração e respeito até hoje naquela cidade. Os negócios iam relativamente bem, quando, em 1998, minha esposa, então com 38 anos de idade, adoeceu gravemente de CÃNCER DE MAMA. Apesar de mantermos plano de saúde (CASSI), as despesas extra-hospitalares NÃO eram cobertas pelo plano, que, diga-se de passagem, é excelente; nossas economias particulares e os negócios arruinaram, pois as despesas com os deslocamentos para Fortaleza, estadia e os medicamentos caríssimos para o tratamento da enfermidade foram muito altas, nos levando a trazer o restante da família, então menores de idade, para residir em Fortaleza na casa de minha mãe pensionista do INSS (78 anos). Em dezembro de 2001, infelizmente, minha esposa faleceu”. GETÚLIO ALBERTO RIBEIRO DA SILVA - MATR. BB 3.730.800-9

 AFONSO - Bom Filho de Demitido do BB: O sofrimento dele em sair do banco não foi restrita só a ele, mas a sua família toda, a minha mãe e a seus três filhos. Ouvir dos outros a todo tempo que foi uma tremenda burrice sair do banco sem condições nenhuma para criar seu filhos pequenos, não foi fácil a ele!!! Graças a Deus eu ainda estou com meu pai, porque poderia perdê-lo por uma crise de depressão que poderia leva-lo a morte, mas o refugio dele, que é a sua família, não deixou que isso acontecesse. A vergonha de um povo é ocasionada pela as atitudes tomadas pela sua nação! Como podemos nos orgulhar de uma país que não ama seus filhos. AFONSO PEREIRA LOPES - Bom Filho de Demitido do BB

CONTAMOS ALGUMAS DAS HISTÓRIAS QUE NOS CHEGARAM ÁS MÃOS, CENTENAS, MILHARES DE OUTRAS TRISTES, DRAMÁTICAS, DEPRIMENTES, PENOSAS, ATERRORIZANTES, OS DEMITIDOS DO BB TÊM PARA CONTAR. Para encerrar, ou iniciar nova fase, nossas descobertas recentes:

 Soubemos, na história do mundo, muitos países foram dominados por governos neoliberais, que apregoavam o deus mercado, dos adeptos das privatizações e demissões em massa, fanáticos da globalização, desnudada, em novembro de 1997, pelo economista John Kenneth Galbraith: “Globalização não é um conceito sério. Nós, americanos, o inventamos para dissimular nossa política de entrada econômica nos outros países”. Isto demonstra, ridiculariza e desnuda nossos “líderes” neoliberais, intelectuais, sociólogos e doutores, suas abalizadas equipes econômicas, seus idôneos companheiros e colegas de partido, todos esses gênios foram engabelados pelos americanos, porquanto e decerto altruísta, gratuita, patrioticamente, essas mesmas lideranças respeitáveis iludiram, ludibriaram e enganaram o povo brasileiro, negociaram, barganharam, entregaram grande parte do patrimônio público a preço de banana, privatizaram, demitiram em massa, destruíram vidas e famílias, quase quebraram o país. Hoje os americanos, o primeiro mundo, falam e praticam a desglobalização, protegem seu patrimônio, país e povo. Cadê os arautos, mentores, executores e beneficiários da globalização, ainda estão dando palestras e ganhando muito dinheiro, candidatos, foram eleitos e reeleitos? Iludindo, os psicopatas continuam por aí fazendo o mal.

Os sociopatas roubaram nossos empregos, em conseqüência roubaram tudo que fazia parte do contrato de trabalho OBRIGATÓRIO do Banco do Brasil, plano de saúde (CASSI), seguro (CAPEC), aposentadoria (PREVI), moradia (CARIM), conforme a Constituição as demissões foram abusivas e criminosas, roubaram nossos empregos, nossa aposentadoria, nossa saúde, nossas vidas, pois não poderíamos ser demitidos (ou admitidos) nem pelo Presidente da República, pois concursados, concurso público nacional, somente poderíamos ser demitidos por nós mesmos, nossos erros, ainda assim sob processo administrativo com ampla defesa, pois assim disposto na Constituição: Artigo 37. A Administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e, também, ao seguinte: (…); Artigo 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.

 Fraudaram o Decreto 81240/78 e a fraude já foi denunciada ao Ministério Público Federal, ao Superior Tribunal de Justiça, à Procuradoria Geral da República e à Câmara dos Deputados - Comissão de Direitos Humanos e Minorias - onde está sendo convocada AUDIÊNCIA PÚBLICA, que realizar-se-á neste 2009, estão sendo intimados o Procurador Geral da República, a Ministra-chefe da Casa Civil (Dona Dilma), o Representante do STJ e os denunciantes, diretores da ABRAPREV e o Deputado Cléber Verde, PRB (MA), quem encaminhou a denúncia. 

Portanto, temos nossa HISTÓRIA para contar e contamos para toda a VERDADE restaurar, nós fomos e somos Demitidos do BB, roubados, enganados, perseguidos políticos, sob regime de exceção e excluídos da Nação, de todas as épocas, DESDE 1990 ATÉ HOJE, precisamos nos unir, associar, lutar pela reintegração e restituição de todos os nossos direitos, ao emprego, aposentadoria, plano de saúde, seguro, empréstimo imobiliário e, principalmente, restauração da dignidade, sem esquecer das famílias dos colegas falecidos.

 REGISTRAMOS QUE A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES AQUI EXPOSTAS FORAM COLHIDAS DOS LIVROS “Metáforas do Brasil’ Dra. Léa Carvalho Rodrigues (antropóloga, escritora, professora da UFC-CE), “Liberdade é Escravidão”, Dra. Marinina Gruska Benevides (socióloga, psicóloga, escritora, professora da UFC-(CE), “Mentes Perigosas”, Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva (médica-psiquiatra, psicóloga, escritora), das reportagens e artigos da revista Veja colhemos muitas provas e confissões, mas onde não vimos uma linha sequer em nosso favor ou defesa do nosso trabalho, decerto porque receberam favores e empréstimos dos mentores e executores das demissões. Também colhemos argumentos dos jornais dos sindicatos dos bancários e outras publicações dos sindicatos deste Brasil. nossos agradecimentos a todos, sem exceção.

 

 PRECISAMOS REGISTRAR, POIS ASSIM CONFESSARAM, TODA A TRAGÉDIA E BARBÁRIE EXECUTADAS, aqui descritas e comentadas foram planejadas pelo sociólogo (sua esposa era antropóloga, falecida, Deus a tenha em paz), tudo estava previsto pelos psicólogos da DBM e pelos executivos do BB, doutores, economistas, juristas e parlamentares do poder público (lembram do ROLO COMPRESSOR?) envolvidos nas demissões do BB. Muitos desses psicopatas deveriam estar na cadeia pelos crimes que cometeram, não estão, e planejam novos, desumanos e inescrupulosos atos contra as pessoas, contra o povo brasileiro, isto farão se chegarem novamente ao poder.
NO GOVERNO LULA CONTINUARAM AS DEMISSÕES, CENTENAS, MILHARES. Até houve uma ameaça de demissões em massa, queriam demitir e roubar mais de 6.500 funcionários do BB, ainda não estavam satisfeitos com os lucros do banco (10 bilhões) e com os superávites da PREVI (50 bilhões). Além disso, os companheiros de Lula meteram e metem a mão no dinheiro do BB e da PREVI, e estão planejando e propondo espúrias resoluções e leis (Pimentel, Mercadante, Berzoini) para controlar e desviar mais ainda para suas contas e do seu partido os recursos privados dos participantes e assistidos da PREVI e dos trabalhadores do BB. Simplesmente porque desde 1990 presidentes e partidos colocam seus tesoureiros de campanha ou do partido dentro dos cofres do BB e da PREVI, fizeram e fazem isto com relativo sucesso e fortuna, e ainda são estimulados a continuarem fazendo quando o companheiro diz que “todo mundo faz”! FHC dizia que o dinheiro dos fundos de pensão era público “o fundo é público e tem que ser usado para o bem público!”, “Vou usar e abusar desses recursos”. TODOS USARAM E ABUSARAM DESSES RECURSOS PARA UM “PÚBLICO” DELES, AMIGOS, PARTIDO E POVO DELES.

  PRECISAMOS LEMBRAR, BOA PARTE DOS EMPREGOS NO BB SÃO NOSSOS E UMA GRANDE PARTE DO PATRIMÔNIO DA PREVI TAMBÉM É NOSSO, DOS DEMITIDOS DO BB E EXCLUÍDOS DA PREVI. Os empregos foram roubados e as aposentadorias também, tudo para quitar a dívida do BB e Tesouro Nacional, nossos recursos foram “doados” aos pré-67. Portanto, temos direito a todo patrimônio da Previ, não somente ao superávit, inclusive aquilo que consta como “reserva matemática de benefícios concedidos” aos aposentados do BB, aos pré-67, pois quem devia e deve para esses são o Banco do Brasil e o Tesouro Nacional.

 

 

 

PRECISAMOS LEMBRAR DA DRA. ANA - Mentes Perigosas, o psicopata mora ao lado”: A cultura psicopática está no ar. Os heróis dos novos tempos são maldosos, inescrupulosos e isentos de qualquer sentimento de culpa. Os heróis do passado estão se tornando os otários dos tempos modernos. 

 CONCLUÍMOS, O PRESIDENTE LULA NÃO APRESENTOU NESSES QUASE SETE ANOS, AS CARACTERÍSTICAS DESUMANAS que seus antecessores apresentaram. Pareceu-nos preocupado com o povo, humano, chorão às vezes, raivoso noutras, sempre no palanque, quase uma pessoa comum, com sentimentos e com invulgar inteligência, Porém, Lula está cercado de mentes nem tão humanas, algumas perigosas, traidoras lideranças que conhecemos desde seus tempos de sindicato, outros “formadores da base aliada” dos governos anteriores, Lula mantém, em cargos estratégicos, membros das tenebrosas e fracassadas equipes econômicas do passado. Portanto, também podemos concluir por qual motivo, nesses quase sete anos de governo, o Presidente Lula não apresentou nenhuma empatia, solidariedade ou providência para reintegração digna e justa dos nossos direitos. No entanto, se houver a mínima vontade política, se existir um pouco de dignidade e justiça no governo Lula, as demissões sem justa causa, arbitrárias, abusivas e criminosas serão anuladas.

 FELIZMENTE O MUNDO ESTÁ MUDANDO, despertos e estimulados pelas crises e circunstâncias, pela necessidade de justiça e dignidade, os heróis do passado ressurgem com sabedoria e conhecimento, não somos mais otários nem palhaços, agora conscientes e sem nos submeter aos desmandos, enganos e ludíbrios dos psicopatas, inescrupulosos, maldosos e isentos de sentimento de culpa, passamos a identificar, reconhecer e votar nas pessoas que sabem amar, pessoas com sentimentos, solidárias, humanas, justas e honestas.

“Um governo continuará no poder enquanto for humano, justo e honesto”. (Provérbios: 20.28)

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