DEMITIDOS DO BB

Comentários, depoimentos, sugestões e propostas sobre as demissões abusivas de milhares de funcionários do Banco do Brasil, os Demitidos do BB, visando a reintegração ao BB, restituição da PREVI e reabilitação à CASSI, CAPEC e CARIM.

4/1/12

E-MAILS TROCADOS COM ISA MUSA DE NORONHA, MUI DIGNA PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO BANCO DO BRASIL - FAABB

Nota do blog aos Demitidos do BB, seus familiares e amigos: Como é bom trocar mensagens com uma pessoa digna, justa, coerente, experiente e solidária, que sabe das coisas terríveis acontecidas com os Demitidos do BB e não se omite. Assim começou esta esclarecedora troca de e-mails, num comentário da Presidente Isa Musa no nosso blog:

 RECEBI O E-MAIL ABAIXO, ACREDITO QUE POSSA SER DE VOSSO INTERESSE.

Isa Musa de Noronha

Saudações,

Informamos aos clientes e colaboradores que os desligados de empresas estatais ou ex-Participantes dos Planos de Previdência Complementar da Petrobras, Banco do Brasil e Vale – PETROS, PREVI e VALIA, respectivamente - têm direito ao Resgate de 100% da Reserva de Poupança (contribuições pessoais), com correção monetária plena, independentemente do fim do vínculo empregatício com a Patrocinadora.

E quem se desligou dessas entidades por dispensa ou adesão a Programa de Demissão Voluntária (PDV) e não recebeu a integralidade das contribuições pessoais tem direito ao saldo decorrente tanto da diferença do percentual quanto da Atualização Monetária considerando a inflação real ao invés da correção por índices inadequados (expurgos inflacionários), em aplicação do Código de Defesa do Consumidor às relações entre os fundos de pensão e seus Participantes, conforme as Súmulas 289, 290 e 321 do Superior Tribunal de Justiça.

Em alguns casos, é possível conseguir juros atuariais (remuneratórios) do capital próprio ou Diferença de Reserva Matemática (DRM).

Além do Direito do Consumidor e Direito Previdenciário Privado - cuja complexidade e conexão com as demais áreas exigem ações abrangentes e soluções sincronizadas com o Direito Civil e Tributário -, prestamos serviços na área do Direito Empresarial e Direito do Trabalho, especialmente no setor de Petróleo e Gás.

 

Por fim, lembramos que as informações acerca do andamento dos processos são prestadas por meio de Relatório Especial acessado por e-mail ou pelo nosso site.

Atenciosamente,

Adv…

 

 

Em 02/01/2012 20:49, Leandro Schmaedeke  escreveu:

Muito obrigado, primeiro pela lembrança do blog, segundo pela iniciativa por nos enviar este e-mail deste advogado propondo ação de restituição da correção monetária sobre as contribuições pessoais.

 

 

Ao falar em lembrança, recordo daquela participação “relâmpago” que tivemos no GT do superávit em 2008, quando em quinze minutos (talvez) conseguimos a proposta 09:

 

 – “Viabilizar aos participantes que deixaram o plano de benefício 01, o resgate da totalidade das contribuições vertidas ao plano pelo participante e pela patrocinadora, descontadas as parcelas de custeio administrativo, na forma regulamentada, bem como os valores de contribuição eventualmente já recebidos pelo participante” -,

Um mínimo de indenização/resgate que todos os demitidos do BB (desde 1990 até hoje) deveriam ter recebido há muito tempo, não fosse o cobiça e coração duro de dirigentes e governantes do BB/PREVI/GOVERNO.

 Naquela reunião te vi pessoalmente pela primeira (e única) vez e também recordo da tua figura altiva, cabelos branquinhos, rosto sereno e sorridente irradiando dignidade e justiça, entregou-me teu cartão com telefone (ainda tenho) para contato, nunca liguei, achei que tudo seria resolvido pelo GT. Boas lembranças, ilusões.

Quanto ao e-mail do advogado que nos repassaste, infelizmente não nos serve, parece-me que é só mais nobre causídico mal ou pouco informado sobre o assunto, talvez querendo ganhar custas iniciais em cima de uma ação judicial que já foi prescrita pelo STJ, súmulas 291 e 427, esta última obtida pelo “trabalho” e tráfico de influência do ex-secretário da SPC - Adacir Reis - travestido de advoga da PREVI.

Aliás, de supostos advogados “bem-intencionados” estamos cheios, basta JCA que nesta mesma ação de restituição cobra dos nossos colegas (dos poucos que ganharam a ação) 30% de honorários, ao invés dos 10% que contratou

Perdoe o amargor e desabafo, é que estamos mal acostumados com injustiças, indignidades, desonestidades, há muito tempo. No entanto, reitero meu agradecimento pela iniciativa em nos ajudar, tenho certeza da tua boa intenção.

Grato/Abraço/Leandro Schmaedeke

Administrador do blog

 

Mensagem original
De: Isa Musa

Para: Leandro Schmaedeke

Assunto: Re: Isa Musa - Seu comentário no Blog Demitidos do BB

Enviada: 03/01/2012 13:53

Prezado Colega Leandro,

Militando nessa luta entre o mar e o rochedo (BB e Previ) onde nós somos os mariscos, desde 1997, não desisto, a despeito de inúmeros reveses.

Nossas causas são antigas e as forças contrárias são imensas, então não temos o direito de desistir. 

 

Não me desliguei da questão do direito dos demitidos quanto à parte do superávit Previ, pois tenho conhecimento e consciência de que esse superávit deve-se, dentre outros fatores, ao não pagamento do que lhes é devido.

Todas as vezes que se discute distribuição de superávit, desde 2008, temos pautado o direito dos demitidos e - não passa.

O BB não tem nenhum interesse e chantageia a ponto de tornar um impasse qualquer discussão que fale disso ou de fim de Voto de Minerva, ou de responsabilidade sobre os pré-67, etc.

Sabe quando nos criticam por firmar “acordos possíveis”?

Pois se as críticas têm razão, em compensação, ou se concorda com x ou não se recebe nada. E as coisas pioraram em muito em função da Resolução 26 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar.

Sobre a Resolução 26, a FAABB está na Justiça pedindo sua revogação. Paralelamente, estamos acompanhando a Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela CONTRAF CUT/ANAPAR que pede que tal Resolução seja considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Temos ainda uma Representação junto à PREVIC e aproveitei a audiência que conseguimos junto a Casa Civil para pedir à Ministra que (dentre outras coisas) interceda a nosso favor junto a Presidente Dilma.

Temos tentado atuar também junto ao Senado. Há pouco saiu o Relatório favorável a aprovação do PLS 066/2007 que prevê a reintegração ao trabalho dos demitidos. Veja no anexo.

Em suma. Não larguei de mão (como se diz aqui em Minas)…

Continuo tentando.

Atenciosamente

Isa Musa

 Um olhar amigo alegra o coração; uma boa notícia faz a gente sentir-se bem”

(Provérbios 15.30)

“As autoridades que defendem os direitos dos pobres governam por muito tempo”

(Provérbios 25.14) 

30/12/11

DIGNO E JUSTO ANO NOVO, FELIZ 2012 AOS DEMITIDOS DO BB, SEUS FAMILIARES E AMIGOS

Porque há muito tempo descobrimos a verdade das demissões abusivas e criminosas do BB/PREVI e governos brasileiros (Collor, FHC e Lula, continuam as injustiças com Dilma), a face oculta e funesta dos supostos programas de demissões “voluntárias” do BB.

Na verdade, 40.000 funcionários foram demitidos e suas aposentadorias foram apropriadas INDEBITAMENTE pela receptadora PREVI para salvar o banco de um “passivo impagável” (o BB valia menos do que devia), débito previdenciário e trabalhista, bilionária dívida com 40.000 funcionários antigos, dívida paga com a demissão, roubo, engano, perseguição, execração e exclusão, destruição de famílias, até assassinatos (indução ao suicídio e às doenças decorrentes do desemprego e da depressão), assim abusiva e criminosamente salvaram o “glorioso” Banco do Brasil.

Nossa resumida retrospectiva de descobertas dos crimes

EM 2008: DESPERTAR E RECONHECIMENTO DE DIREITOS:

·     “Estou muito preocupado com os nossos colegas que não tiveram a chance de se aposentar e foram empurrados para fora do Banco, sem direito a uma boa parte das reservas matemáticas da Previ”. (Valmir Camilo - Presidente da ANABB); 

·     “Viabilizar aos participantes que deixaram o Plano de Benefícios 1, o resgate da totalidade das contribuições vertidas ao Plano pelo participante e pela patrocinadora”. (GT do Superávit da PREVI).

2009:  ANO DE DESCOBERTAS, MOVIMENTO NACIONAL, GRUPÃO, ASSOCIAÇÕES:

 E mais reconhecimento de direitos: 

·     “As denúncias feitas são graves e, se confirmadas, gravíssimas, repercussão homérica, coisa de cair a casa”; “Nesse mato tem coelho”; “Somos parceiros para o que der e vier, repito, se as denúncias forem confirmadas em parte, é gravíssimo”; “A Casa Civil deve se pronunciar a respeito do caso”; “A última coisa que podemos perder é a esperança de termos direitos, incluindo o direito de reclamar”; “A denúncia exige uma investigação aprofundada, pois coisas erradas podem aparecer”; “A mesma Subcomissão discutirá profundamente essa questão, para garantir os direitos dos funcionários demitidos do BB”. (Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados).

Nota do blog: PORÉM, essas declarações e “boas intenções” foram esquecidas, abafadas e sufocadas pela Casa Civil do governo Lula, a Dona Dilma não queria saber (nem o Lula ou o PT) dessas verdades:

·     “Esta é mais uma injustiça que precisa ser corrigida, até por uma questão humanitária, muitos destes ex-colegas estão passando necessidades e ainda sendo executados pela própria PREVI por conta dos financiamentos da CARIM. É preciso resolver isto urgentemente”. (Valmir Camilo – Presidente da ANABB).

·     “Vocês têm direito! Vou orientá-los”. (Dr. Hélio, fundador do PT, mas ex-petista, Presidente da CIDH, 2000/2004 e atual Presidente da Fundação Interamericana de Direitos Humanos).

Assim dizíamos na mensagem de Ano Novo de 2010:

2008 foi o ano de despertar, descobrir, divulgar, obter reconhecimento de direitos dos Demitidos do BB;

2009, tempo de mais descobertas e encontros, surgimento e construção do Movimento, Grupão e Associações;

2010, aí foi época de palestras, localização de demitidos e famílias, comprovação da fraude no Decreto 81240/78, denúncias no Brasil e no mundo, mas contínua negação de direitos pelo poder público brasileiro, BB e PREVI.

Apesar da indecência, injustiça e indignidade recebidas no Brasil, a denúncia na justiça internacional podia nos fazer sonhar com um Feliz Ano Novo, “Happy New Year” em 2011.

 Porém, outra vez assim não aconteceu.

Ainda não recebemos em 2011 a justiça, decência e dignidade que merecemos (Demitidos do BB e famílias), muito pelo contrário, descobrimos e constatamos mais indecências, indignidades e injustiças dos criminosos (só para confirmar esses adjetivos, toda diretoria do BB do PDV foi sentenciada e condenada por crimes de improbidade administrativa) de outrora e dos coniventes, omissos, cúmplices e aproveitadores recentes e de agora.

O que descobrimos em 2011:

“Previdência privada no Brasil (fundos de pensão) é fraude, estelionato, roubo executado e convalidado pelo próprio poder público”.

“0 governo do PT nos quer mortos e enterrados, esquecidos, para que fiquem mais livres e desonerados, a fim de seu locupletamento (total e individual) nos recursos da PREVI e outros fundos de pensão”(até o conselho fiscal dos fundos querem indicar, ilegítimas raposas cuidando dos galinheiros). 

O que construímos em 2011:

Mais uma associação, a UPD (União dos Pedevistas e Demitidos do BB) que reinicia nossa luta por vários direitos usurpados, violados, negados pelo BB/PREVI/GOVERNO (Estado Brasileiro), reinicia nossa luta nas tribunas e tribunais nacionais, apesar de tudo e de todos:

http://www.upd.net.br/

Voltando aos podres poderes, hipocrisias e vômitos, irônica e recentemente foi criada a Comissão da Verdade para investigar e punir crimes da ditadura militar. Pois é, o Decreto 81240/78 foi fraudado (violações e restrições de direitos legais, morais, constitucionais e humanos dos participantes obrigatórios da PREVI, depois Demitidos do BB) em 1978, dentro da Casa Civil de governo da ditadura, e a pergunta: será que a tal comissão vai investigar isto também? Mas a Casa Civil do Lula e a da Dilma (questionados de ofício) também omitiram, negaram a fraude de forma desprezível e humilhante.

Caso a CV investigasse e “descobrisse” a fraude no decreto e suas conseqüências, isto seria somente a constatação da primeira fraude, em 1978, descoberto e posto que houve muitas e seguintes fraudes, violações e negações dos direitos dos participantes dos fundos de pensão Demitidos do BB foram executadas pelos governos dos pseudo-democratas (FHC, PSDB e aliados), e logo após convalidadas, “legitimadas” pelos pretensos trabalhistas (Lula, PT e aliados). Se juntarmos a esses os corruptos do judiciário, que negaram direitos claros e insofismáveis com sentenças e súmulas tergiversadoras, estúpidas, humilhantes, vemos tudo como farinha podre do mesmo saco, “não sobra um, meu irmão”.

É oportuno comentar, os petralhas estão de donos dos fundos de pensão, não deixam nem seus “aliados” chegaram perto do poder, vira briga de estrela, foice e martelo (Fundação Real Grandeza):

É revoltante, nauseante e triste ter que relembrar tudo isto numa mensagem de Feliz Ano Novo, mas não se pode, parar, desistir nem desesperar, porque denunciamos as violações à CIDH (Dr. Hélio, ADBB e FIDH), vejam o histórico em “últimas notícias” da ADBB:

http://www.adbb.com.br/ultimas.html

Clamamos, denunciamos, pedimos e podemos esperar do mundo, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a justiça, dignidade, e solidariedade, um mínimo de decência e reparação dos crimes e violações aos direitos humanos que não recebemos do Brasil.

https://www.cidh.oas.org/comissao.htm

Enquanto isso e prá não perder o embalo e o espírito de luta, continuamos brigando, clamando por justiça, através das nossas associações (ANDEBB - via política - e UPD - via judicial). E a UPD contratou renomado perito nacional que já emitiu laudo comprovando, ratificando a existência da fraude no Decreto 81240/78.

Por tudo isto, por persistência, clamor, esperança, REPETIMOS (nosso blog) os nossos votos de

FELIZ ANO NOVO AOS DEMITIDOS DO BB e ROUBADOS PELA PREVI,

FELIZ 2012 AOS DEMITIDOS DO BB, SEUS FAMILIARES E AMIGOS.  

 “Temos nossa história pra contar, toda a verdade restaurar”

(Demitidos do BB)

 “Não seja vingativo; Confie em Deus, o SENHOR, e Ele fará justiça a você” 

(Provérbios: 20.22)

“Saber dar uma resposta certa é uma alegria,
como é boa a palavra certa na hora certa!”
(Provérbios: 15.23)

“Um governo continuará no poder enquanto for humano, justo e honesto”

(Provérbios: 20.28)

30/5/11

CARTA ABERTA DA ANABB AO PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL ALDEMIR BENDINE (”Dida”)

Esta carta aberta da ANABB ao presidente do Banco do Brasil é o fato mais importante dos últimos tempos, válida para reconhecimento e reafirmação das reivindicações dos Demitidos do BB, reconhecimento, reafirmação e confissão do direito dos Demitidos do BB ao resgate das cotas patronais.

 

Tão importante quanto o parecer do Senador Randolfe Rodrigues (PSOL do Amapá) da CCJ do Senado Federal, parecer, relatório e voto favorável (decisão terminativa) no PLS066/2007 para reparar parte das nossas reivindicações de readmissão ao BB e recolhimento dos atrasados das contribuições previdenciárias.

 

 Pelo acontecer desta carta aberta da ANABB se observa mudanças no relacionamento da ANABB com a PREVI, BB e governo (governança do PT, dos petralhas).

 

Antes esses entes resolviam suas pendengas em reuniões às portas fechadas (demitidos nunca participaram), mas aparentemente e agora isto não acontece mais. Parece que o clima azedou ou se inflamou na última reunião, 11/05/2011, sobre o regulamento do plano 1 e destino dos superávites da PREVI, tema de REIVINDICAÇÕES DOS ASSOCIADOS (resgate das contribuições patronais incluído), cujo posicionamento do BB a ANABB classificou de NEGATIVAS E EVASIVAS, fonte ANABB:

 - Negativas e evasivas

Quanto às reivindicações dos associados, o Banco apresentou uma série de negativas. Em outros casos, afirmou que aceita discutir alternativas, desde que o impacto seja absorvido pela reserva especial do Plano 1, destinando valor correspondente ao Banco. Os representantes do Banco afirmaram que não aceitam a aposentadoria antecipada para as mulheres aos 45 anos, por haver posição contrária de órgãos do Governo; não aprovam o resgate das contribuições patronais pelos pedevistas, alegando que se deve pensar nos atuais associados; negaram a proposta de pagar 360/360 de complementação de aposentadoria para todos, independentemente do tempo de contribuição na ativa. Os associados apresentaram vários argumentos a favor de cada proposta, mas o Banco afirmou que não aceita qualquer alteração nestes pontos. (do site da ANABB).

Agora a coisa azedou, “pegou fogo” entre ANABB, BB, PREVI e governo, porque a ANABB partiu pra uma tal de CARTA ABERTA.

 

Qual o significado de carta aberta no dicionário? “Carta aberta, a que se dirige a uma ou mais pessoas por meio da imprensa ou sob qualquer forma pública”.

 

Constata-se, através da utilização da forma de “carta aberta” parece que deixaram de lado os cochichos, memorandos, torpedos e bilhetinhos para “botar a boca no trombone”, pois se antes “diziam pra um” agora dizem “pra um e pro mundo”.

 

Mas o que dizem nesta carta aberta da ANABB ao Presidente do Banco do Brasil , seriam agravos, desagravos, apoios, denúncias, afirmações, indignações, inconformismo? Talvez tudo um pouco, temos as nossas ilações e conclusões, mas cada um pode avaliar e tirar suas próprias conclusões pela leitura da íntegra dos documentos reproduzidos a seguir:

 

 

Na introdução da carta ao Presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine (Dida), a ANABB discorre amenidades, desagravos, concordâncias, elogios, enfim, preliminares introdutórias polidas sobre a governança dos interesses do banco. Mas logo a seguir vem o chamamento à RESPONSABILIDADE ao DIDA, quando escrevem que a ANABB “espera a intervenção responsável do colega Dida, desta vez no interesse do funcionalismo do Banco do Brasil”.

 

Será que com isto a ANABB denuncia suposta irresponsabilidade dos comandados e/ou áulicos do Dida? Requer pronta e responsável intervenção do Dida?  

 

A seguir vem a frase inconformada e intransigente que vai pautar todos os itens seguintes:   

 

O que ANABB não pode admitir é:

  

A destruição da governança corporativa da PREVI, na medida em que os representantes da patrocinadora de forma truculenta decidem anular decisão do Conselho Deliberativo…;

 

O tratamento casuístico para diretores do Banco e da PREVI, uma vez que a PREVI reconhece e aplica o teto remuneratório em todas as demais decisões que envolvem benefícios…;

 

A omissão de parte dos diretores eleitos e indicados da PREVI, que tentam por medidas administrativas transformar a situação em fato consumado..;

 

A utilização de recursos do plano de benefícios 1, que é de todos os participantes, para garantir a política de vantagens para executivos do Banco e da PREVI…; 

 

Que a patrocinadora continue ignorando o direito dos PEDEVISTAS que foram praticamente expulsos do Banco do Brasil …,

 

Que a patrocinadora deixe de reconhecer a equiparação do tempo de contribuição na ativa com tempo de contribuição como aposentado - 360/360, deixando de melhorar benefícios…

 

Que o Banco pense uma política de melhoria de benefícios para os executivos do Banco e da PREVI, participantes do Plano de Benefícios 1, que não contemple os futuros executivos…;

 

Vemos aí acima nesses itens reivindicações e denúncias justas, mas ignoradas pelo BB, PREVI e governo, principalmente se percebe o inconformismo da ANABB e associados com o último golpe dos apadrinhados do governo que estão a comandar BB e PREVI, quando além da ilegal Resolução 26 que transformou o BB e acionistas em beneficiários privilegiados da PREVI, agora esses do PT estão querendo criar para si super aposentadorias, de R$ 80.000,00 por mês.

 

  Estão a criar marajás do BB, tudo à custa dos recursos da PREVI, com o dinheiro roubado dos Demitidos do BB, esses traíras serão os novos MARAJÁS PETRALHAS de 80 mil por mês.

 

Tantas vezes denunciamos neste blog dos Demitidos do BB, por governos e presidentes vilipendiados, violados na honra e imagem, injuriados como se marajás fôssemos para disfarçar as demissões abusivas e criminosas do BB, nós que ganhávamos, em média, R$ 800,00 por mês.

 

  Mais lamentável ainda, agora ver esses traidores que estavam junto a nós, pediram e receberam nossos votos para supostamente nos defender, sabiam de tudo que acontecia e se safaram pela imunidade sindical ou parlamentar, ver esta petezada petralhenta (é doloroso lembrar que um dia acreditamos e votamos nesses pulhas) se locupletando com nossos despojos, sem nenhum escrúpulo ou solidariedade com a injustiça e o sofrimento da nossa gente, cambada de ladrões e aproveitadores em causa própria, isto indigna. Pelo menos alguém mais está dando nome aos bois e revolvendo o estrume.      

 

Pela simples leitura desses itens da carta aberta da ANABB, palavras e expressões como “destruição da governança corporativa”, “tratamento casuístico” (em causa própria), “omissão de diretores”, “ignorando os direitos”, etc., termos acusatórios, denunciatórios, inconformados e chamando à responsabilidade, pode-se avaliar o tom azedo e inflamado desta carta que é aberta, pública. JOGARAM A MERDA NO VENTILADOR, ou não? 

 

Concordamos com a carta aberta da ANABB e também não podemos admitir essas irresponsabilidades, arbitrariedades e irregularidades denunciadas e divulgadas.

 

Mais incisivo ou realista do que o rei, ou para realçar a realidade, basta que se junte a frase inconformada inicial com o item que consagra os direitos dos Demitidos do BB ao resgate das contribuições patronais, numa disposição de fatores (”a ordem dos fatores não altera o produto”) que prioriza nossa reivindicação, onde se pode ler:

 

O que ANABB não pode admitir é:

Que a patrocinadora continue ignorando o direito dos PEDEVISTAS que foram praticamente expulsos do Banco do Brasil no período de 1995 a 1997, por obra do tão criticado “governo FHC”, mas que até agora, no atual governo, o que estes assistiram foi o tratamento idêntico por parte dos representantes da patrocinadora, nas mesas de negociação, consumando a violência anteriormente praticada;

 

Repetido e claro que os Demitidos do BB não concordam com a limitação de somente PEDEVISTAS DE 95 a 97, porque conforme a proposta 09, elaborada pelos representantes dos funcionários do BB e associados da PREVI no Grupo de Trabalho do Superávit reunido na ANABB em 2008, proposta votada e aprovada pelos participantes da PREVI, cabe o direito ao resgate das cotas patronais aos participantes que deixaram o plano de benefício 01, lógica e conseqüentemente esses são todos os Demitidos do BB desde 1990 até hoje, obrigatoriamente associados do plano de Benefícios 1 da PREVI. Exceto, também lógica e conseqüentemente, aos ingressos no BB a partir de 1998 e depois demitidos, porque esses não foram obrigados, por força de contrato de trabalho do BB, a ingressar no plano de Benefício 1, ingressaram no plano PREVI FUTURO, facultativamente.

 

Para prevenir futuros “otários” dos fundos de pensão, funcionários do BB ou outras estatais que aderem “facultativamente” a essas arapucas, necessário advertir ao divulgar a “máxima” das nossas descobertas e verdade:

 

“Previdência privada (fundos de pensão) no Brasil é fraude, estelionato, roubo executado e convalidado pelo próprio poder público”.

     

Percebe-se agora, mas a nossa luta não é mais somente do nosso Movimento Nacional e associações de Demitidos do BB. Nos últimos tempos os Demitidos do BB viraram “bandeira” não somente da ANABB, mas de todas as entidades representativas dos associados da PREVI, porque o direito ao resgate das cotas patronais está expresso no tópico “Negativas e Evasivas”, que reproduzimos acima, colhido do site da ANABB – notícia “Superávit Previ - Resultado da Reunião de 11.05.2011″ como REIVINDICAÇÕES DOS ASSOCIADOS, assim se pode ler neste tópico que repetimos: 

 

 - Negativas e evasivas

Quanto às reivindicações dos associados, o Banco apresentou uma série de negativas. Em outros casos, afirmou que aceita discutir alternativas, desde que o impacto seja absorvido pela reserva especial do Plano 1, destinando valor correspondente ao Banco. Os representantes do Banco afirmaram que não aceitam a aposentadoria antecipada para as mulheres aos 45 anos, por haver posição contrária de órgãos do Governo; não aprovam o resgate das contribuições patronais pelos pedevistas, alegando que se deve pensar nos atuais associados; negaram a proposta de pagar 360/360 de complementação de aposentadoria para todos, independentemente do tempo de contribuição na ativa. Os associados apresentaram vários argumentos a favor de cada proposta, mas o Banco afirmou que não aceita qualquer alteração nestes pontos. (do site da ANABB).

E já se sabe quem participou desta reunião do dia 11: 

 

Participaram da reunião representantes da ANABB (Nilton Brunelli), da Contraf-CUT (Eduardo Araújo), dos sindicatos e da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (Carlos de Souza, Olivan Faustino, Ronaldo Zeni e José Luiz Barboza), da AAFBB (Gilberto Santiago), da FAABB (Isa Musa e Cláudio Lahorgue), da AFABB-SP (Waldenor Moreira Borges Filho), os diretores eleitos da Previ José Ricardo Sasseron e Paulo Assunção e os conselheiros deliberativos eleitos Célia Larichia, Mirian Fochi e William Bento.

 

Não por acaso, esses são representantes dos funcionários do Banco do Brasil e dos associados da PREVI, onde esta nossa reivindicação (resgate das cotas patronais) já se tornou, incontestavelmente, reivindicação dos associados e contraditando decisões judiciais, governamentais e o raio que os parta de negativas e evasivas corruptas, humilhantes, tergiversadoras e estúpidas que recebemos durante todos esses anos, desde as primeiras demissões abusivas e criminosas do Banco do Brasil até a última decisão e súmula do corrupto STJ.

 

Aperta-se o cerco, um dia a casa cai.

 

A merda foi jogada no ventilador pela ANABB e outras associações e entidades também estão jogando mais merda, pois estão fartos das arbitrariedades, irresponsabilidades, desmandos, falcatruas e golpes dos dirigentes do BB e da PREVI, todos sob as vistas grossas e/ou interesses espúrios do governo do PT.

 

Continuamos a nossa luta em todas as frentes, inclusive no mundo através da denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos – CIDH -, objetivando a reintegração, restituição, reabilitação de todos os direitos violados, usurpados, roubados dos Demitidos do BB e familiares.

 

 Os juizes desonestos se vendem por dinheiro e por isso são injustos nas suas sentenças”

(Provérbios 17: 23)

“Um governo continuará no poder enquanto for humano justo e honesto”

(Provérbios 20.28)

 

8/3/11

RESPOSTA DA ANDEB À RESPOSTA NEGATIVA DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

 

 

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DEMITIDOS DO BANCO DO BRASIL - ANDEBB

Av. Gonçalo Prado Rolemberg, 804 - Centro

CEP 49010-410 - Aracaju – Sergipe

 

 

Ofício nº 02/2011.                   17 de fevereiro de 2011.

 

 

Excelência,

 

 

Assunto: Retificação - Decreto 81.240/78

 

Reportando-nos ao Parecer SAJ 2174/2010 – JMF – NUP 00001.007388/2009-14, a Associação Nacional dos Demitidos do Banco do Brasil – ANDEBB -, após analisar o referido documento da Casa Civil da Presidência da República, retoma a questão, por entender que a gravidade do ato fraudulento não foi devidamente quantificada, nem convenientemente qualificada pelos analistas envolvidos.

Esta Associação encaminhou ao então Excelentíssimo Presidente da República Luiz Inácio “Lula” da Silva, o seguinte requerimento:

“(…) determine, ex offício, a anulação da retificação do Decreto 81.240/78, publicado no Diário Oficial da União de 16 de junho de 1978(fl. 9.004, Secção I, Parte I), eis que referido Instrumento normativo encontra-se eivado do vício de fraude, caracterizando-se, portanto, como ato inexistente. Sucessivamente, requer-se a restauração da redação original do citado Decreto. Tal como publicada na edição do Diário Oficial da união de 24 de janeiro de 1978(f.1337/1343, Secção I, Parte I (cópias anexas).”

            Como resposta, recebemos considerações, suposições e conjecturas da Assessoria Especial da Advocacia Geral da União, corroborada pela Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, além de parecer elaborado pela Procuradoria Federal junto à Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, nos indicando omissa, contraditória e obscuramente a inobservância do conteúdo do requerimento encaminhado por esta Associação, como se pode ver mais adiante.

             Salientamos que a finalidade maior, central requerida foi a determinação “ex offício” da anulação da retificação publicada no DOU de 16/06/1978 ao Decreto 81.240/78, pelos motivos apontados, feita diretamente ao Presidente da República, com base na Constituição da República Federativa do Brasil, em especial ao Artigo 84º, inciso IV.

             Através da ANDEBB, os cidadãos reunidos em livre associação exercem seu direito explicitado nesta mesma Constituição Federal em seu Artigo 5º.

              A finalidade do requerimento ANDEBB 03/2010 encaminhado, não buscou naquele momento causas ou efeitos da retificação apontada como fraudulenta, menos ainda a análise do sistema de previdência privada, ou os direitos dos participantes das Entidades Fechadas de Previdência Privada, como restou disposto no Ofício 174/DISUP/PREVIC, mas simplesmente o reconhecimento de que um ato ilícito foi cometido, não se discutiu por quais agentes, pessoas, mas absolutamente claro que executado no âmbito da Presidência da República, do Ministério da Previdência Social e publicado na Imprensa Nacional, que teve como conseqüência a alteração substancial dos direitos dos participantes dos “fundos de pensão das estatais”, direitos estes que aqui não se discute, obviamente por não ser este o foro competente.

            Requereu-se apenas a nulidade de um ato em cumprimento da Lei, a qual, como exposto, é obrigação constitucional do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, que ao fazê-lo deve ater-se apenas ao ato em si, sem considerar qualquer conseqüência patrimonial a esta ou aquela empresa de previdência privada, a esta ou aquela empresa estatal, sob pena de afronta ao Estado de Direito, convalidando uma rasura “grosseira” em documento oficial, onde a Constituição Federal seria ignorada, desmerecida e a Nação jogada ao descrédito internacional.

            Assim exposto, passamos a analisar o Parecer SAJ 2174/2010 – JMF da Casa Civil da Presidência da República – Subchefia para Assuntos Jurídicos, de imediato naqueles itens que consideramos omissos, contraditórios e obscuros, e noutros que avaliamos como esclarecedores e reveladores daquilo que realmente aconteceu:

  • 6. A demora de mais de trinta anos para a formulação de alguma queixa tomou bastante difícil avaliar a questão. Nenhum servidor que aqui trabalhava na época foi localizado, as autoridades que subscreveram os atos já faleceram e temos apenas a parca documentação existente no Arquivo Nacional.

 a) A demora de mais de trinta anos para descobrirmos esta “alteração” e formularmos alguma queixa se explica pelo fato de que a fraude foi muito bem planejada, executada e depois escondida pelo próprio governo. De nenhuma maneira a demora na formulação da queixa pode convalidar o ilícito, a fraude. Pode ser difícil avaliar a questão, mas não impossível, porque a documentação é suficiente para tanto.  

 b) Nosso requerimento não pediu a investigação, localização ou criminalização de agentes, pessoas ou autoridades que executaram e subscreveram os atos, mas baseado na “parca documentação existente”, porém suficiente para confirmar a alteração, adulteração grosseira no parágrafo 2º do artigo 31 do Decreto 81.240/78.  

  • 7. Objetivamente, do ponto de vista documental, o que temos é ato datilografado assinado pelo então Presidente da Republica apenas na última folha.

c) Objetivamente, do ponto de vista documental, o que se tem sob a guarda da Casa Civil é todo o Decreto 81.240/78 original, assinado apenas na última folha pelo então Presidente da República e também pelo então Ministro da Previdência Social, MAS DATILOGRAFADO EM 26 PÁGINAS COM O MESMO PADRÃO, mesmo tipo datilográfico, e esta constatação substitui a não assinatura de ambos, Presidente e Ministro, em todas as páginas. PORÉM, EXCETO e SOMENTE na página 21 é visível e grosseira a alteração no § 2º (VIII) com outro padrão datilográfico, perceptível e insofismável que foi rebatido com outra máquina de escrever, diferente daquela utilizada para datilografar todo o Decreto:

   

  • 8. Considerando que o então Presidente da Republica não tinha por habito rubricar todas as folhas dos documentos que assinava, que na época não havia assinatura eletrônica de documentos e o já exposto decurso de mais de trinta anos sem contestação, não temos como saber se a alteração da remissão ocorreu antes ou depois de o documento ser examinado e assinado pelo então Presidente da Republica.

d) Repetimos que o decurso de trinta anos sem contestação, porque o ilícito foi muito bem escondido e somente descoberto agora, esta demora absolutamente não convalida a existência da adulteração.  Se na época não havia rubrica em todas as folhas do documento, nem assinatura eletrônica de documentos, porém havia uma padronização formal, nacional e internacional, e exigida em todos os documentos oficiais datilografados, a de que não poderiam existir rasuras ou rebatimentos.

e) Evidente que se houvesse necessidade de alterar o decreto por causa de erro formal ou material antes do exame e assinatura do Presidente e do Ministro, a solução padronizada, correta e consensual da época, seria a de confeccionar um novo documento, jamais rasurar, apagar e rebater o documento. Tal procedimento displicente e relapso, em nenhuma época se coadunaria com a formatação, padronização e segurança exigidas e esperadas nos documentos formalizados dentro do órgão máximo do país, a Presidência da República.

f) Portanto e desta forma, temos como saber que a alteração, adulteração ocorreu depois do exame e assinatura do então Presidente da República e do Ministro da Previdência Social.    

  • 9. A alteração pode ter sido feita antes de o documento ser assinado pelo Presidente, mas não ter sido estendida para a versão remetida para Imprensa Nacional como pode ter ocorrido de ter sido feita em momento posterior à assinatura pelo Presidente. Tem-se também a hipótese de outra versão do documento ter sido assinada pelo Presidente, pois é clara a falta de documentos a respeito no Arquivo Nacional.

 g) Muito esclarecedora esta constatação e definição do item 9, de que ocorreu uma ALTERAÇÃO no Decreto 81.240/78, e para se alterar, modificar, demudar um Decreto Presidencial somente através de novo decreto assinado pelo Presidente da República, pois esta é competência constitucional exclusiva da Presidência da República (CF 67, Art. 83, II e CF88, Art. 84, IV). Portanto se definido que houve uma alteração no Decreto 81.240/78 sem assinatura ou conhecimento do Presidente da República, esta alteração se caracteriza como adulteração, DEFRAUDAÇÃO, falsificação, mais objetivo ainda, caracteriza-se, no mínimo, como uma fraude à vontade presidencial.

h) Mas a ALTERAÇÃO confessa não poderia nem deveria ter sido executada antes de o documento ser examinado e assinado pelo Presidente, e não se pode esquecer, feita antes de examinada e assinada também pelo Ministro da Previdência, duas autoridades que não admitiriam tal rasura no Decreto 81.240/78. No entanto esta suposição de que teria sido feita antes dos exames e assinaturas, além de inacreditável, se torna ridícula quando se conjetura que não teria sido estendida para a versão remetida para a Imprensa Nacional, pois significa dizer que após rasurar o decreto os responsáveis pelo documento teriam também esquecido de rasurar as cópias para a Imprensa Nacional. Também inadmissível imaginar que personalidades austeras como o Presidente Ernesto Geisel e o Ministro da Previdência L. G. do Nascimento e Silva assinariam um documento oficial rasurado, adulterado.

i) Por outro lado e na mesma frase do item 9 da resposta desta Casa Civil, há que se concordar com a suposição de que “… como pode ter ocorrido de ter sido feita em momento posterior a assinatura pelo Presidente…”. Pois foi assim denunciado no nosso ofício, que a alteração, a defraudação no Decreto 81.240/78 foi executada no mesmo ano de 1978, no 15º dia do mês de junho, através da expedição do Aviso nº 140, pelo então Ministro da Previdência e Assistência Social, por intermédio do qual aquela autoridade solicitava providências àquela Casa Civil da Presidência da República, a fim de que fosse efetuada a retificação no parágrafo 2º do artigo 31 do Decreto 81.240/78. Porém, claro e óbvio que o Ministério da Previdência não detinha a guarda do original do Decreto 81.240/78 que ele dizia ser necessário retificar.

 j) “Tem-se também a hipótese de outra versão do documento ter sido assinada pelo    presidente, pois é clara a falta de documentos no arquivo nacional”. (Item 9 do ofício desta Casa Civil) Esta é uma suposição improvável e fantasiosa, pois pretende induzir ao pensamento de que o Arquivo Nacional, que tem o dever de manter documentos devidamente catalogados e organizados, conforme o próprio nome da Instituição o sugere, é propenso a erros e descuidos de tamanha gravidade. Trata-se, portanto de uma leviana tentativa de responsabilizar o Arquivo Nacional pelo desaparecimento ou perda de um registro deveras importante e que veio naquela época regulamentar um setor da economia que estava completamente desordenado e exposto a fraudes. Eis que, resta à Casa Civil, neste caso e para comprovar esta hipótese, apresentar a tal “outra versão do documento assinada pelo Presidente”, senão atestará a sua própria incapacidade de cumprir sua função institucional, uma vez que o Arquivo Nacional está diretamente subordinado a esta Instituição.

k) Diante de tantas suposições e conjeturas desta Casa Civil, exercemos também nosso direito de supor e conjeturar numa hipótese admissível e verossímil, na qual registramos as seguintes suspeitas e indícios: Primeiro, de que a mesma máquina que datilografou o Aviso nº 140 parece ter sido utilizada para fazer a “alteração” (VIII,) no decreto confessa, pois os tipos datilográficos (menores e diferentes dos caracteres datilografados no decreto original) são semelhantes aos caracteres (até a vírgula!) utilizados na datilografia daquele aviso; Segundo, embora amparados em cópias, comparamos as assinaturas apostas na exposição de motivos, no decreto e no aviso e suspeitamos de falsificação na assinatura do Ministro L. G. do Nascimento e Silva no Aviso nº 140. Esta Casa Civil, no seu item 6 analisado mais acima, considerou “difícil avaliar a questão” em razão da “parca documentação existente”, embora o fato de ter à sua disposição os documentos originais para análise e perícia que poderiam confirmar ou eliminar essas nossas suspeitas e indícios. Simples, cumpram seu dever na busca da verdade, analisem e investiguem, se comprovarem que essas nossas suspeitas são infundadas, nada se alterará nas nossas convicções, mas se forem confirmadas através de análise e perícia, teremos mais evidências e provas, e a fraude será ainda mais comprovada e com outra conotação, esta mais grave ainda, como se isto fosse possível neste quadro já gravíssimo.        

  • 10. Quanto à alegação de que a retificação teria sido feita “sem a necessária assinatura do Presidente”, esclarecemos que retificações não são assinadas pelo Presidente da Republica. A função da retificação é ou sanar erro material evidente ou corrigir dissonância entre o assinado pelo Presidente da Republica e o efetivamente publicado.

l) Foi confessa uma “alteração” (rasura, rebatimento, adulteração) no Decreto 81.240/78 original sob a guarda da Casa Civil, decreto que possuímos cópia e onde é visível tal rasura grosseira. Também se viu que tal “alteração” foi executada depois da assinatura do Presidente, portanto configura-se numa defraudação, no mínimo uma fraude à vontade do Presidente da República. O grave, gravíssimo é que tal “alteração”, defraudação foi feita para possibilitar e supostamente legalizar, respaldar o pedido de retificação daquilo que foi publicado no DOU que estava fiel ao decreto original sem a “alteração” executada. Há que se concordar que uma retificação necessária e procedente, para corrigir erro material ou erro de publicação num decreto presidencial, esta retificação não necessita da assinatura do Presidente. Porém neste caso não havia necessidade ou procedência na retificação, pois se tratava de uma alteração, e para se executar uma ALTERAÇÃO, modificação, mudança num decreto presidencial sancionado e publicado, evidente e legal que somente mediante novo decreto, claro e óbvio assinado pelo Presidente e Ministro. Então, o que aconteceu e comprovamos, denunciamos com toda a gravidade que o assunto merece, foi que se utilizaram do subterfúgio de suposta retificação, sem assinatura de ninguém, para alterar, defraudar dispositivo do Decreto 81240/78.     

  • 11. Por outro lado, pode ter sido interpretado na época que o erro material era tão evidente que seria possível a alteração ex officio e sem manifestação do Presidente da Republica. Talvez não tenha sido a atitude adequada, mas diante de erro material tão evidente revela-se absurdo, e até ofensivo, classificar a ação como fraude.

m) Por qualquer lado, sem suposições, conjecturas ou quaisquer ilações fantasiosas e tergiversadoras, o erro material ou erro de publicação foi fabricado, comprovadamente houve alteração, rasura rebatimento (“VIII” onde estava disposto “VII”), adulteração, defraudação para embasar uma suposta retificação. Com certeza não foi a atitude adequada, a ação foi ilícita, crime, fraude executada dentro da Casa Civil da Presidência da República. Absurdo, ofensivo, estúpido, tergiversador e humilhante é querer nos convencer, através de suposições, conjecturas, presunções, tergiversações, de que a ação não foi ilícita, não existiu a fraude, absurda e ofensivamente negar que houve a fraude.    

  • 12. Assim, deve prevalecer a presunção de validade do ato publicado no Diário Oficial da União, tanto pela ausência de qualquer elemento objetivo demonstrando que a vontade do Presidente da Republica foi fraudada quanto pela falta de lógica do texto originalmente publicado.

n) Basta de presunção, deve prevalecer a lógica, moralidade, legalidade e constitucionalidade do texto do Decreto 81240/78, de 20/01/1978, originalmente publicado no Diário Oficial da União de 24/01/1978 (anexo nº), resguardado pela Câmara dos Deputados no Livro de Atos do Poder Executivo, fls. 155/173, Coleção das Leis de 1978, volume II, reproduzido no periódico “VOZ LEGIS”, volume 109, janeiro de 1978, páginas 20/34, editado pelo Ministério da Previdência Social, e também publicado pelo livro “A Previdência Supletiva no Brasil”, páginas 124/129, da Editora LTR, documentos anexados por cópias autênticas dos seus originais.

  • 13. Ademais, como exposto no parecer da PREVIC, não se consegue compreender como seria possível, materialmente, e qual a conseqüência na anulação de retificação meramente formal realizada há mais de trinta anos em ato normativo já há muito revogado.

o) Quanto ao parecer PREVIC, reafirma-se posição anterior de que este assunto não foi objeto do Ofício ANDEBB 03/2010, motivo pelo qual nos reportaremos diretamente àquela Superintendência oportunamente.

  • 14. Por fim, quanto à demora na retificação, o esclarecemos que existem vários precedentes de retificações ocorridas muito tempo após. Citamos, apenas a titulo exemplificativo, o conhecido caso da retificação da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor, a qual foi publicada em 12 de setembro de 1990, mas, em 10 de janeiro de 2007, constatou-se que o texto do art. 115 não coincidia com o constante em arquivo e assinado pelo então Presidente da República na ultima folha, e, assim, dezessete anos após, realizou-se a retificação.

p) Em nosso Ofício ANDEBB esclarecemos que não apontamos esta demora na retificação, pois sabemos que na época havia um prazo da Imprensa Nacional de cinco dias úteis para reclamação de erros, e certamente neste prazo a publicação do Decreto 81.240/78 foi conferida com as cópias do original tanto na IN quanto com o original na Presidência da República, e não houve nenhuma reclamação, visto que a publicação no DOU foi cópia fiel do original do Decreto. Se houvesse erro de publicação, a qualquer tempo esta poderia ser retificada, mas neste caso não houve erro material nem de publicação, o que houve foi uma alteração, rasura, rebatimento no original do Decreto 81.240/78, defraudação para possibilitar uma retificação fraudulenta, sem dúvida uma fraude no Decreto 81.240/78. Por outro lado, não há que se falar em prazo, visto que aquilo que se busca é a nulidade da retificação em questão, ato inexistente, ato nulo de pleno direito, sabidamente imprescritível e sem prazo decadencial.

  • 15. Em face do exposto, é o presente parecer no sentido de que o pedido de declaração de nulidade da retificação do Decreto nº 81.240, de 1978, seja rejeitado, intimando-se a Associação requerente da decisão por meio de Carta A.R. dirigida ao endereço constante do cabeçalho do ofício.  

q) Repetimos à Casa Civil, em face do exposto por esta Associação Nacional dos Demitidos do Banco do Brasil – ANDEBB -, que seja determinada ex offício, a anulação da retificação do Decreto 81.240/78, publicado no Diário Oficial da União de 16 de junho de 1978 (fl. 9.004, Secção I, Parte I), e sem mais delongas, citamos Brecht:

Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. (Bertolt Brecht, dramaturgo, LE, 1889-1956)

 

             Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff, tanto acima foi escrito e muito ainda diremos sobre este assunto em palestras, reuniões e seminários, ou em cartas, ofícios, e-mails, artigos, relatórios e até livros poderemos escrever num breve espaço de tempo, pois o tema é rico em detalhes, principalmente os mais sórdidos, criminosos e dramáticos, outros mais recentes até ridículos, desabonadores, mas repetimos que não é este o nosso objetivo agora e neste pedido, oportunamente e nos foros apropriados.

             Aqui e agora não estamos a discutir valores, previdência privada, causas ou conseqüências, nem nos mostramos preocupados com ações judiciais, passadas ou futuras, pois neste momento queremos apenas a verdade, o restabelecimento da verdade legal num decreto presidencial.

             Exigimos consideração pelo nosso conhecimento e experiência, conseguidos através de pesquisas e investigações há muito tempo debruçados sobre esta matéria, pois assim descobrimos, à distância e sem nenhum auxílio do Poder Público, a execução do ilícito, a existência da fraude no Decreto 81.240/78.

               Exigimos respeito aos nossos cabelos embranquecidos pelo sofrimento e pela idade, na maioria estamos sexagenários, ou quase, pois somos toda uma geração de trabalhadores, desde 1990 até hoje demitidos para sermos roubados pelo Banco do Brasil, PREVI e governos, em média e discriminatoriamente, aos quarenta anos de idade.

              Nós e nossas famílias, aquelas que não foram destruídas pela barbárie das demissões abusivas e criminosas, não estamos a pedir favores, esmolas ou privilégios, mas rogamos por nossos direitos fundamentais, pela moralidade, legalidade e constitucionalidade, princípios éticos próprios e exigidos pela e para a Administração Pública no Brasil e no mundo.

              Tranqüiliza-nos o fato de uma mulher guerreira, perseguida e discriminada, ocupar agora o mais alto cargo executivo do nosso país, assim temos certeza de que Vossa Excelência entenderá, compreenderá, reconhecerá e determinará a correção do ilícito, violação aos direitos constitucionais e humanos denunciada, e não deixará passar a oportunidade de restabelecer dignidade, honra e justiça, isto é tudo que esperamos da Presidência da República, da Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff.

            Reconhecemos que o documento ora encaminhado, numa visão preliminar, pode parecer um tanto incisivo, acusador, mas há que ser levado em consideração que é fruto do sofrimento, da longa espera sem solução, da esperança frustrada, portanto reação natural e inerente ao ser humano.

             Repetimos a Vossa Excelência, que a luta iniciou-se no início da década de 90 e de lá para cá fomos tratados apenas como “perdas aceitáveis de um processo econômico”, processo esse desencadeado e imposto por uma perversa política neoliberal, tão combatida pelo Partido dos Trabalhadores, que hoje comanda os destinos do nosso Brasil.

             Cabe lembrar, que a história recente reconhece a participação determinante do Sindicato dos Bancários da época na transformação do PT, que restrito ao ABC Paulista, transformou-se no PT de hoje, haja vista a presença constante de personalidades do meio bancário nos altos escalões do Governo Federal, mas esta mesma história não pode negar lugar aos funcionários do Banco do Brasil, soldados da justiça social, que empunharam a bandeira da fé, que apanharam da força repressiva nas ruas, mas sempre firmes em seu propósito mantiveram-se na esperança de um Brasil melhor.

            Lembramos a campanha presidencial de 1994 onde repudiamos veementemente a política neoliberal, que vencendo o pleito, numa demonstração da mais pura perseguição política, imediatamente privou-nos de nossos empregos, do nosso meio de vida e da nossa dignidade enquanto cidadãos brasileiros.

             As Leis de Anistia trouxeram de volta ao cenário grande parte dos perseguidos, com justiça resgataram seus direitos políticos e reconheceram o valor de sua luta pela liberdade e pela democracia, mas as vítimas sociais, os demitidos do Banco do Brasil, continuam aqui, sem resgate nenhum, inclusive de sua dignidade, pois restam desempregados, desesperançados, oprimidos e envergonhados por não terem sequer condições de manter o sustento de suas famílias, num sofrimento que perdura há quase duas décadas.

             Excelentíssima Senhora Presidenta, aproveitamos a oportunidade para pedir uma audiência. Sonhamos sentar frente a frente, olhos nos olhos e contar que nossas lideranças, além de suas próprias desgraças, recebem milhares de histórias onde nossos colegas relatam sua tristeza, seu desespero, onde sabemos de vidas destruídas, de famílias esfaceladas, mas que impotentes só nos resta baixar a cabeça, absorver e pedir fé.

 Pouco resta, a não ser apelar para a Bíblia Sagrada e dizer:

“Não negues o bem a quem de direito, estando no teu poder fazê-lo”

(Provérbios 3:27)

 

Marcelo Dantas

Presidente

 

 

 

Excelentíssima Senhora

DILMA VANA ROUSSEFF

Presidente da República

Palácio do Planalto

Praça dos Três Poderes

CEP 70150-900 - Brasília (DF)

 

COMENTÁRIOS DO BLOG DEMITIDOS DO BB: Este documento foi elaborado no GT Porto Alegre, grupo de trabalho que reuniu lideranças e pesquisadores dentre os Demitidos do BB, com o objetivo precípuo de responder à resposta negativa, omissa, contraditória, obscura, tergiversadora da Casa Civil do Presidente Lula que está nesta página do blog:

 RESPOSTA NEGATIVA DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Este ofício significa uma reiteração do pedido de nulidade da retificação fraudulenta ao Decreto 81.240, desta vez enviado à Presidente Dilma Rousseff, assim como se trata de resposta cabal, incisiva e decisiva à resposta negativa da Casa Civil do Presidente Lula.

Porém, naquele grupo de trabalho e neste documento não foi possível abordar aspectos técnicos sobre previdência privada, causas e conseqüências das demissões abusivas e criminosas do Banco do Brasil ou motivos e efeitos criminosos da fraude no Decreto 81.240/78. Esses assuntos serão abordados, oportunamente, noutro documento ou em outro foro.

Este documento foi encaminhado à Presidência da República  “VIA ECT COM AR”, em 17 de fevereiro de 2011.

Poucos dias depois a Presidenta Dilma esteve em Aracaju, quando os Diretores da ANDEBB obtiveram sucesso ao entregar “EM MÃOS” outra cópia deste ofício, e conforme relatado, a Presidenta Dilma declarou:

Já conheço o assunto e vou designar alguém para analisá-lo”

Só nos resta aguardar, sabido que esperamos tantos anos por um mínimo de decência, agora um pouco confiantes na promessa da Presidenta Dilma, de que este “alguém” a ser designado tenha e demonstre a justiça, dignidade e humanidade necessárias para consultar, pesquisar, analisar e comprovar tudo que já sabemos, porquanto fomos demitidos, roubados, enganados, perseguidos, execrados, excluídos pelo BB/PREVI e governos brasileiros, portanto merecemos ser reintegrados, restituídos, reabilitados pelo Brasil, isto sempre pedimos a Deus.

 

“Um governo continuará no poder enquanto for humano, justo e honesto”

(Provérbios 20.28)

13/2/11

Governo, BB e PREVI, um bando de ladrões e assassinos

AMIGOS DO GRUPÃO,

Trabalhando no GT, convivendo novamente com colegas do BB, uma certa nostalgia foi inevitável. O diferencial é que agora sabemos a verdade e ela estava debaixo dos nossos narizes durante todo aquele tempo e não percebemos.

Hoje ela parece tão clara, tão cheia de detalhes, tão rica em situações que bastava apenas um pouquinho de atenção para que percebêssemos que algo estava errado, muito errado.

A história da Previ, sua convivência cúmplice do BB e toda aquela sujeira estava bem alí e infelizmente não vimos. É tarde para as lágrimas sobre o leite derramado, mas ao menos podemos contar a história de um modo mais sintético, real, cru.

Sabemos que o início de tudo foi em 1904, quando queriam apenas uma caixa de pecúlios para melhorar a vida dos velhinhos.

Depois em 1947 arrumaram um jeito através de um acordo, onde o Tesouro Nacional serviu de avalista, para fazer os velhinhos deixarem seus postos de trabalho e finalmente irem para casa curtir uma aposentadoria integral, que supostamente e compromissadamente deveria ser bancada pelo Governo Federal, mas na verdade nunca foi, pois o BB arcou com a despesa, enquanto o “avalista” se esquivava do compromisso.

Acontece que em 1967 a despesa do BB com os velhinhos, famosos Pré-67, já se tornara insuportável, restando claro, que o “avalista” deveria ser chamado ao compromisso.

Para azar dos funcionários do BB, o “avalista” era o dono do banco, mandava e desmandava e nenhum Presidente do BB teria coragem de cobrar a dívida.

Assim, conversa vai, conversa vem, resolveram “refundar” a Previ e o funcionalismo do BB foi sacudido com uma grande novidade. Afinal estava criado um fundo de pensão “garantidor” do futuro de todos e, claro, ninguém nem sonhava ou se atraveria a dizer o contrário, porque nos idos de 1967 o Banco do Brasil era o melhor emprego do País e, além disso, devemos lembrar que estávamos em plena ditadura militar, perto até do AI-5, que fechou o Congresso Nacional e cassou os direitos políticos de muita gente.

A verdade nunca apareceria naquela época e criou-se uma situação semelhante a de 1995, onde o Governo Federal fugia de sua responsabilidade como “proprietário” do Banco do Brasil e resolvia o problema com o dinheiro dos funcionários.

A PREVI não foi criada para garantir aposentadoria de ninguém, foi apenas um golpe da esperteza e safadeza de quem comandava o País. A idéia era simples, bastando “criar” um fundo de pensão, obrigar os funcionários novos a serem “contribuintes” e pegar o dinheiro deles para pagar as aposentadorias dos Pré-67, assim o Tesouro Nacional e o BB escapavam da despesa.

Aí não vai faltar quem pergunte: Mas e quando chegasse a hora dos “contribuintes” se aposentarem? Ora, azar o deles, afinal a gente (militares) é que manda. Depois inventamos alguma coisa como desculpa pelo sumiço do dinheiro dos otários.

Acontece que o tiro saiu pela culatra, porque os funcionários podiam ser obrigados a abraçar a Previ, mas os velhinhos aposentados não. Assim os generais ficaram chupando o dedo, porque os velhinhos disseram um sonoro “NÃO”, afinal tinham a garantia do Tesouro Nacional. Então porque arriscar e entrar num fundo de pensão novo, que ninguém sabia se iria dar certo?

O que pouca gente sabe é que o Banco do Brasil havia assumido o compromisso de depositar na PREVI o dobro de cada funcionário, mas como os velhinhos não “embarcaram” no golpe, então o BB resolveu não pagar sua parte.

Quando o Decreto 81.240/78 foi publicado em 24.01.78, já se passavam quase 11 anos da fundação da Previ e o BB ainda não tinha pago um tostão sequer da sua parte, mas mesmo assim, já que a PREVI não precisava pagar os PRÉ/67, acumulara um patrimônio razoável.

O Decreto deixava claro que o BB tinha 2 anos, a contar da publicação do decreto no DOU, para pagar o que devia para a Previ, mas logo alegaram que não teriam condições, aí o então Ministro da Previdência, gaúcho Dr. Jair Soares, mudou o decreto, dizendo que o prazo mudaria para 20 ANOS. Desta forma, até janeiro de 1998, passados 21 ANOS da fundação da PREVI, o BB nunca pagou um tostão de sua parte patronal.

Agora vejam como as datas são interessantes.

No início da década de 90 o BB estava falido, quebrado. A coisa piorou e muito e 1995, pois o prejuízo acumulado dos anos anteriores deixava a situação crítica. A tendência era realmente a falência, porque não estávamos mais na ditadura militar, o Congresso Nacional estava ativo, até já tinha “derrubado” um Presidente e mudar a LEI novamente não iria ser fácil.

De que LEI estou falando? Ora, daquela que ainda vigorava dizendo que o BB t inha até janeiro de 1998 para pagar sua dívida com a PREVI, na verdade as contribuições patronais nunca recolhidas.

Bem, se a situação do BB em 1995 já era crítica, como iriam cumprir o compromisso de janeiro de 1998? Afinal faltavam menos de 3 anos e não havia perspectiva nenhuma de recuperação da instituição nesse período, ainda mais que o Plano Real jogou os juros bancários lá embaixo como forma de conter a inflação. Naquela época lucro de banco só se fazia com tarifas.

Então, lembrando sempre as datas, mais uma vez o Governo Federal, agora sem os militares, achou o mesmo caminho de 1967 e deixou a conta para os funcionários do Banco do Brasil pagarem.

Lançaram o PDV e confiscaram parte do fundo de pensão de cada iludido, roubado, enganado, que aderiu ao plano. Assim cada um que saia deixava parte de sua poupança dentro da PREVI, mas isto ainda não foi suficiente para acumular “a fortuna” necessária  para resolve r os problemas do Governo Federal e do Banco do Brasil, tanto que no início de 1997, como as adesões ao PDV ficaram abaixo das expectativas, a ordem foi demitir sem dó nem piedade, inclusive os gerentes e “chefes” foram autorizados pela Direção do BB a demitir até quem “olhasse atravessado”.

Conseguiram “a fortuna” necessária e, vejam como as datas provam os fatos, em 24.12.1997, apenas 30(TRINTA) dias antes de vencer o tal “PRAZO DE 20 ANOS” dado pelo Ministro Jair Soares, claro que por ordem dos generais, o Banco do Brasil mais uma vez resolve todos os seus problemas.

No famigerado 24.12.1997, a PREVI realiza uma das operações mais BILIONÁRIAS e INACREDITÁVEIS do mundo dos negócios. Envolveu quase 11 BILHÕES DE REAIS, sendo uma metade “emprestada” ao BB, com devolução em 32(trinta e duas) parcelas, para que o BB pagasse a própria Previ, na verdade a tal PARTE PATRONAL, que o banco não pagou desde 1967, uma inadimplência de quase 30 a nos.

A outra metade dos 11 BI é tanto ou mais ridícula, inacreditável, pois se destinava a “INDENIZAR” o Banco do Brasil, por conta do pagamento dos aposentados PRÉ/67, aqueles que não “toparam” entrar na PREVI e a partir daí o fundo assumiria integralmente o compromisso de seguir pagando.

E de onde saiu “a fortuna” salvadora? Bem, isto todos sabemos. Na verdade todo mundo sabe, principalmente nós “os roubados”, inclusive Governo Federal, Banco do Brasil e Previ sabem também que saiu do acúmulo dos capitais dos demitidos e pedevistas. A diferença é que nós temos vergonha na cara para denunciar a safadeza e “ELES” não, afinal estão todos de bolso cheio e enchendo cada vez mais com a dinheiro das “falcatruas que mandam a PREVI fazer”.

Uma das tristezas disso tudo, além da desgraça nas vidas das vítimas dos cafajestes, é que assim fica claro que, tanto em 1967 quanto em 1995, o Governo Federal nunca cumpriu seu papel de “proprietário” do BB, apenas o fez para “saquear” a instituição com favorecimentos políticos, criando um rombo enorme nas contas e depois jogou o resultado nas costas dos funcionários, tirando-lhes inclusive sua dignidade e seus empregos.

Bando de ladrões !

Ary

MENSAGEM RESPOSTA AO COMENTÁRIO DO ARY

ARY, 

Eu pensei que tivesse acontecido apenas comigo, no entanto parece que o GT Porto Alegre, além do trabalho desenvolvido em prol de todo o grupo para questionar as mentiras e enrolações da resposta  do Governo,  trouxe para cada um dos participantes muitos outros sentimentos, entre eles nostalgias e lembranças, outros porém muito mais fortes de indignação, revolta, desprezo por criminosos, e imensa vontade de desmascarar os farsantes que provocaram esta verdadeira chacina.

Tudo isto se explica, pois passamos quatro dias mergulhados em assunto repleto de sujeiras e falsidades, ficando seguramente 90% do tempo falando em termos como: FRAUDE, DEMITIR PARA ROUBAR, APROPRIAÇÃO INDÉBITA, RETOMRA MORADIAS DE COLEGAS ROUBADOS, FAMÍLIAS DESTRUÍDAS, etc… E um BANDO DE ASSASSINOS EXECUTORES, negando tudo, ou se escondendo atrás de uma simplista justificativa de que ”estavam cumprindo ordens”, como muitos colegas da ativa à época sempre se justificaram, como se cumprir ordem de ROUBAR E MATAR fosse algo lícito. Talvez tenham se inspirado em vários mandatários assassinos da história que sempre justificaram seus atos de barbárie com situações que  lhes aliviasse a consciência pesada (cumpria ordens, tinha uma causa maior, no nosso caso tínham que salvar o BB), nem que para tanto tivessem que executar vidas e famílias.

O grupo do GT pode se considerar privilegiado diante do cenário macabro que viraram as demissões, e muitos do grupão também, pois ainda lhes restou o raciocínio e a organização de idéias, algo que para muitos deve ter se desmanchado com o tempo. Portanto não podemos esquecer todos aqueles ”DOS NOSSOS’ que não chegaram nos dias de hoje nestas condições ou  tombaram no campo de batalha. Eles faziam parte de nosso EXÉRCITO, não um exército armado e bem equipado, mas sim um exército de injustiçados, roubados e atirados no front de batalha com armas de brinquedo para serem dizimados por armas potentes de seus algozes, GOVERNO/PREVI/BB.

Quantos sabemos por relatos e quantos nem imaginamos a situação que se encontram, muitos não resistiram e foram destruídos por alcoolismos, depressões, desmanches familiares ou até pedindo arma de verdade para dar cabo do sofrimento, realmente é demaissssssss.

Portanto nós os cambaleantes mas lúcidos, temos obrigação de partir para a ofensiva e cobrarmos com todas as forças a reparação desta injustiça, até para que os familiares e amigos destes que não resistiram, saibam que longe de terem sido fracos, irresponsáveis ou incompetentes, todos foram DEMITIDOS PARA SEREM ROUBADOS.

Como desgraça nunca vem sózinha, não faltava mais nada para completar o quadro dos horrores, gente ROUBADA sendo ROUBADA de novo e ainda por cima por advogado que deveria ser aliado na trincheira e na verdade é oportunista inimigo na trincheira, isto já é abusar da nossa capacidade de autocontrole para não cometer uma bobagem.

ARY, TAVA DEBAIXO DO NOSSO NARIZ SIM, porém todos nós vivíamos em função do BB e éramos capazes de virar inimigos de quem falasse mal dele, por isto viramos presas fáceis e eles sabiam disto, portanto a traição foi mais forte ainda.

O documento do GT Porto Alegre é uma grande contestação de tudo, embasado e fundamentado em fatos concretos. Seu encaminhamento direto à atual Presidenta é fundamental e passo necessário, no entanto por tudo que nós ouvimos, tudo que lemos e por tudo que já negaram, não tenho dúvidas, NOSSA HORA DO PÉ NA PORTA ESTÁ CHEGANDO.

NO NOSSO CASO NÃO PRECISAREMOS DE HERÓIS, MAS SIM MÁRTIRES, TALVEZ MEIA DÚZIA DE CABEÇAS GRISALHAS QUE PODERÃO SER PRESOS POR INVASÃO OU DESACATO, MAS QUE FATALMENTE ATRAIRÃO ATÉ O JORNAL NACIONAL QUE TERÁ CURIOSIDADE PARA SABER O QUE AQUELES “PERIGOSOS SENHORES E SUAS ARMAS” (montanhas de provas) TEM A DIZER ANTES DA PRISÃO.

BASTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!. 

UM ABRAÇO 

FERNANDO

As letras vermelhas são pela indignação

NOTA DO BLOG DEMITIDOS DO BB: Os colegas Demitidos do BB Ary e Fernando, junto com o Ednei, César e Leandro, todos participaram do GT Porto Alegre, grupo de trabalho que se reuniu em Porto Alegre (RS), no período de 05 a 07/02/2011. O GT teve o objetivo de elaborar documento para reiterar, à Presidência da República, o pedido de nulidade da retificação fraudulenta no Decreto 81.240/78. Pedido feito anteriormente pela ANDEBB e negado de forma omissa, contraditória, obscura e tergiversadora pela Casa Civil do Presidente Lula. No mesmo documento elaborado pelo GT Porto Alegre se incluiu a resposta conclusiva e incisiva à resposta negativa da Casa Civil.

Portanto, por estarem em contato com a verdade, daquilo que realmente aconteceu, através de documentos, relatos, lembranças, frente às origens e causas, conseqüências e efeitos, perante os atos e fatos estarrecedores, discutindo sobre as causas dos suicídios, doenças e mortes originadas pelas demissões, destruição de famílias, roubo, apropriação indébita de aposentadorias, violações aos direitos constitucionais e humanos que marcaram as demissões abusivas e criminosas executadas pelo BB, governos e PREVI, por isso o Ary e o Fernando comentaram desta forma tão indignados e solidários aos colegas do Grupão – PDV-BA - (grupo de discussão do Movimento Nacional dos Demitidos do BB – MNDBB).

E esses comentários arrazoados, baseados em descobertas e na VERDADE dos fatos, considerou-se digno, justo, necessário, útil e esclarecedor publicá-los neste blog.

“Vocês conhecerão a verdade e a verdade vos libertará”

(João 8.32)

 

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22/11/10

CARTA AO PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL

 

Guaíba (RS), 20 de novembro de 2010.

Exmo. Sr.
Dr. Aldemir Bendine
DD. Presidente do Banco do Brasil S/A

Senhor Presidente,

Lamentavelmente eu me apresento como ex-funcionário do BB e digo isto não só pela condição de “EX”, mas principalmente porque ao longo dos anos esta classe de “excluídos da Nação”, vem tentando se comunicar com a direção do nosso outrora “amado patrão” e via de regra nossas correspondências são sequer lidas, restando-lhes a lata do lixo, destino idêntico dado aos anos de dedicação ao trabalho, doação de nossas vidas e dos destinos de nossas famílias, que a vilania do Governo FHC nos impôs.

O momento é peculiar, interessante. Assistimos incrédulos o que se passa com a questão da distribuição do Superavit da Previ, quando reuniões e mais reuniões nada resolvem, embora saibamos que o comando é do BB.

Num primeiro momento pode lhe causar estranheza minha manifestação, afinal de contas, na condição de “ex-funcionário” do BB igualmente sou “ex-participante” da Previ, motivo pelo qual normalmente somos tratados com desdém e já estamos cansados do jargão “busquem seus direitos no Judiciário”, como se este judiciário fosse confiável e insuspeito, já que no Brasil configura-se a situação ridícula do Poder Público escolher a dedo os membros das altas cortes, que julgarão as questões onde este mesmo Poder Público figura como réu na maioria das vezes. Só no Brasil mesmo!

Não precisamos pensar muito para definir “Superavit”, é simples, é SOBRA, é o que ultrapassa a necessidade de um fundo de pensão para cumprir os compromissos futuros com seus assistidos. Então, quando esta discrepância ocorre, seria inteligente utilizar-se desses recursos para resolver questões antigas, que se arrastam ao longo do tempo, que vem sofrendo solução de continuidade, mas que ao mesmo tempo oferecem um risco à saúde não só do plano de benefícios, como também ao patrimônio da instituição BB como um todo.

Certamente neste momento o Sr. deve estar pensando, que já se passaram 15 anos da edição do famigerado PDV de 1995 e quase 20 anos do “PDV” de 91, portanto pode parecer caso encerrado, ou desgastado pelo tempo, prescrições judiciais são levantadas, prazos decadenciais igualmente, afinal sua finalidade jurídica é esta mesmo, ou seja, jogar no esquecimento questões que não foram resolvidas na época devida.

Mas agora eu me atrevo a entrar no âmago da questão. Agora vamos falar a verdade pura e simples, sem desculpas judiciais, sem subterfúgios interpretativos, sem fugas e sem medos. Falemos fora da esfera judicial, falemos apenas dos fatos da época, das finalidades reais do PDV e, despidos dos esfarrapados argumentos utilizados no judiciário tanto pelo BB quanto pela Previ, busquemos simplesmente a moralidade das coisas, a verdade sem receio e, quem sabe um dia, tomados pelo bom senso, pedevistas e demitidos do Banco do Brasil possam sentar frente a frente, olho no olho e discutirem a questão, sem que o BB tenha que baixar a cabeça pela vergonha que enfrenta perante a Nação, por ter jogado no lixo uma história de cumplicidade sem precedentes com seu corpo funcional, quando se utilizou de expedientes espúrios para sanear suas contas , confiscando o patrimônio de seus funcionários, enxotados aos borbotões do interior das agências, acreditando num engodo que logo se desfez.

Senhor Presidente, o Senhor estava lá em 95, conhece os fatos, sabe da carta do Ex-Presidente Alcir Calliari ao Ministro da Fazenda alertando para a dificuldade que o BB enfrentava por conta do pagamento das aposentadorias do Grupo Pré-67 e sabe que o Governo Federal tinha inúmeros caminhos para superar a crise, principalmente porque o problema era e deveria ser resolvido pelo Tesouro Nacional, mas ao invés disso lançaram mão da imoralidade do PDV, quando sabemos que sua única finalidade era confiscar o patrimônio dos demitidos para sanear o BB, como realmente foi feito em dezembro de 1997.

A coisa toda foi uma brutalidade, quem saiu não teve tempo de pensar e quem ficou assistiu estupefato a ânsia do BB em livrar-se de seu “maior patrimônio” a qualquer custo.

A realidade Senhor Presidente, foi triste, muito triste e perdura até hoje. Lembra das décadas de 70 e 80? Milagre brasileiro, agências do BB por todos os cantos, progresso, transformações sociais, cidades que cresciam do nada, mas agora me diga: Essas agências funcionavam vazias? Contratavam pessoas do lugar? Não, o Senhor sabe melhor do que eu, que não era assim.

Tinha gente lá, amigos nossos, colegas, até nós mesmos estivemos lá. A falta de escolas, hospitais, médicos, luz, água, esgoto e até dentistas eram uma constante, ou o Senhor acredita que nos anos 70 o sertão do Piauí, do Ceará, a floresta amazônica, o pantanal, estavam lotados de médicos e dentistas? Se hoje ainda não tem, o que diremos daquela época!

Pois estas pessoas que lá estiveram, formando famílias, criando filhos na ignorância, sem acesso sequer a um curso superior, ou o Senhor acha que atrás de uma seringueira tinha uma faculdade? Então, estas pessoas, bitoladas pela dificuldade que enfrentavam limitadas pela necessidade do BB em estar lá, em servir o propósito do Governo Federal, foram de uma hora para outra simplesmente descartados, sem dó nem piedade, apenas “perdas aceitáveis de um processo econômico”.

Engano, grande engano, era “gente”, vidas, sonhos criados num concurso público, esperanças de um futuro seguro que compunha o pacote vendido pelo BB, pelo qual além de termos pago um preço altíssimo, ainda não o recebemos. Outra mentira!

Imoralidades, mentiras, enganação? Pois já que estamos falando de “realidades”, vamos à maior delas.

Pergunto: Porque o tratamento diferenciado entre os pedevistas de 91/95 e os pós dezembro/97? Claro que a resposta merece um capítulo à parte, mas simplificando a coisa, posso dizer o seguinte: Os pedevistas de 91 receberam apenas 50% das contribuições pessoais a Previ. Os pedevistas de 95 receberam 98% das contribuições. Os pedevistas de dezembro/97 em diante receberam o tal 80% da Reserva Matemática, que explicada é a contribuição patronal.

Agora o imoral, o escândalo, a vergonha, a bofetada na cara do pessoal de 91 e 95, pois falta a explicação do motivo pelo qual o BB agiu assim. Pois eu sei e muita gente sabe. As contribuições do pessoal de 95 tinham que ser retidas, porque foram elas que proporcionaram o acúmulo do dinheiro da Previ, que se transformou na operação fraudulenta dos quase 11 bilhões entregues ao BB em dezembro de 1997.

Porque a partir de dezembro de 1997 o BB “agraciou” os pedevistas com o incentivo dos 80% da Reserva Matemática? Muito simples, porque já estando saneado e ainda precisando demitir, deparou-se com uma dificuldade imensa, pois passados mais de dois anos da saída do pessoal de 95, os funcionários da ativa já tinham conhecimento que todo mundo tinha “dado com os burros n’água” e ninguém queria nem ouvir falar de PDV, principalmente porque sabiam que sequer os financiamentos da Carim os ex-colegas estavam conseguindo honrar.

Assim o BB resolveu incentivar as demissões, permitindo o resgate das cotas patronais e é aí que se cria o inaceitável, a imoralidade, a bestialidade, quando BB/Previ ao mesmo tempo em que se debatiam nos tribunais negando as cotas patronais aos pedevistas de 95, entregavam estas mesmas cotas aos pós-dezembro/97, na maior demonstração de “cara de pau”, falta de respeito e consideração com aqueles que dedicaram suas vidas ao Banco.

Senhor Presidente, muito ainda pode ser dito, um livro posso escrever sem pestanejar, pois o tema é rico em detalhes, principalmente os mais sórdidos, criminosos, ridículos, mas não é este meu objetivo, pois como já disse, não estou preocupado com ações judiciais, passadas ou futuras, quero apenas a verdade, dizê-la me faz bem, me tranqüiliza, me torna útil. Utilidade que espero do Senhor e do cargo que ocupa, para que não deixe passar a oportunidade de ouro que se apresenta agora e resolva definitivamente a questão dos pedevistas.

Muito já fizemos, conhecimento de causa não nos falta, temos muita capacidade de organização e luta. Já chegamos as Cortes Internacionais de Direitos Humanos e não vamos desistir nunca, pelo menos eu não, mas também conhecemos a realidade, sabemos o que é possível fazer e o que não é, no fundo sabemos que nunca mais retornaremos ao BB, até porque “vaso quebrado não cola”, todavia acreditamos que assim como o BB se utilizou a vida toda da Previ para resolver uma série de problemas, que o faça novamente, mas agora por uma causa nobre, por uma questão de respeito aqueles que um dia foram seus colegas, que partilharam dos mesmos sonhos, que leram a mesma CIC Rural, a mesma CIC Funci e que também idolatravam um carimbo de “Gerente Geral” como o ápice de suas vidas.

Deixamos nosso dinheiro lá na Previ, ou melhor, nos forçaram a deixar. São público e notório que geramos parte do superávit e agora assistimos, como mortos de fome em janela de restaurante fino, os outros saborearem nosso prato predileto.

Podemos resgatar o que ficou lá, mas também podemos receber um benefício proporcional, todavia podemos parar de sermos despejados de nossas casas, porque não temos dinheiro para pagar a Carim.

 

Isto é uma vergonha para uma instituição como o Banco do Brasil, que gasta fortunas na mídia tentando vender uma imagem de segurança, seriedade e respeito ao cliente, quando ao mesmo tempo pisoteia em seus ex-funcionários, tratando-os como se lixo fossem.

Senhor Presidente, o cargo é seu, mas também a decisão de “ser”, ou de “estar” Presidente do Banco do Brasil e espero, juntamente com os milhares que me acompanham, que o Senhor não seja apenas mais um que por aí passou, sem dizer “porque veio”.

Esta carta não é exclusividade do Senhor, é pública, é da internet. Somos organizados e ao mesmo tempo em que remeto ao endereço principal, ela circula por todos os blogs, jornais, revistas, sindicatos, partidos políticos, igreja e todo o círculo de amigos e colaboradores que possuímos, para que o País inteiro acompanhe a verdade, da qual ao menos nós não temos medo.

Saudações,

Ary Taunay Filho

Ex 1.416.100-1

Diretor da ANDEBB-Associação Nacional dos Demitidos do BB

Membro do Movimento Nacional dos Demitidos do BB

“Respeitamos a Deus por causa daquilo que Ele esconde de nós; e respeitamos as autoridades por causa daquilo que elas nos explicam”.

(Provérbios)

 

criado por schmaedeke    20:34:51 — Arquivado em: Demissão e Apropriação Indébita

14/10/10

CAMISAS DEMITIDOS DO BB E ROUBADOS PELA PREVI

Precisamos “comemorar” a vitória da Dilma ou do Serra!

Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?” (Noel Rosa).

Com que roupa que nós vamos pra festa que não fomos convidados? Talvez de palhaço?

É só lembrar, fomos demitidos, surrupiados, tungados, perseguidos, execrados e excluídos da Nação por todos os governos, desde Collor até FHC e Lula, desde 1990 até hoje, sem esquecer a fraude no Decreto 81240/78 executada no governo Geisel, utilizada para viabilizar as demissões e apropriações indébitas de salários de aposentadoria dos demitidos, fraude que hoje a Casa Civil do Governo Lula, baseada no PARECER N° 0312010/CGCJ/PPROC/PREVIC nega obscura, omissa, contraditória e tergiversadoramente. Juntaram-se a Advocacia Geral da União, a Procuradoria Geral - Federal, a Procuradoria Federal - PREVIC e a Casa Civil da Presidência da República do Governo Lula para, conjuntos e hipocritamente, negar a fraude grosseira e criminosa.

 

Por tudo isto, nesta festa nós teremos que nos usar nossas “roupas” de ainda demitidos do BB e roubados pela PREVI. Já “desfilamos” nos aeroportos e rodoviárias com camisas “Procuram-se Demitidos do BB”.

 

A atenção e surpresa das pessoas foram imensas, tanto que na sala de embarque uma senhora, de uns 30 anos e bebê no colo, não se conteve e perguntou: “Mas vocês não ingressaram no BB através de concurso público, como foram demitidos?”

Aproveitou-se a deixa e se elevou o discurso na sala de embarque sobre as 40.000 mil demissões abusivas e criminosas, farsa do PDV, roubo de aposentadorias, indução aos suicídios, etc., mais algumas pessoas souberam a verdade. Daí, por que não resumir isto numa outra camisa? Explicação óbvia e direta, incisiva, manifestação e divulgação mais contundente.

Resultado, eis sugestão para colocarmos nossas denúncias e direitos roubados no peito e nas costas, mostrar e divulgarmos direta, visual e contundentemente à sociedade brasileira, começando por nossos amigos e inimigos mais próximos, numa preparação e ensaio para “botarmos nosso bloco na rua”.

CAMISA AMARELA BORDADA EM VERDE - FRENTE - DEMITIDOS DO BB 

CAMISA AMARELA BORDADA EM VERDE - COSTAS - ROUBADOS PELA PREVI

CAMISA AZUL BORDADA EM BRANCO - FRENTE - DEMITIDOS DO BB

CAMISA AZUL BORDADA EM BRANCO - COSTAS - ROUBADOS PELA PREVI

 

Camisas em malha simples, “transfer” emborrachado c/figuras, exige cuidados ao lavar, menos durável. “Logo” na frente extraído do blog Demitidos do BB e nas costas criação do Ary Taunay, na denúncia da fraude.  

CAMISA AMARELA COPA TRANSFER EM AZUL- FRENTE - DEMITIDOS DO BB

 

 

CAMISA AMARELA COPA TRANSFER EM AZUL - COSTAS - ROUBADOS PELA PREVI

CAMISA AZUL COPA TRANSFER EM AMARELO - FRENTE - DEMITIDOS DO BB

CAMISA AZUL COPA TRANSFER EM AMARELO - COSTAS - ROUBADOS PELA PREVI

Como vocês puderam ver, são sugestões singelas, com dizeres num resumo da verdade, objetivam materializar e divulgar nossos reclamos, mas têm que dizer, no mínimo, isto:

 

Só uma sugestão inicial, pode não ser das melhores, mas pode ser ponto de partida para a criatividade dos colegas e amigos dos Demitidos do BB. Mais pra frente, talvez tenhamos que incluir mais um nome de exterminador ou negacionista, Serra ou Dilma.

Definitivamente comprovamos a perseguição política dos governos Collor, FHC e Lula aos demitidos do BB, mas somos perseguidos políticos não-violentos, apenas trabalhávamos em bancos, não seqüestramos, matamos, não roubamos bancos como dizem que a Dona Dilma fez.

Ironicamente, nós fomos roubados pelo Banco do Brasil e pelo governo brasileiro, nunca pegamos em armas, pelo contrário, dirigiram todas as armas do poder político e econômico contra nós. Até mídia paga usaram para roubar nosso emprego, aposentadoria, plano de saúde, todos os nossos direitos que eles, FHC, equipe econômica, e o Serra, não tinham nenhum direito de tirar.

Porém, fomos perseguidos não só por Collor, FHC (Serra Ministro do Planejamento) e Lula (Dilma Ministra da Casa Civil), nossos DIREITOS MORAIS, LEGAIS, CONSTITUCIONAIS, HUMANOS foram negados também pelo LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO, pelo poder público corrupto, REGIME DE EXCEÇÃO, excluídos da nação brasileira, mas vamos à festa sem convite e com as nossas camisas DEMITIDOS DO BB e ROUBADOS PELA PREVI.

Não é mais somente uma questão de dignidade e justiça, mas, de humanidade, honestidade, talvez não seja possível acabar com a sem-vergonhice desses políticos mentirosos e desonestos, porém só a reintegração plena de direitos aos demitidos (ou suas famílias), desde 1990 até hoje, pode compensar, um pouco, o sofrimento de toda uma geração de trabalhadores e cidadãos excluídos da nação por causa dos interesses espúrios, políticos e econômicos, demitidos, enganados, tungados. Muitos acreditaram na propaganda enganosa do BB, PREVI e governo, e se jogaram no buraco ilusório, estelionatário do dito PDV (PDI, PDV, PAQ, PQP), mergulharam no golpe do incentivo financeiro, alguns até pensaram em “salvar o banco” com o sacrifício das próprias vidas.

Mas na maioria das demissões tinha somente uma escolha, rua ou rua, buraco ou buraco, com ou sem golpe do incentivo financeiro, as demissões foram sumárias, arbitrárias, abusivas, criminosas.

Os recursos, para indenização dos perseguidos pelo autoritarismo político e econômico, devem sair do mesmo lugar de onde tiraram os bilhões para indenizar os perseguidos políticos da ditadura, ou do mesmo BB, que não quebrou porque teve lucros bilionários com as demissões abusivas, ou ainda, da PREVI superavitária em bilhões por causa vil das apropriações indébitas, antes que os petralhas da corrupção metam a mão no superávit da PREVI.

  AQUELE QUE NÃO CONHECE A VERDADE É SIMPLESMENTE UM IGNORANTE, MAS AQUELE QUE A CONHECE E DIZ QUE É MENTIRA, ESTE É UM CRIMINOSO”

Bertolt Brecht, dramaturgo, pensador, LE, 1889-1956 - Brecht, exilado, excluído não se cansou de fustigar violentamente a figura de Hitler, mostrando os crimes do nazismo. De volta à Alemanha, depois do desmoronamento deste regime, continuou a lutar, como marxista, pela causa operária. Ao morrer, em 1956, o mundo inteiro reconhecia a grandeza de sua obra. Esta frase de Bertolt Brecht também se aplica ao PSDB & Cia, Collor, FHC, Serra, ao PT & Cia, Lula, Dilma, aos diretores do BB e da PREVI, também aos “nobres” parlamentares da CDHM da Câmara, enfim, ao poder público de agora e outrora, corja cujas “obras” o mundo inteiro, breve, conhecerá. Aplica-se a todos que conhecem a verdade e nada fazem para restaurá-la, aplica-se à Casa Civil do Governo Lula, que criminosamente nega a fraude no Decreto 81240/78.

COM A AJUDA DE DEUS, OS DEMITIDOS DO BB TERÃO A REINTEGRAÇÃO AO EMPREGO, APOSENTADORIA, PLANO DE SAÚDE, PECÚLIO, EMPRÉSTIMO IMOBILIÁRIO, CONTINUIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO, PELA ANULAÇÃO DAS DEMISSÕES ABUSIVAS E CRIMINOSAS DO BB E GOVERNO BRASILEIRO, SEM ESQUECER-SE DAS PENSÕES E INDENIZAÇÕES DEVIDAS AOS FAMILIARES DOS DEMITIDOS QUE FORAM ASSASSINADOS PELO BB/PREVI E PELO PODER PÚBLICO BRASILEIRO.

 

Um governo continuará no poder enquanto for humano, justo e honesto” (Provérbios: 20.28)

 

criado por schmaedeke    23:23:09 — Arquivado em: Demissão e Apropriação Indébita

9/9/10

ASSASSINADOS PELO BANCO DO BRASIL & BRASIL

Funcionários do Banco do Brasil literalmente assassinados, porque ameaçados, aterrorizados, torturados, levados à depressão, induzidos ao suicídio, à morte, eis os mártires.

 

CARLOS GONDIM SAMPAIO, em 10 de fevereiro de 1995, CESEC BANCO DO BRASIL - FORTALEZA (CE), com um tiro de revólver.

BILHETE: “Causa mortis”: fracassomania – Vírus – COLLOR, FHC e Cia. Sintomas – desespero total por falta de perspectivas de vida. Remédio – não existe a curto prazo. Solução viável – só Deus sabe. (XAVIER, 1998, página 25).

 

EXPEDIDO JOSÉ DA SILVA, em 12 de fevereiro de 1995, CESEC BANCO DO BRASIL - NATAL (RN), com um tiro de revólver;

 

 

GERSON SOARES DOS SANTOS, em 24 de março de 1995, CESEC BANCO DO BRASIL – ANDARAÍ (RJ), por envenenamento.

BILHETE: Foi a morte a solução encontrada para meus problemas financeiros. Deixo a vida sem ódio e sem rancor. Com o coração cheio de amor que me perdoe as pessoas que me cercam e gostam de mim”. (XAVIER, 1998, página 22);

 

EDINALDO PINHEIRO DOS SANTOS, em 09 de abril de 1995, CESEC BANCO DO BRASIL – MACEIÓ (AL), com golpes de tesoura;

 

HILTON MATOS MORAIS, CESEC BANCO DO BRASIL – BACABAL (MA), por enforcamento;

 

MOACIR HUMBERTO BOTELHO, 30 de maio de 1995, DOURADOS (MS);

 

ULISSES MORENO BENIGNO, 29 de junho de 1995, CESEC BANCO DO BRASIL - PRAÇA DO CARMO – FORTALEZA (CE), com tiro de revólver;

 

JOSÉ ANTONIO GOMES DA SILVEIRA, em 29 de junho de 1995, BANCO DO BRASIL – OLIVEIRA DOS BREJINHOS (BA), com tiro de revólver;

 

ANTONIO ESTANISLAU SILVA, em 04 de julho de 1995, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA MORRO DO CHAPÉU (BA), morto por infarto dentro da agência ao ver seu nome na lista de “elegíveis e disponíveis”;

 

 

FLORINDA YOKO KIKUCH, em 17 de julho de 1995, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA MARECHAL DEODORO – CURITIBA (PR), jogando-se da janela do 12º andar;

 

LAURO HUBNER, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA IBIRUBÁ (RS);

 

 

ISRAEL DOS SANTOS GUERRA, CESEC BANCO DO BRASIL – BAURU (SP), mediante corte dos pulsos;

 

A indução ao suicídio, as dívidas do funcionários, as ameaças de demissão por causa das dívidas e a fraude no Decreto 81240/78:

Da página 117 do Livro “Metáforas do Brasil”, Dra. Léa Carvalho Rodrigues: “… a situação de endividamento dos funcionários do BB tornava-se crítica. Sem reajuste salarial há um ano e sem reposição das perdas inflacionárias do período anterior ao Plano Real, muitos funcionários vinham utilizando, seguidamente, o limite do cheque especial e isto levava a um endividamento crescente em virtude dos altíssimos juros vigentes à época (cerca de 16% ao mês). As perdas salariais vinham se acentuando desde 1990… Já em 1992, cerca de 20.000 funcionários (1/6 do quadro) estavam em situação de inadimplência e o GAREF solicitava da direção do Banco medidas para recomposição de dívidas - como é procedimento normal com devedores do Banco”. (Boletim GAREF 18/12/1992).

As medidas tomadas pelo Banco, contudo, só viriam a piorar a situação financeira dos funcionários: Primeiro retirou-se a comissão dos funcionários endividados, daí como resultado das perdas financeiras aumentou ainda mais a situação de endividamento, depois, uma outra medida foi a suspensão do limite do cheque especial para os funcionários endividados, aumentando o total da dívida a descoberto e entrando as mesmas em situação de anormalidade. O GAREF e a ANABB tentaram viabilizar uma forma de negociação das dívidas, nos mesmos moldes que o Banco empregava com a totalidade dos seus clientes. A alta administração, no entanto, negou-se a negociar e liberou a área de recursos humanos para efetuar demissões sem instaurar processo disciplinar, prática totalmente contrária aos procedimentos usuais dentro da empresa.

Divulgação das demissões: “Todos os meses era divulgada uma pequena lista com os nomes, cargo e localização de funcionários demitidos por iniciativa do Banco. Essa lista era afixada nos quadros de avisos colocados nos halls de entrada dos edifícios e sobre ela os funcionários se detinham especulando sobre a gravidade da ação que teria levado àquela demissão”

O banco provocou a situação e agravou-a: Por estas razões, a situação do endividamento do funcionalismo em 1994 e 1995 adquiria um caráter mais duro uma vez que, além de não desenvolver meios para resolver a situação, a alta administração tomava medidas no sentido de acentuá-la.

Em abril de 1995, o Jornal Correio Braziliense fez uma extensa reportagem sob o título “Dívidas levam bancários ao suicídio”, onde os casos foram expostos de forma minuciosa, inclusive com divulgação do conteúdo dos bilhetes deixados. Nessa reportagem manifestaram-se ainda a presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e membros da CNB, dando números sobre o endividamento do funcionalismo e denunciando a pressão exercida pela alta administração do banco na cobrança das dívidas e de que estariam de fato ocorrendo demissões ex-officio sem a instauração de processo disciplinar e com recusa a negociações.

O Banco do Brasil e o Estado Brasileiro assassinaram doze funcionários só no primeiro semestre de 1995: Em vista dos acontecimentos foi apresentada denúncia em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e o Banco do Brasil foi acusado de responsabilidade na ocorrência dos suicídios. Citavam-se, mormente, as pressões sobre os endividados por meio de cartas de ameaça de demissão se as dívidas não fossem pagas em 60 dias!

O representante do banco na audiência, Sebastião Fajardo, chefe do departamento que conduzia processos administrativos dos funcionários, cínica e hipocritamente afirmou a inexistência de ameaças de demissão e contestou os números relativos aos suicídios: disse que foram seis suicídios e quatro tentativas, mas os funcionários afirmavam serem dez suicídios e oito tentativas, tudo por causa do endividamento.

O diretor de recursos humanos João Batista Camargo, também tratando a questão em termos numéricos, sem nenhum sentimento afirmaria que “os números estavam dentro da média considerada normal para essas ocorrências: 10 casos anuais para um universo de 100.000 empregados” (O Globo 22/06/1995).

“MONTANHA RUSSA DA TRANSIÇÃO“: No contexto do PDV, a empresa de consultoria contratada utilizou-se de uma abordagem psicológica baseada no pânico, terror, depressão e morte, o método objetivava submeter os funcionários a bruscas oscilações emocionais. Da situação de normalidade oscilariam para inquietação, temor e ansiedade oriundos dos boatos, depois o choque pelo anúncio do programa, daí raiva, tristeza e depressão. Neste ponto, os psicólogos disseram “que aquilo ali era um suicídio”. Alguns funcionários nem chegaram ali, mataram-se ou foram mortos antes.

Enxugar e matar - 30/07/95 - Autor: CLÓVIS ROSSI: … A tensão funcional no BB já vem desde o ano passado e criou uma situação de extrema anormalidade. Os bancários contabilizam 14 suicídios só em 1994 e mais alguns este ano… Há casos de extrema dramaticidade. Um funcionário deu um tiro na cabeça no horário do expediente em uma movimentada agência central de uma capital nordestina. Outra, embebeu com gasolina um cobertor, enrolou-se nele e ateou fogo… Parece pouco crível que “marajás”, rótulo que se tenta indiscriminadamente colar nos funcionários do BB, descubram, de súbito, uma vocação para bonzo… O mais provável é que a política de recursos humanos do banco esteja falhando gravemente. Ainda mais que, ao divulgar os resultados negativos do semestre, a direção do BB aponta o dedo acusador para administrações anteriores e não para os funcionários, o que, de resto, é óbvio… Enxugar os quadros é sempre doloroso, mas às vezes necessário. Levar parte deles ao suicídio, além de doloroso, é imperdoável.

INDUÇÃO AO SUICÍDIO, maquiavelismo explícito e cruel, para coagir e forçar demissões por causa de dívidas criadas e estimuladas no contexto da empresa. Porém, a verdadeira causa de toda esta violência era a necessidade do BB e do Governo brasileiro demitirem 40.000 funcionários para se apropriar de suas aposentadorias complementares, com esta pilhagem quitarem suas dívidas trabalhistas e previdenciárias com 40.000 aposentados, compromisso do BB e do acionista majoritário, governo federal.

MAS hoje sabemos, O DECRETO 81240/78 foi fraudado no parágrafo segundo do artigo 31, e a fraude eliminou, anulou, RETIROU DA LEI O DIREITO do PARTICIPANTE DE SAIR DO PLANO (PREVI), SEM PEDIR DEMISSÃO DO EMPREGO (BB), E RECEBER A RESTITUÇÃO DE 50% DAS CONTRIBUIÇÕES VERTIDAS PELA EMPRESA E RESPECTIVO EMPREGADO.

Se não fosse esta fraude, todo funcionário endividado poderia sair da PREVI, perderia sua aposentadoria complementar e deixaria metade das suas contribuições na PREVI, mas pagaria suas dívidas e manteria seu emprego no BB, com a sobra, poderia iniciar outro plano complementar de aposentadoria.

Quem da Casa Civil da Presidência da República, do governo, ou do BB, vai pedir desculpas às famílias? Pior, fazem ainda pior: O atual governo do Presidente Lula, através da CASA CIVIL, mantém a fraude e se nega a decretar a sua nulidade, prejudicando milhares de trabalhadores honestos.”

SABEMOS O MAL QUE MOVIA E NÃO PERMITIA DEMOVER O BB, PREVI E GOVERNO DAS DEMISSÕES, era o miserável dinheiro que precisavam roubar dos demitidos para “salvar” o BANCO DO BRASIL e o TESOURO NACIONAL, quitação de divida nefasta em troca das vidas de pessoas e famílias, lucraram com a morte de inocentes.

Também sabemos o mal que move o governo dos petralhas traíras, estão no controle dos fundos de pensão e consideram esses recursos privados como se fossem “partidários”, o baú do PT.

Voltando ao passado também indecente, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados concordou e renovou a licença para matar do BB, continuaram as demissões abusivas e criminosas. Os Sindicatos efetuaram levantamento posterior, registrado, comprovado que foram 28 suicídios de funcionários do BB no ano de 1995, a considerar ainda dezenas de aleijamentos e mortes por infartos e acidentes cerebrais vasculares – AVC.

 

 

ADILSON OLIVEIRA, em 07 de março de 1996, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA CARANGOLA (MG);

 

 

EUGÊNIO CARLOS GURJÃO CORTONESI, em 11 de abril de 1996, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA CAJURU (SP), com tiro;

 

 

MARCELO ELIAS DO NASCIMENTO, em 14 de abril de 1996, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA TAGUANORTE (DF), por enforcamento;

 

FLÁVIO BRUM RUBERTI, em 17 de maio de 1996, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA PORTO ALEGRE (RS), com tiro;

 

 

IVANCILDO JOAQUIM FERREIRA, em 15 de junho de 1996, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA MAJOR IZIDORO (AL);

 

 

MAURÍCIO SANTOS SILVA, em 24 de junho de 1996, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA CAMPOS ELÍSEOS (SP), por enforcamento na agência, usando a gravata.

(”Em 24/06/1996 Maurício começou a trabalhar na Agência Campos Elíseos - SP - encarregado de implementar o setor de recuperação de crédito (RECRE). Declarava-se satisfeito e empenhado com a nova missão, contou um colega. Veio, porém, o fim do expediente da última quinta. Hora de ir embora, de afrouxar a gravata, sete e meia da noite. Todos se vão, Maurício diz “tchau” e em vez de seguir para o happy hour vai para o 2º andar. Entra no banheiro e amarra no registro da água, na parede no alto a ponta da gravata, uma dessas que há muitos anos abraçava-lhe o colarinho de funcionário dedicado e apaixonado pelo BB. Como que em mais um de seus gestos severos, calculados, certifica-se apenas que o nó está bem apertado. O chão o banco já havia se encarregado de roubar-lhe dos pés. Pela descrição de um colega, os “homens da Superintendência chegaram em bando na manhã de sexta-feira, praticamente proibindo as pessoas a falarem sobre o episódio”. Não se sabe se Maurício deixou bilhete para explicar o inexplicável. Sabe-se apenas que deixou uma mulher, uma criança de 4 anos, outra de 8 anos e uma terceira de 14, completados na sexta. Agora senhores idiotas da objetividade são 22 os que cometeram suicídio. Menos um funcionário na contabilidade macabra do Sr. Paulo César Ximenes. Muito obrigado”.

 

Este pronunciamento foi feito pelo Deputado Federal José Pimentel, que foi Ministro da Previdência do governo Lula. O Pimentel ainda se lembra do Maurício, sua família e dos Demitidos do BB? Ou dos outros 22 colegas que renunciaram à vida por causa de dívidas e das ameaças de demissão? Dos milhares que morreram ou tiveram suas famílias destruídas por causa das demissões? Claro que não, mas o petralha, ávido em se aproveitar da tragédia para discursar e angariar votos se enganou, pois o Maurício deixou um bilhete, dizia:

BILHETE: “Não agüento mais trabalhar no Banco. É muita pressão. Sempre procurei fazer as coisas mais certas possíveis, mas o Banco mudou muito e sinto-me desamparado. Não existe qualquer falcatrua e nunca roubei nada do Banco. Apenas o fardo está muito pesado para mim. No ano passado fiz tratamento com psiquiatra e não melhorei. Espero que a minha família entenda que eu escolhi esta atitude e me perdoe. Estou doente. Não sei viver assim. Perdão”. (Do Livro “Liberdade é escravidão”, Dra. Marinina Gruska Benevides);

 

Importante ressaltar como o BB agia para abafar e esconder os suicídios: “os homens da Superintendência chegaram em bando na manhã de sexta-feira, praticamente proibindo as pessoas a falarem sobre o episódio”.

 

 

HUGO GOMES DOS SANTOS, em 26 de junho de 1996, BANCO DO BRASIL AGÊNCIA SERROLÂNDIA (BA), aos 51 anos de idade, demitido sem justa causa, de forma abusiva e criminosa, através do PDV de 1995, sofreu agonia durante um ano, morto por câncer não diagnosticado na farsa do “exame” demissional do PDV;

 

PAULO HENRIQUE DIAS CARNEIRO, 17 anos de banco, 42 anos de idade, filhos, foi demitido sem justa causa, de forma abusiva e criminosa, em Fortaleza (CE), através do PAQ (1996). A partir daí sua vida financeira e familiar virou de pernas para o ar. Funcionários do SEEB-CE disseram que o sindicato comprava seus serviços para ajudá-lo na crise financeira. Paulo Henrique não agüentou ver sua vida destruída, morto no final de outubro de 1999;

 

ALEXANDRE DE PAULA BRAQUEHAIS, nove anos de banco, foi demitido sem justa causa porque “eleito” pelo gerente BANCO DO BRASIL AGÊNCIA PRAIA DE IRACEMA (CE) para a demissão, abusiva e criminosamente demitido através do PAQ em 08/04/1996, após seu retorno de licença-saúde para tratamento psiquiátrico. A partir daí sua vida financeira e familiar virou de pernas para o ar. Doente mental (bipolar) diagnosticado ainda quando no BB, o Alexandre sofreu depressão, alcoolismo, em agonia durante onze anos, morto em abril de 2007;

 

TARCÍSIO DEZENA DA SILVA, 24 anos de banco, SUPERINTENDENTE REGIONAL do BANCO DO BRASIL CURITIBA (PR), foi demitido sem justa causa de forma abusiva e criminosa em 03/03/1997, lutava pela reintegração, morto em 2007;

 

GERENTE DO BANCO DO BRASIL DE ESTIVA GERBI (SP), bancário, de 44 anos, morador em Mogi Mirim (SP), cometeu suicídio, em 26/02/2008, dentro da própria agência onde trabalhava como gerente. Segundo informações, o gerente disse ao vigia que pretendia comprar uma arma e pediu para ver o revólver de calibre 38 que ele portava. O funcionário entregou a arma descarregada. O gerente percebeu e pediu também a munição e o vigia, novamente, atendeu ao pedido. No banheiro, com um tiro na boca.

 

ROSILDA NUNES DANTAS, em 27 de novembro de 2008, GERENTE DA AGÊNCIA DO BANCO BRASIL ALAGOA GRANDE, por causa de assédio moral, no interior da agência, com um disparo contra a própria cabeça.

 

Os dois últimos casos ocorreram no “BB do Lula”.

 

 Outros demitidos do BB falecidos depois das demissões abusivas e criminosas: Abadio Martins Fernandes, Adelson Eustáquio de Mesquita, Ademir Rocha Fonseca, Afonso Maria Ligório Sant’ Ana, Aldo Jorge Armani, Antonio Ibrahim da Fonseca, Antônio Severian Loureiro, Augusto Kozuki, Carlos de Oliveira Gomes, Carmelita Oliveira Nunes Santos, Celso dos Reis Sales, Cleude Maria dos Santos Souza, Ederson Alves de Paiva, Euvaldo Falcão de Lima, Eziquiel Souza Ribeiro, Florisvaldo Abreu da Silva, Haroldo de Oliveira Lima, Hugo Gomes dos Santos, José Antônio Tomás de Melo,  José Cláudio de Brito Bacelar, José Dantas de Almeida Júnior, José Eduardo Viana, José Francisco de Moraes Pereira, José Francisco dos Santos, José Francisco dos Santos, José Souza Pereira, José Tupinambá Belisário, José Vicente Tucci, Josenildo Ferreira da Costa, Júlio de Oliveira, Larri Armando Cattani Veloso, Lauro Mariano Brito Gume Maria Vânia Batista s, Leonardo Mannes, Luciano Belmiro de Souza, Luiz Carlos Castro Monteiro, Marco Estrella de Oliveira, Marcus Lustoza Costa, Miguel Roberto Calil Thomé, Morvan Sousa Lobo, Murilo da Silva Amaral, Nasser Kayed Atalla, Nelson Augusto de Lima, Odilon Pereira de Castro Souza, Omar de Oliveira, Pedro Benoski, Raimundo Nonato Ribeiro da Silva, Renilto Luiz Klein, Rogério Rollim Borges, Ronaldo Tadeu Bizerra de Souza, Rui Francisco Gomes, Sebastião Bomfim de Souza Alves, Sebastião José de Lima, Sérgio Cargnin, Sérgio Nunes Messineti, Valdenor Barbalho da Silva, Waldir Antônio Coelho e mais centenas, milhares que faleceram no escuro dos seus quartos, no fundo do poço, desempregados, deprimidos, doentes e no anonimato das suas misérias e dores.

 

Muitas informações foram obtidas do trabalho do Dr. Marcelo Augusto Finazzi Santos – Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho- assim resumiu: A perda do equilíbrio se completa pela constatação de que o discurso reiteradamente veiculado nos informativos da organização, impregnados de mensagens de amor à empresa e empregados felizes, contrasta violentamente com a percepção de realidade do trabalhador… “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.

 

OUTRA OPINIÃO: O período de instabilidade e crise interna no BB que se verificou pré e pós Programa de Ajustes foi muito violento, culminando com casos de suicídios que foram notificados junto aos sindicatos e órgãos representativos da categoria, mas sem cobertura da mídia tradicional, que por motivos óbvios não deu muita atenção a este lado do programa. Os principais motivos registrados eram rebaixamento de salário, endividamento e desestruturação familiar promovidos em grande parte pelas realocações compulsórias e pelo Quadro de Excedentes (subordinado diretamente à Diretoria Geral do BB). (XAVIER, 1998).

 

 No entanto, todo pai, toda mãe de família, arrimo, quem esteve debaixo daquelas pressões, ameaças, pânico, terrorismo, sabe, porque em algum momento também passou por sua cabeça esta idéia, muitos desses colegas preferiram renunciar à vida para proteger seus familiares, pois falecidos não poderiam ser demitidos, deixaram pensões.

 

Suicidas, mártires ou assassinados pelo Banco do Brasil e Estado Brasileiro?

 

 Os sobreviventes, demitidos, roubados, enganados, perseguidos políticos, execrados sob regime de exceção pelo próprio poder público, excluídos da nação, vítimas que, se houver um mínimo de decência, dignidade e justiça neste GOVERNO LULA, têm que ser reintegrados, restituídos, reabilitados em todos os direitos, inclusive a imagem perante a sociedade brasileira e mundial.

“Um governo continuará no poder enquanto for humano justo e honesto”

(Provérbios 20.28)

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25/5/10

Métodos nazistas e negacionistas nas demissões abusivas e criminosas do Banco do Brasil & Brasil

No início, foi difícil desenvolver esta terrível tese, comparar as demissões do Banco do Brasil & Brasil ao Holocausto dos Judeus executado pelos nazistas, evidente que mantidas as devidas proporções de violência e mortandade.

 

Mas depois ficou possível entender e comprovar a semelhança nos métodos nazistas e negacionistas nas demissões abusivas e criminosas do Banco do Brasil & Brasil.

Escritores e publicações denunciaram o maquiavelismo

“Na empresa Banco do Brasil, que pertence ao governo, o método utilizado na realização do ajuste foi o mais truculento possível, onde o ser humano foi colocado em segundo plano (Reestruturação e o Fim… - Francisco F. Alexandre - Diretor da PREVI);

“Os meios de comunicação sempre martelaram a tecla de um suposto número excessivo de funcionários, tanto na máquina do governo como nas estatais - agravado, ainda, pela existência de “marajás” e salários altíssimos “… (Aloysio Biondi - Brasil Privatizado);

“Roberto Marinho, Victor Civita, Octavio Frias Filho, Ruy Mesquita, Bóris Casoy, Jô Soares, Alberto Dines, Lilian Witte Fibe, Marilia Gabriela, Ferreira Neto e Paulo Francis são alguns dos nomes que fizeram a trajetória de Collor nos meios de comunicação, desde a construção da imagem do “caçador de marajás” ao afastamento do presidente acusado de corrupção… (Jornalista Mário Sérgio Conti).

 “Relembrem ainda que tudo isso, na época, foi um preparativo para abrir caminho para as privatizações; e conseguiram seus intentos. Todos os trabalhadores públicos e das estatais, até os mais modestos, carregam até hoje a pecha de “marajás”. Estas injúrias abriram caminho para a maior entrega de uma nação ao capital estrangeiro de que a história da humanidade tem notícias” (Observatório de Imprensa).

“DRH030 - Enquanto se tratava apenas de um programa de demissões voluntárias, era problema de cada um. Só que com os cortes, o programa tende a virar uma carnificina” (Boletim GAREF do BB n.º205, 03/07/95);

A desmoralização do Banco do Brasil perante a opinião pública foi uma das “operações de manipulação” mais maquiavelicamente montadas pelo governo FHC” (Aloysio Biondi - Brasil Privatizado);

O governo, ele ilhou tanto determinados setores do movimento sindical e trabalhou para isso, por exemplo, no caso do servidor público, (aí vem do Collor)… que é marajá, que é isto, que é aquilo outro, que funcionário do Banco do Brasil é marajá (Érica Kokai)

“Nós desenvolvemos o trabalho no maior sigilo, naquela outra sala de reunião. Aonde você ia tinha gente. Foi tudo fechado ali… E aí, como a gente já tinha se preparado, já sabia o que ia acontecer, tudo, o nosso jurídico estava ali “full time”, um grupo de advogados e todo mundo… para atuar. Foi muito interessante como experiência do projeto, apesar de doloroso, todos nós somos do banco, mas, realmente não aconteceu nada diferente do que estava previsto. Conseguimos dessa vez prever tudo” (Dra. Léa - Metáforas - entrevistas com executivos do BB participantes da arquitetura social do PDV);

“Seríamos incompetentes se não tivéssemos nos preparado” (Hugo Dantas - Diretor do Banco do Brasil);

O projeto de preparar o Banco do Brasil para a privatização, segundo Calliari, vinha sendo conduzido desde o Governo José Sarney, quando Mailson da Nóbrega foi ministro da Fazenda” (Dra. Léa - Metáforas do Brasil);

Contudo, o mais importante é entender que esse processo de mudanças no Banco do Brasil, que se iniciou em 1990 e se firmou a partir de 1995, como parte intrínseca das políticas econômicas de cunho neoliberal iniciadas no governo de Fernando Collor de Mello e sedimentadas no governo de Fernando Henrique Cardoso (Dra. Léa - Metáforas do Brasil);

 “Em 2007, depois de privatizar o BEC e o BEM e ainda manter na navalha o BESC e o BEP, o governo Lula segue com uma ofensiva ainda maior que a de FHC. Com seu pacotaço privatizante, vem atacando sorrateiramente a categoria desde seu primeiro mandato, através de seus gerentes no BB e sob a ação complacente e criminosa da quadrilha governista da CUT. Agora, o governo Lula resolve promover o mais profundo ataque já sofrido pelos funcionários do BB. Nem FHC ousou tanto. Lula prova que é o melhor gerente para o mercado financeiro” (Oposição Bancária).

Portanto, várias declarações de planejamento maquiavélico nas demissões do BB & Brasil desde 1990 até hoje. Mas os mentores e executores das demissões consideram-nas “legais e legítimas”, nenhum as confessou como maquiavélicas ou com métodos nazistas.

Nenhum confessou, no entanto, numa repulsiva onda que polui nossa terra de uns tempos para cá, os maquiavélicos denunciaram pretensa propaganda nazista contra eles mesmo, seriam “vítimas” dos “neo-goebbels”.

Na mentira repetida, talvez quisessem mostrar o quanto sabem sobre métodos maquiavélicos e nazistas, até para satisfação dos egos psicopatas, pois esses, mesmo projetando ou inconscientemente, precisam divulgar seus feitos.

Os mentores e executores das demissões denunciaram seus próprios métodos:

 Sarney diz sofrer “campanha nazista”: O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), discursou no plenário da Casa para fazer duras críticas à imprensa e ao que chamou de “campanha nazista” contra a sua permanência no cargo. A reação foi contra a denúncia, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, de que dois apartamentos usados por sua família no bairro dos Jardins, em São Paulo, teriam sido adquiridos e registrados em nome da empreiteira Aracati. Em sua defesa, Sarney afirmou sofrer uma campanha nazista contra sua permanência no cargo: “O jornal vem se empenhando numa campanha sistemática contra mim, adotando uma prática nazista, que era aquela que eles adotavam de acabar com as pessoas, denegrirem a sua honra, a sua dignidade, até com os judeus levarem à câmera de gás. Felizmente no Brasil não temos câmera de gás”.

  Um discurso do senador Pedro Simon ressuscitou o Fernando Collor quando presidente. O brilho da cólera no olhar, a mesma gesticulação de pugilista ansioso pelo nocaute, a voz de tenor sempre à beira do som da fúria, a arrogância congênita, o permanente desentendimento entre sujeito e predicado ─ lá estava, em sua abjeta inteireza, o Collor Collorido do século passado. Collor fez uma extensa defesa à permanência de Sarney na presidência do Senado. De acordo com ele, ninguém tem tanta experiência quanto o peemedebista para ocupar o cargo. Ele comparou Sarney a Getúlio Vargas e pediu que resistisse no cargo. Durante o pronunciamento, Collor ainda aproveitou para fazer uma pequena defesa de seu período à frente da presidência da República. Ele alegou nem sempre a “voz das ruas deve ser ouvida” e citou a experiência alemã sob o comando de Hitler, que instituiu uma espécie de juízes populares, levando à condenação de judeus a partir da pressão da opinião pública. Com os caras-pintadas muitos ficaram inebriados. Com isso sofri muitas injustiças”, disse.

 FHC diz que Lula é um “fanfarrão” e que PT usa técnica nazista. O ex-presidente lembrou as duas eleições em que bateu Lula, dizendo que ele e o PT sempre agiram da mesma forma. Fernando Henrique usou um argumento recorrente entre apoiadores de Alckmin, de que os petistas usam de técnicas nazistas de propaganda, repetindo mentiras até que virem verdade. A tática é atribuída ao ministro da Propaganda nazista Joseph Göebbels. “Não se cansam de repetir mentiras, na velha técnica nazista de mente, mente, mente que pega. E pega mesmo, porque [Adolf] Hitler foi eleito. E depois?”, comentou o ex-presidente.

 Lula comparou postura do PSDB a de Hitler, quando criticou a intenção do PSDB de mobilizar milhares de partidários em uma região pobre do Nordeste para fortalecer a oposição ao governo. Durante o discurso, Lula comparou essa postura a de Hitler, que dizia aos alemães que perseguissem os judeus e treinava o povo para a sobrevivência. Dona Dilma disse: “Os que vão fazer o Brasil avançar não serão aqueles que nos imobilizaram num modelo neoliberal por tantos anos. As forças do passado mais uma vez tentam se organizar e, para isso, usam velhas e surradas táticas. Tentam ser astutos ao tentar fragmentar a base aliada do governo Lula, são patéticos ao tentar confundir as pessoas, dizer que nossos modelos são parecidos, que nossa política econômica é a mesma”.

Pra completar a onda de denúncias de suposto nazismo, uma internacional:

 Citação de Amorim referindo Goebbels causa mal-estar diplomático na reunião da OM. Durante uma entrevista coletiva à imprensa concedida na sede da Organização Mundial de Comércio, em Genebra, o ministro brasileiro Celso Amorim afirmou que “Goebbels sempre dizia que quando se repete uma mentira muitas vezes, ela se torna verdade”.

A declaração do ministro brasileiro sugerindo que os EUA e a Europa se portam como nazistas em termos comerciais é preocupante, inaceitável. A primeira reação à imprudente declaração foi a da representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab, judia e descendente de sobreviventes do Holocausto, que afirmou: para alguém que é ministro de Relações Exteriores, ele deveria estar mais atento para alguns pontos sensíveis”.

Depois de dizer que Estados Unidos e Europa usam métodos nazistas nas negociações, Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores apressou-se a pedir desculpas. A situação estava ficando pesada. O governo dos Estados Unidos afirmou que os comentários eram “baixos” e iam “além de qualquer imaginação”.

A representante de Comércio da Casa Branca, Susan Schwab, é filha de sobreviventes do Holocausto. Segundo seus assessores, ela ficou surpreendida com o ataque: Sempre mostramos respeito ao Brasil, ao ministro Celso Amorim e ao presidente Luís Inácio Lula da Silva”.

Neste imbróglio o Ministro Amorim deve ter aprendido outra frase, talvez “goebellsiana”: “Jamais diga uma mentira que não possa provar.”

 Nesta hipótese absurda, do Ministro Amorim comparar uma questão comercial com o Holocausto, tem toda a razão a Dra. Susan Schwab em puxar, até arrancar as orelhas do ministro das Relações Exteriores do Governo Lula.

Porém, na forma como se demonstra e comprova nos expostos acima e a seguir, as demissões do Banco do Brasil & Brasil foram uma barbárie, em pequena escala, mas semelhante ao Holocausto dos Judeus nos métodos e resultados macabros, saques, doenças, mortes e destruição de famílias.

Mentirosos de ofício, frases e palavras-chave dos presidentes:

Sarney “Acho que mereço ficar os seis anos”; Iniciamos uma guerra de vida ou morte contra a inflação”; A conta-movimento do BB gera inflação”;

Collor Marajás, inoperantes, privilegiados”; “Não me deixem só”; Eu tenho aquilo roxo”; “Duela a quien duela”; A poupança é sagrada”; Vou derrubar a inflação com um único tiro”; “O STF não me acusou”;

FHC Esqueça tudo o que escrevi”; “Eu nunca fui ateu”; “São uns ignorantes”; “Neobobos”; “Fracassomaníacos”; “São vagabundos”; “São baderneiros”; “Sem reestruturação (demissões), o BB vai à falência”; “Quem paga isso é o povo. Dizem que é o Tesouro. O Tesouro é uma abstração”; “Eu não tenho o direito de deixar que o povo pague porque o Banco do Brasil está inchado ou porque tem este déficit”, “Não permitirei manifestações dos funcionários das estatais contra as reformas, a punição será a demissão sumária”;

Lula Vocês não vão me ver dizendo esqueçam o que falei”; “Carta aos Brasileiros”; “Eu não sabia”; “Eu sou filho de uma mulher que nasceu analfabeta”; “Eu estou presidente. Mas sou mesmo é dirigente sindical”; Primeiro nós vamos fazer o necessário, depois nós vamos fazer o possível, e quando nós menos esperarmos, vamos fazer o impossível”; “Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”; “Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo”; “Fui contaminado pelo vírus da paz”.

As palavras-chave e frases de efeito dos presidentes, na sua maioria leitores (ou ouvinte das histórias) de Maquiavel, nele e no sombrio Goebbels se inspiraram.

As palavras-chave e frases de efeito dos presidentes são contaminadas e mal-inspiradas em Goebbels (admirava Maquiavel), na sua máxima:

 “De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade”. 

 O Dr. Josef Goebbels era ministro, mestre da propaganda nazista, do Reich. Sua atuação durante o governo de Hitler ficou célebre por personificar a essência do poder da informação e mostrar ao mundo o enorme potencial que ela possui.

Ao convencer os alemães de que seguir Hitler era a sua única opção e o melhor a ser feito, Goebbels conseguiu inseminar na mente do povo alemão o ódio aos judeus e esconder, deste mesmo povo e de muitos países aliados, os horrores dos campos de extermínio.

Antes de tudo começar, convenceu todas as nações européias que Hitler jamais declararia uma guerra em grande escala na Europa. Goebbels mostrou que os meios de comunicação, quando controlados pelo poder do Estado de forma ampla e sistemática, podem servir a qualquer objetivo e terem o poder para subjugar mentes e corações onde quer que se deseje.

Sua citação acima demonstra muito bem como agem os políticos e alguns governos quando têm um objetivo a alcançar. Lançam mentiras nos meios de comunicação de forma insistente e constante. Alguns governos e políticos elevam esse trabalho a um verdadeiro “estado da arte” e fazem da propaganda a verdadeira responsável por suas vitórias seja numa guerra ou em qualquer crise.

Princípios de dominação pela propaganda - Goebbels:

1. SIMPLIFICAÇÃO OU DO INIMIGO ÚNICO. Adotar uma única idéia, um único símbolo. Individualizar o adversário em um único inimigo.

2. MÉTODO DO CONTÁGIO. Reunir diversos adversários em uma só categoria, em uma soma individualizada.

3. TRANSPOSIÇÃO. Carregar sobre os adversários seus próprios erros e defeitos, respondendo ataque com ataque. Se não podes negar as más notícias, invente outras que as distraiam.

4. EXAGERAR E DESFIGURAR. Converter qualquer história, por menor que seja, em ameaça grave.

5. VULGARIZAÇÃO. Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos instruído dos indivíduos aos quais se dirija. Quanto maior a massa a convencer, menor o esforço mental a realizar. A capacidade receptiva das massas é limitada, sua compreensão escassa e tem grande facilidade para esquecer.

6. ORQUESTRAÇÃO. A propaganda deve limitar-se a um número pequeno de idéias e repeti-las incansavelmente, apresentando-as uma e outra vez, de diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para o mesmo conceito, sem fissuras nem dúvidas.

7. RENOVAÇÃO. Emitir sempre, informações e argumentos novos a um ritmo tal que quando o adversário responda o público já esteja interessado em outra coisa.

8. VEROSSIMILHANÇA. Construir argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias.

9. SILENCIAÇÃO. Encobrir as questões sobre as quais não tenha argumentos e dissimular as notícias que favorecem o adversário, contra programando com a ajuda dos meios de comunicação afins.

10. TRANSFUSÃO. A propaganda sempre opera a partir de um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, ou um complexo de ódios e preconceitos tradicionais. Trate de difundir argumentos que possam arraigar-se em atitudes primitivas.

11. UNANIMIDADE. Convencer a muita gente de que pensa “como todo mundo”, criando uma (falsa) impressão de unanimidade.

Esses métodos nazistas foram utilizados nas demissões abusivas e criminosas do Banco do Brasil & Brasil, desde 1990 até hoje:

  Goebbels dizia que um partido deve lutar sempre contra um inimigo. Hitler afirmou: “Se o judeu não existisse, seria preciso inventá-lo”. Pois as multidões necessitam de um bode expiatório para nele descarregarem suas frustrações, culpar alguém como responsável pela miséria, como um escape à realidade.

Em 1986, quando o Sarney tirou a conta movimento do BB (seria inflacionária, tirou do BB, mas a inflação continuou), desde a perda da conta movimento o BB não tinha mais como integralizar as reservas de mais de 40.000 funcionários PRÉ-67 (antes da PREVI), cuja estabilidade e aposentadoria foram asseguradas, em 1947, pelo Banco do Brasil & Brasil (União - Tesouro Nacional, acionista majoritário do BB).

Em 1988 o ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega iniciou campanha contra os funcionários do BB, mostrou seu espelho, seus rendimentos de PRÉ-67 (salário três vezes maior do que os dos PÓS-67), disse que os funcionários do BB ganhavam demais, em resumo o Maílson foi dizer pra Veja e pra sociedade o quanto ganhava, injustamente, pois qualquer centavo pago a tal sujeito foi indevido, mal pago e pessimamente aplicado pelo BB e pelo Tesouro Nacional.

 A campanha de 1989, da “caça aos marajás”, foi suja e empolgante. O caçador de marajás denegriu tudo e todos ao vender a sua “santidade” com um verbo fácil. Se aos pobres, “descamisados” ele capturou com a mensagem primitiva, aos ricos ele ofereceu liquidar com todos os controles econômicos, liberar os mercados, acabar com o protecionismo, privatizar tudo, desburocratizar e reduzir à metade o funcionalismo público e liquidar a inflação com uma bala de prata! O resultado é muito conhecido para ser relembrado. A “abertura” econômica atabalhoada produziu alguns resultados, mas no conjunto tratou-se de uma administração desastrosa. No final, os verdadeiros “marajás” se deram tão bem que continuam em circulação.

Na primeira fase, planejamento e propaganda nazista, escolha do inimigo único, escolheram os funcionários públicos e das estatais como responsáveis pela crise econômica e política do Brasil, a propaganda comandada pelo comunicador Collor e sociólogo FHC, com auxílio da mídia, propaganda paga na rede “Gloebels” e revista “Veja Heil FHC” (ainda hoje a Veja é pró-FHC), com injúrias, calúnias e difamações inconstitucionais (marajás, inoperantes, privilegiados, vagabundos, baderneiros).

Equipes econômicas, presidentes do Brasil & Banco do Brasil influenciaram, mentiram, repetiram, fizeram o povo brasileiro odiar aos funcionários do BB, e ELEGERAM (elegíveis, pior, eleitos pelo BB) os funcionários públicos e das estatais responsáveis por tudo de ruim que acontecia no país. A “meta” fatal de Collor, 360.000 “neo judeus”, pois esses brasileiros seriam os responsáveis pela crise econômica e política do país, que deveriam ser demitidos e/ou excluídos da sociedade, assim Collor atingiu 110.000 funcionários, 6.420 demitidos do BB, muitos morreram.

Contrataram empresas com notório saber em demissões, inventaram um suposto programa de demissões voluntárias (PDV, PDI, PAQ), com um golpista incentivo financeiro, uma farsa que se tornou modelo para outras empresas no Brasil e no mundo, porque a mesma mídia paga divulgou o pretenso sucesso dos demitidos. Mas a grande maioria das demissões do BB foram sumárias, coações, injunções, compulsórias. A política salarial no BB foi de achatamento, ao mesmo tempo abriram as torneiras do crédito barato (juros especiais) aos funcionários, depois elevaram as taxas de juros, assim fabricaram dívidas impagáveis pelos empregados, porque passaram a cobrar tudo de uma vez só, 60 dias para pagar, ou demissão sumária.

 Conseqüências da fraude, se o Decreto 81240/78 não fosse fraudado, a qualquer momento o participante poderia sair da PREVI, sem sair do BB, e receberia cinqüenta por cento das contribuições vertidas, pessoais e patronais. É claro que se alguém tivesse ameaçado de perder o emprego por conta de dívidas (milhares foram ameaçados de demissão por justa causa, muitos foram demitidos assim), sairia “voluntária e antecipadamente da PREVI, sem a cessação do contrato de trabalho”.

Estava disposto no decreto original que perderiam parte da previdência complementar, mas não perderiam o emprego, a vida. Previdência complementar poderiam fazer outra, tantas havia para fazer, futuros estelionatos, podem anotar, é só findar o período contributivo e ingressar na fase de pagamento de benefícios, muito dinheiro vai sumir.

Portanto, além de tranca de ferro, pois impediu a saída voluntária e antecipada do plano de benefícios, depois a fraude foi porta arrombada para as demissões para apropriação indébita de aposentadorias, enxugamento e matança.

 A “meta” de FHC para a demissão de funcionários do BB foi 40.000 demitidos, porque a PREVI, com as aposentadorias roubadas dos demitidos, tinha que assumir as aposentadorias de 40.000 aposentados do BB, assim FHC demitiu 43.000 funcionários do BB, e centenas de milhares de funcionários públicos e de estatais. FHC demitiu 127.000 funcionários públicos e mais de 100.000 das estatais federais. Além disso, os governadores demitiram mais de 200.000 funcionários das estatais estaduais, bancos, elétricas, telefônicas, etc. Portanto, nesta contabilidade macabra, o total superou em muito as metas fixadas pelo Collor. Não foi à toa que o país atingiu onze milhões de desempregados em 2001, pela bola de neve montanha abaixo as empresas privadas também demitiram, reengenharia e outras bostas mais.

 Transformaram a barbárie, as demissões abusivas, criminosas e lucrativas do BB, o aniquilamento de uma geração de trabalhadores, numa pretensa cruzada patriótica, os patriotas salvariam o Brasil, os engenheiros sociais salvariam o BB.

Na fase de execução, retiraram empregos para saquear aposentadorias, separaram, destruíram famílias, induziram ao suicídio, à depressão, às doenças decorrentes da depressão e baixa auto-estima, às mortes e ao mesmo tempo se apoderaram e continuam se apoderando de emprego, aposentadoria, seguro, saúde, moradia. Saquearam e saqueiam todos os bens materiais, depois deixam o tempo e as doenças matarem-nos aos milhares, previsto que isto ocorreria pelos sociólogos, psicólogos e antropólogos de plantão, mentores e executores da barbárie.

A primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso foi tranqüila e apoiada no sofisticado Plano Real, o único plano que confiscou, roubou, achatou salários de aposentadorias de demitidos e de aposentados.

 Lula perdeu eleições pra Collor e FHC, apresentava-se à população como ético, entendedor dos problemas dos trabalhadores, notadamente por sua história no movimento sindical, contra os banqueiros e grandes empresários. Foi eleito pelos bancários, depois de se tornar amigo do “China”, mas o álcool deve ter consumido esta memória, pois apresentou sua rendição ao capital na Carta aos Brasileiros, depois se tornou amigo de todos os pretensos inimigos de outrora, descobriu-se que sua campanha também foi financiada por banqueiros e empreiteiros.

As lideranças sindicais da época, muitos bancários que não foram demitidos por causa da imunidade sindical e/ou parlamentar, hoje formam a cúpula do partido dos traidores do governo Lula, presidem e dirigem as estatais e os fundos de pensão.

A “meta” de Lula para a demissão de funcionários do BB foi 7.000 demitidos, ainda não se tem os números de demissões abusivas e criminosas do “Banco do Lula”.

Métodos negacionistas nas demissões abusivas e criminosas do Banco do Brasil & Brasil:

 Vivemos um tempo em que a agressão é reiterada e a História, manipulada. Um grande exemplo disso é o negacionismo do Holocausto.

Entre os iranianos e palestinos, e em movimentos pró-palestinos, o negacionismo é comum, uma tentativa de apagar a memória, com o reiterado desrespeito à memória e à dignidade humanas, e de jogar a História na lata do lixo, manipulando “aquilo que aconteceu”, o fenômeno histórico da discriminação, exclusão sócio-econômica, expropriação, da perseguição, tortura e extermínio de seis milhões de judeus entre 1933 e 1945 pelo regime nazista na Alemanha e Europa ocupada.

De novo se configura a semelhança do Holocausto, em pequena escala, com a barbárie das demissões abusivas e criminosas do BB & Brasil, discriminação, perseguição política, exclusão sócio-econômica, tortura psicológica, expropriação, indução ao suicídio, morte e destruição de famílias de mais de 50.000 demitidos do BB desde 1990 até hoje.

Na fase do negacionismo tupiniquim, BB, PREVI, GOVERNO LULA, PARTIDO DOS TRAIDORES, JUDICIÁRIO, LEGISLATIVO, MÍDIA, todos negam, se omitem ou dizem que nada ou muito pouco aconteceu.

A denúncia da fraude no Decreto 81240/78 e das demissões abusivas e criminosas foram levadas ao Procurador-Geral da República, ao Ministro-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), aos senadores e deputados do Congresso Nacional, à Comissão de Previdência e à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, porém nenhuma providência, todos se quedaram inertes, omissos, cúmplices, negacionistas.

Ao partido dos traíras, lideranças sindicais e governantes do PT, nem seria necessário denunciar, pois sabem de tudo o que aconteceu, só não foram vítimas porque protegeram seus rabos sob os tapetes da imunidade parlamentar e sindical, mas esses eleitos parlamentares e governantes pelos demitidos do BB negam tudo, “nada aconteceu” dizem Berzoine, Pimentel, Sasseron, Sérgio Rosa e outros tantos traidores e negacionistas.

O Presidente Lula, representante dos trabalhadores eleito pelos Demitidos do BB e aposentados, mudou como que do vinho para água (ou cachaça, ou champanhe?), mudou tanto que recentemente foi premiado pelos banqueiros e empresários internacionais do Fórum Econômico de Davos. Uma oportuna (oportunista?) hipertensão arterial impediu-o de ir a Davos receber sua premiação por relevantes serviços prestados aos ricos do mundo, mas o Ministro Amorim foi lá buscar o mimo.

A denúncia da fraude no Decreto-81240/78 foi levada ao Presidente Lula através de ofícios, ABRAPREV (20/01/2010) e ANDEBB (12/04/2010), pedindo a nulidade retificação fraudulenta ao decreto e providências para indenização dos prejuízos, nenhum até hoje foi respondido.

Conclusões conclusivas sobre nazismo e negacionismo nas demissões abusivas, criminosas, lucrativas e cíclicas do Banco do Brasil & Brasil:

 No judiciário brasileiro, justiça do trabalho e justiça comum, ao longo dos anos e com insistentes petições e denúncias, somente recebemos sentenças humilhantes, tergiversadoras, estúpidas, corruptas, negacionistas. 

Denúncias acerca das demissões abusivas e criminosas do BB & Brasil têm sido encaminhadas ao Presidente Lula desde 2008, nada respondeu, tergiversou, negou o acontecido, presidente negacionista.

 O Lula é amigo do Ahmadinejad do Irã, um contumaz violador dos direitos humanos no seu país, e também um negacionista, revisionista do Holocausto dos Judeus. O Lula também é amigo do Chávez (Venezuela) e dos irmãos Castro (Cuba), todos violadores dos direitos humanos e inimigos da democracia. Enfim, esta turma de amigos do Lula tem em comum violações aos direitos humanos e autoritarismo, Lula é um deles, não respeita direitos humanos e também tem sido ahmadinejadista, negacionista dos direitos dos Demitidos do BB.

A candidata do PT e Lula nas eleições presidenciais, ex-ministra da Casa Civil Dilma Roussef, segundo dizem teria sido guerrilheira, terrorista, seqüestradora, assaltante de bancos, talvez não tenha entendido como pacatos cidadãos e dedicados trabalhadores pudessem ter sido demitidos e roubados pelo BB & B, por isso os ofícios encaminhados à Casa Civil não tiveram resposta, candidata negacionista, se eleita já sabe das devidas cobranças de dignidade e justiça que virão.

 O candidato do PSDB e FHC nas eleições presidenciais, ex-governador de São Paulo José Serra, foi ministro do Planejamento de FHC, por ministério deve ter planejado os detalhes sórdidos das demissões abusivas e criminosas do BB & B e neste contexto foi mentor e executor, por isso não carece ser informado do que aconteceu, candidato nazista e negacionista, se eleito já sabe das devidas cobranças de dignidade e justiça que virão.

Ao PMDB, sempre coadjuvante e cúmplice de todos os governos, nada a declarar, porque também sabem de tudo, participaram de tudo que aconteceu.

 O mais importante e estarrecedor, os beneficiários de todos os recursos da PREVI, participantes e assistidos já reconheceram o direito dos demitidos do BB desde 1990 até hoje ao “resgate da totalidade das contribuições vertidas pela patrocinadora e participante do plano de benefícios 1 da PREVI”. Porém, se antes FHC e seu partido (tesoureiro de campanha) usavam e abusavam deste dinheiro que diziam “público”, agora o governo Lula considera esses recursos privados como se fossem do partido dos traidores, usa e abusa deste dinheiro até para fazer filme do filho do Brasil enganado, e por isso também negam o reconhecimento dos direitos reconhecidos, traíras negacionistas.

Denúncia acerca das demissões abusivas e criminosas do BB & Brasil, contra o Estado Brasileiro foi encaminhada à CIDH e toda a formação de quadrilha, todo o poder público, executivo, legislativo e judiciário, BB e PREVI, foram denunciados.

Inclusive a CDHM da Câmara foi denunciada por inércia e omissão (em 1995 - indução ao suicídio - e em 2009 - fraude no decreto), não cumprimento do dever público, parlamentares negacionistas.

Mas há que se ingressar na campanha das eleições, com e-mails, cartas, denúncias, invasões, camisas e cartazes mostrar a verdade ao Brasil e ao mundo. Lutar contra todos esses filhos das trevas e instituições corruptas, entidades relapsas e carcomidas, vamos lutar até reconhecerem e indenizarem os direitos, de reintegração, restituição, reabilitação de tudo que foi e tem sido roubado dos Demitidos do BB, emprego, aposentadoria, saúde, seguro, moradia, inclusive as devidas indenizações, pensões às famílias dos falecidos, assassinados.

 Um governo continuará no poder enquanto for humano justo e honesto”

(Provérbios 20.28) 

25/4/10

OFÍCIO DA ANDEBB AO PRESIDENTE LULA PEDINDO A NULIDADE DA RETIFICAÇÃO FRAUDULENTA NO DECRETO 81240/78

 

 

  Marcelo Dantas - Presidente da ANDEBB - explicou que o pedido tem fundamento nos seguintes itens:

a) Agente incompetente para assinar o ato;

b) Vício de forma, que consiste na inobservância irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato, tendo em vista ter sido rasurado o documento original contendo o texto do decreto originalmente subscrito pelo Presidente da República; corroborado pela intempestividade na prática do ato;

c) Inexistência dos motivos, verificada quando a matéria de fato em que se fundamentou o ato foi materialmente inexistente, representada por um alegado erro de publicação no Diário Oficial;

d) Desvio de finalidade, constatado quando o agente praticou o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.

Concluiu o Sr. Marcelo Dantas dizendo que, no seu entendimento, este ato é nulo e inexistente, e ainda que a ação que pretende anulá-lo é imprescritível.

Fez questão de lembrar que a ANDEBB tudo fará com a finalidade de invalidar aquele citado ato, dando início a novo prazo prescricional para a ação de cobrança dos valores retidos pela PREVI ou o ressarcimentos dos danos, para isso serão ingressas novas demandas próprias com este objetivo.

Explicou que dentro de 90 dias, caso a fraude não seja declarada nula pelo Presidente da República, a ANDEBB estará ajuizando medida necessária pedindo que seja sentenciada a invalidade da retificação.

“Um governo continuará no poder enquanto for humano, justo e honesto”

(Provérbios 20.28)

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